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.::Colunistas\Álvaro Henrique::.

A 1ª Pessoa 

        O mundo se cura perante a arrogância humana que é sedimentada de orgulho, ódio e ganância. Tal cura que poderia ser curva, é regida por si mesma, ou por mim, ou por vocês.
        O frio que sinto é tão nobre como a fome, tão hipócrita e falso que chego a sorrir da desgraça que meu eu chegou, desgraça que foi prevista tempos atrás, mas de uma certa forma retorço-me aos cantos procurando algo no qual me adapto ou que o capitalismo permita-me.
        Escravo de mim mesmo, de um telefone que está preste a tocar e não toca, da mesquinharia que um “pseudo anarco comunista” pratica e pede que o mundo não siga seus passos, mas a 3ª pessoa que na verdade é a 1ª, sente pavor em ser derrotado. Lutas, batalhas e confrontos com meu ego, na qual a maior vitória que obtive foi derrotar-me devastadoramente, excluir-me da lembrança Narcisista e psicopata.
        Tal angústia é a espera de uma ação involuntária de outro eu, que talvez não seja tão “eu” assim. O livro que se escreve, repete as “Memórias de um fracassado”, guardada de qualquer forma, como tudo que um fracassado trata. Mais sábio com as derrotas e positivamente com as vitórias. O positivismo é a salvação de um suicida.
        Chamam meus heróis de terroristas, de qualquer um, mas o maior terrorista é o que acaba com sua própria vida sem motivo algum, morrer sim, não ter valor jamais! Que as pessoas saibam que você, no qual na verdade sou eu, tenha feito algo em que paramos um dia e olhamos com admiração ou ódio, ódio por nos tocar em algo que nunca nos tocaram, mas como uma vacina vocês baniram ele que na verdade não é 3ª pessoa, é a primeira.
        Um ser humano se acaba quando vive o passado eternamente para não errar no futuro, mas por que tanta objeção ao passado, ele já se foi, as pessoas já se esqueceram, mas por que você, que é bem definido não esquece?
        Será que o beijo adiado um dia ocorra, será que todas as noites que ouvia a melodia dos angustiados e escrevia nas “Memórias de um fracassado” eu não tinha algo meu nos poemas plagiados e adaptados a atual situação?
        Tinha tanta coisa pra dizer e não consegui, eu tinha que escrever, minha letra seria uma inscrição em rocha se fizesse a mão livre, talvez quando eu ir, alguém leia isso aqui e diga que eu era mais neurótico do que vocês imaginam.
       Minha adolescência está no fim, minha saúde também, minha família está velha e já adianto que tento preparar-me para a morte de um ente querido que está próxima, mas não consigo, começo a sangrar ao saber que são meus verdadeiros pais, sinto-me inútil em ver a situação que estão e ainda os exploro, infelizmente não consegui libertar-me da educação que tanto critico.
      Ainda tenho vontade de lhe socar seu cretino!
      Talvez um cuspe na sua cara ou um obrigado por me fazer ter ódio de você, esse ódio fez com que tivesse nojo das pessoas iguais a você e minha cabeça doente se propôs a ser inteligente, falhei? Isso é você que sabe.          Sua maior derrota aconteceu quando se achava que vencia, mas nessa vida ninguém vence, somente a dama de cabelos negros e rosto pálido.
      Por que os malditos são os melhores? Será que o ódio vai fazer-me sorrir com as atitudes dos porcos imbecis que dizem ser seus amigos? Sim!
      Seja em uma necessidade de comunicação ou na minha educação, ela mesma, a qual critico, que foi ensinada a não ser igual as pessoas que fazem o mal, mas não consigo mãe, porque eu sinto-me feliz em ver meus “pseudos” amigos sangrarem de dor pelo perdão que lhes nego. Eu tentei mudar isso, eu juro que tentei, mas não fui feliz.
      Daí vem um louco e me diz que isso não me dará o perdão Divino, realmente se o Divino existir ele não vai me perdoar, tenho sido tão mal e feito coisas terríveis, mas eu parei e decidi acreditar que ele existe, claro que ouvindo o meu próprio conceito de salvação, essa tal que é comercializada e causa tantas mortes por guerras que são étnicas e bem quentes.
      Vocês deveriam dar-me um prêmio por ter conseguido enganar-lhes por tanto tempo, eu fui tão convincente que até o idiota que não é indefinido e muito menos 3ª pessoa acreditou!
      Está uma noite linda para usar um laço no pescoço e ficar admirando a paisagem enquanto as pessoas admiram-me horrorizadas, como ele pode sorrir?
      Com a alma, Ernesto era o cadáver que parecia vivo! Era?
      Ainda sonho em ser um revolucionário, a verdade que sonho mais em armar minha própria guerrilha do que propriamente a vitória, o sonho de tentar fazer algo para exterminar tudo que acho errado, mas carrego o sentimento de ser “reconhecido”, e isso é ruim, pois é uma das armas ilusórias do capitalismo.

Como acabar com o capitalismo sendo um capitalista?
1-Gravar sua voz e ouvir inúmeras vezes o incentivo a si próprio.
2-Declarar guerra a todos que aparecerem no espelho.
3-Soltar fogos de artifício a cada vitória do time adversário a seu país.
4-Mudar seus hábitos e imaginar-se 10 anos depois dessa mudança.
5-Em desespero de fome, não mate seu cachorro, mas sim lhe de um pedaço de sua própria carne e veja a reação de alguém que você chama de companheiro.
 

Mais uma baixa acontecerá, e essa trará uma conseqüência bem drástica, em que estará registrada antes do acontecer.

Ponto

Álvaro Luther King  15/11/01

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