Dedicado
aos meus críticos...
Ser um simples alguém, que lhes chama a atenção por ser diferente,
que a sociedade discrimina por não estar nos padrões estéticos
que a mesma tenta impor.
O
rejeitado em sua comunidade, em seu meio, em sua casa, em sua
sala de aula em sua vida. Vivendo primordialmente para os outros,
tentando mostrar o que nunca fui, ser o que nunca quis ser, ter
o que nunca tive.
Eu hoje
tenho como vitória a minha chance conquistada, com tantas dificuldades
e um preço alto, mas agora eu tive recompensa. Agora sei que sou
útil perante todos aqueles que rejeitaram-me, hoje eles dependem
de mim e acreditam que posso mudar o mundo. Posso mesmo?
Sinto-me
hoje um vitorioso, perante tanta arrogância, insensatez e egocentrismo.
Superei a barreira que prendia-me aos valores materiais e éticos
de uma sociedade ignorante e limitada.
Criei
o meu mundo, onde faço o que quero e sou quando quero, escravo,
líder, o tudo, o nada. Em meu mundo eu ganhei irmãos e irmãs que
são juntamente a mim o que bem entendem.
Aos irmãos
que lutam ao meu lado para que o mundo real, que não é o nosso
"Mundo Mágico de Óz" seja igual ao nosso, justo, livre,
feliz, sério, engraçado, bonito, feio, ingênuo, malicioso.
Este é
o meu mundo, este é o nosso mundo. Que a fome, o medo, a insegurança,
a raiva, a intolerância, o racismo, a hipocrisia e todos os males
da sociedade "não utópica" passe longe de nosso mundo.
Que
a redação que farei domingo seja a melhor que fiz em toda a minha
vida e que o restante da prova se dane!
Dedico
o meu "escape intelectual" a você, que ignorou-me todos
esses anos, agora saberá quem sou de verdade e terá a certeza
de que o julgamento preconceituoso e precipitado corroerá sua
alma.
Livrei-me
da intitulação juvenil e da auto afirmação social em um grupo
ou tribo urbana de uma metrópole escravizada em contextos infanto-juvenis.
Eu cresci,
renasci das cinzas, dei por fim o que comecei, concluí e superei
minhas próprias expectativas, as mesmas que não acreditaram em
minha vitória e a retribuição a minha insistência e dedicação.
Talvez
eu seja o mais "economicamente fudido", porém sinto-me
nesses últimos dias o mais feliz.
Minha
caixa postal recebe cerca de 40 críticas diárias, em que estão
divididas em elogios e repúdio a minhas atitudes e minha personalidade.
Eu amo essas
pessoas, eu hoje amo viver, pois sei que a crítica e a opinião
alheia não seria nada se não houvesse a o que criticar e ao que
opinar.
Sou o
centro de atenções meus camaradas, o que sempre sonhei em ser,
e sendo isso eu digo que eu conquistei minha chance de manifestar
todos meus ideais e pensamentos que estão guardados dentro do
meu peito desde garoto.
O máximo
em vigor, o mínimo em reconhecimento, não serei monetariamente
rico com textos e ativismo, porém serei o herói do filho, do irmão
e do pai que nunca tive. Eu hoje sou meu herói, eu hoje acredito
que todo ser humano será o seu.
E quando
isso acontecer, a utopia deste texto e o valor da humanidade será
outro, e eu poderei dizer, eu acreditei.
Que o
meu céu é o inferno dos que tentam humilhar-em e derrubar-me
eu já sei, e com o senso crítico de um pós-adolescente de 20 anos
eu poderei sorrir em paz.
Companheiros
que acreditam na paz e na guerra, vocês poderão ir para casa,
poderão ir para seu lar. A paz é o conceito contraditório da guerra,
como o amor e o ódio, a dor e o prazer, a vida e a morte.
Não
acredito, não acredito na paz. Sou contra, sou contra a guerra.
A
todas as civilizações, aos heróis de cada uma delas, aos que morreram
defendendo seu ideal, seja ele certo ou errado, a todos que acreditaram
em si mesmo, em seu próprio potencial, questiono-te, o que seria
de ti sem a si mesmo.
Quem esteve ao seu lado durante toda sua vida foi a si
mesmo, portanto não mate quem te ama.
