A
teoria do Intelecto Mútuo
Contra
o intelectualismo e não a absorção de conhecimento eu sou contra
a supremacia cerebral de um único ser, pois esse acaba por tornar-se
líder. Sou a favor do conhecimento mútuo, onde nenhuma informação
é omitida e todos possuem a mesma sabedoria, talvez seja esse
o primeiro passo para que o ser humano acredite em seu potencial
e dispense os “intelectos” como seus representantes diretos e
indiretos. Denomino o fato, como a Teoria do Intelecto Mútuo.
O homem já nasce sendo controlado,
porém em sua concepção, a sua vida não é predestinada. Contesto
a concepção humana, somos todos predestinados, só que ao contrário
do que dizem os religiosos, nossa predestinação vem do lado não-humanista,
que defende o poder supremo de uma classe restrita e racialmente
“embranquecida”.
Contestar os valores não é propriamente
negar a humanidade, o homem sonha com o poder, logo idealiza formas
para isso, as chamadas alienações ou golpes baixos dos seres humanos.
O homem jamais conseguiria preservar sua postura autoritária ou
conservar seu comando se todos possuíssem o Intelecto Mútuo ou
em outras palavras, cultura.
O homem não precisa de armas materiais,
pois ele possui a maior de todas, a intelectual. Essa é uma arma
“politicamente” legal, que no caso pode ser usado pela vítima,
no caso o povo.
A guerra ou guerrilha armada está
fora de cogitação nos dias de hoje, assim como a tecnologia avançou
o homem também deverá avançar. Não temo a criação de novas armas
biológicas ou nucleares, o meu temor é por novas filosofias e
ideologias de alienação massiva. Talvez seja essa a maior fraqueza
do inimigo, sua despreocupação com seu posto e a acomodação nesse
lado.
A maior arma da humanidade não necessita
de valores financeiros e patrocínio empresarial. Nossa arma necessita
de voluntários e adeptos ao Intelecto Mútuo, em que a única necessidade
é o aprendizado e a evolução de si próprio junto a um todo.
Não há armamento biológico ou nuclear
que supere a filosofia. As armas podem matar toda a humanidade,
porém jamais extinguirão os ideais revolucionários e liberais.
Álvaro
Henrique 25/04/02
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