A vida de um diplomado vale mais do que a
sua?
(E mais umas coisinhas)
Ontem eu liguei a tv e uma notícia me deixou
intrigado, um tal de José Sarney (o mesmo da plano furado 1 e 2) está
querendo que o senado aprove uma reforma na lei, em que o crime praticado
aos judiciários tenha a pena máxima de 30 anos aumentada para 40.
Eu já não entendo mais nada, mas o que me deixa mais revoltado
é ver idiotas aplaudirem esse tipo de lei. Que deixa estampado claramente,
que os diplomados são seres humanos melhores por possuírem diploma.
Não perco mais meu tempo com um presidente
norte-americano que não está nem aí para os movimentos sociais e quer
mais é que a guerra se exploda. Abro os olhos para o meu país com o
fim de mostrar que ainda está em tempo de mostrar a tamanha hipocrisia que
é essa lei.
A população está morrendo de medo com a guerra-cívil
que o crime organizado está proporcionando.
Já não mais sabem o que fazer com o Beira-Mar.
Criticam a Marta Suplicy.
Aplaudem o Lula e o fome zero.
Digo que está tudo errado.
Nunca simpatizei com partido ou político nenhum, mas tendo uma visão mais
aberta, percebo claramente as intenções supérfulas de cada político. E
por incrível que pareça, atualmente são as melhores que vi desde Ulysses
Guimarães.
Voltando a questão dos juízes. Polemizando ou não,
eu estou contente e satisfeito com o que o crime organizado está causando
na população e principalmente no governo.
Beira-Mar chegou em boa hora no Brasil, está provando que vagabundos e
criminosos podem fazer muito mais que barulho em um país, podem perturbar e
até causar mudanças drásticas na forma de governo, como é o caso do Rio
de Janeiro. A organização em uma sociedade é tudo, seja ela composta de
políticos ou criminosos.
Se a organização for bem feita, o resultado é monstruoso. Foi o caso da
rebelião sincronizada, a fuga dos menores da Febém, a derrubada de
Belgrado, e o boicote aos Anarquistas no Fórum que deveria ser
social...
Pois bem, o crime organizado está mais que
organizado, conquistou nesse curto tempo de Beira-Mar, Elias Maluco, Bello e
Batoré muito mais que qualquer revolucionário brasileiro de esquerda,
vermelho ou rosa. E isso é uma grande vergonha!
O medo e o pavor superou facilmente os demagogos ortodoxos, que ao invés de
migrarem sua política democrática, apoiaram a utópia vermelha e deram
espaço para que seres sem nenhum intelecto, mas com um objetivo firme
(incorreto, ganancioso e insensato, mas firme), vencessem.
Os revolucionários dizem muito, mas não mais
acreditam no que dizem e ao invés de praticar suas teorias preferem apoiar
e direcionar suas armas para problemas internacionais esquecendo-se de
resolver os internos e até mesmo os pessoais.
Digo isso, porque em tempo de guerra, estive afastado, porém acompanhando o
que se passava nos grupos, na imprensa marrom e nas mídias independentes.
Uma minoria insignificante lembrava-se da guerra interna que o Brasil vem
sofrendo, da marcha dos sem terras e da erradicação da fome, que sem o
apoio popular, só ficará no papel.
Marta Suplicy vem sofrendo e muito com a guerra que
travou com os empresários de ônibus de São Paulo, isso
ninguém também discute, somente aparecem na hora de criticar.
Estou aqui em defesa da Marta sim. E apoio totalmente a taxa do lixo.
Paulista é um dos cidadões mais porcos e ignorantes do Planeta e só vai
aprender a jogar o lixo no lixo quando sentir no bolso. Só vai ter noção
do que é o meio-ambiente, quando ver que isso é uma economia rentável
e se não o fizer será atingido monetariamente.
Paulista merece sim taxa de lixo! Merece também
transporte precário no valor de 1,40. Porque é acomodado, na
primeira oportunidade compra um carro, esquece que possuí pernas e pés e não
se dá conta que o espaço que sua lata motorizada ocupa é de 12 pedestres
ou 7 ciclistas.
Defendo a Marta, pois a mesma foi a única que se lembrou que a Zona Leste
existe, caso duvidem venha a Av. Aricanduva, perambule por algumas praças
da região, veja como eram e como estão. Não só na Zona Leste, mas em
outras também, basta compararem o antes e o depois, garanto que argumentos
contras serão contraditórios.
A FEBEM de São Paulo, principalmente a de Franco da
Rocha. Esse é um problema ocasionado por um defunto que está mais do que
podre e fétido.
Senhor Mário Covas, que virou nome de Rodovia, praça e avenida.
Martirizado pela sua luta contra o câncer, foi perdoado pelas falcatruas na
Febem que até hoje está conturbado por um descaso antigo.
Essa é a política nacional brasileira que os
vermelhos se esquecem.
Beira-Mar está fazendo um bom trabalho, merece parabéns
e eu continuo assistindo de camarote as ações diretas do crime
organizado.
Não são anárquicas, tão pouco revolucionárias,
mas de qualquer forma são ações que os anteriores não fazem há muito.
Claro que a violência não é uma ação válida, claro que a morte de
civis inocentes não é válido, claro que apologizar o crime e criminosos
que nada contribuem a sociedade é um absurdo. Porém eles são a provas que
uma organização com ações funciona. O princípio não é o terror com a
população, mas sim com o governo, que com a aprovação dessa lei idiota,
prova que perdeu e nada mais sabe o que fazer, só falta agora nomearem o
Maluf e decretarem pena de morte. Começa assim, um aumento de pena aqui, um
benefício ali e quando percebermos seremom um país semelhante ao
estado do Alabama.
Sarney e os apoiadores dessa lei deixam claro sua
apartação social perante o país dos revolucionários ignorantes e
dos vermelhos analfabetos.
" -Isso é um assalto!"
" -Espere, sou juíz."
" - Bam." - o criminoso dispara contra si mesmo.
Devemos sim combater o crime, mas de forma humana e
racional. Uma criança recém nascida que futuramente pode ser um Juíz, um
presidente ou mesmo que um João ninguém, deve ter o mesmo valor que um
diplomata renomeado. Banalizar e dar preço a uma seleta classe é uma prova
clara de discriminação social que fere diretamente a constituição
brasileira.
Mas se vocês revolucionários não falarem nada,
ninguém irá e tudo ficará tudo por isso mesmo.
Obrigado
Álvaro Henrique
17/04/03