Que o
Narcisismo seja somente parâmetro da sociedade perfeita, em que
todos vivem em mutualismo porque acreditaram em si mesmo.
Para valorizar o "eu" alheio, é necessário valorizar
o "eu" próprio. Verá que o amor terá outro sentido,
pois quando amar o próximo, verá além da pessoa o seu "eu"
verdadeiro que é composto por sigo mesmo, serão 4 seres que são
2 e tornarão-se 1 só.
Para todos que vêem um revoltado psicótico eu digo que
sou um romancista compulsivo, que suas críticas pequenas e céticas
a uma única causa, a destruição do "eu" próximo
com o objetivo de enaltecer o "eu" próprio.
Sejam
vocês os intelectuais, ou defensores do capitalismo neo liberal,
estou aqui para defender o Intelecto Mútuo¹, minha teoria, minha
crença, minha religião que não existe deus ou deuses.
Eu olhei
ontem para o céu e vi estrelas meus amigos, eu vi estrelas! Percebi
que a natureza é a mais sábia, que se existe um deus ou uma deusa
ela é a natureza. O homem destruiu toda as esperanças de si próprio,
poluindo, desmatando, queimando, matando, a natureza em resposta,
quase morta e sem forças, sorri. Com o céu de São Paulo repleto
de gases e poluentes, eu vi estrelas como jamais tinha visto em
todo minha vida, a natureza sorriu, a natureza lhes deu um presente
ou avisou de que por mais que vocês a destruam e a façam chorar
ela é imortal.
Sou agora mais do que nunca "eu" mesmo e com
essa reflexão pessoal eu anuncio que mudei, mudei pra ser "eu"
mesmo e dizer que sempre fui igual.
Somente um Deserdado, é o que sou, e orgulho-me disso, bem vindos
ao meu mundo, ao nosso mundo meus amigos.
Álvaro
(ás vezes sou Henrique, mas hoje tive vontade de ser um poeta,
será que consegui)
22/08/02
1-
Contra o intelectualismo e não a absorção de conhecimento
eu sou contra a supremacia cerebral de um único ser, pois esse
acaba por tornar-se líder. Sou a favor do conhecimento mútuo,
onde nenhuma informação é omitida e todos possuem a mesma sabedoria,
talvez seja esse o primeiro passo para que o ser humano acredite
em seu potencial e dispense os “intelectos” como seus representantes
diretos e indiretos. Denomino o fato, como a Teoria do Intelecto
Mútuo.
O homem
já nasce sendo controlado, porém em sua concepção, a sua vida
não é predestinada. Contesto a concepção humana, somos todos predestinados,
só que ao contrário do que dizem os religiosos, nossa predestinação
vem do lado não-humanista, que defende o poder supremo de uma
classe restrita e racialmente “embranquecida”.
Contestar
os valores não é propriamente negar a humanidade, o homem sonha
com o poder, logo idealiza formas para isso, as chamadas alienações
ou golpes baixos dos seres humanos. O homem jamais conseguiria
preservar sua postura autoritária ou conservar seu comando se
todos possuíssem o Intelecto Mútuo ou em outras palavras, cultura.
O homem
não precisa de armas materiais, pois ele possui a maior de todas,
a intelectual. Essa é uma arma “politicamente” legal, que no caso
pode ser usado pela vítima, no caso o povo.
A guerra
ou guerrilha armada está fora de cogitação nos dias de hoje, assim
como a tecnologia avançou o homem também deverá avançar. Não temo
a criação de novas armas biológicas ou nucleares, o meu temor
é por novas filosofias e ideologias de alienação massiva. Talvez
seja essa a maior fraqueza do inimigo, sua despreocupação com
seu posto e a acomodação nesse lado.
A maior
arma da humanidade não necessita de valores financeiros e patrocínio
empresarial. Nossa arma necessita de voluntários e adeptos ao
Intelecto Mútuo, em que a única necessidade é o aprendizado e
a evolução de si próprio junto a um todo.
Não
há armamento biológico ou nuclear que supere a filosofia. As armas
podem matar toda a humanidade, porém jamais extinguirão os ideais
revolucionários e liberais.
Álvaro Henrique
Veja-me,
sinta-me, toque-me, isto é para você...
Inspirado
na obra Live at Leat do "The Who"
Aline Tesser, acredito em nós!
Sim, eu sou maluco!