Ao terrorismo com carinho? Ser uma bomba e explodir talvez seja a única importância desta vida, suja e mau digerida.
Falam muito em paz, promovem organizações e nada conseguem. A maior guerra que enfrento, não vem de guerrilheiros, exércitos ou ataques biológicos, mas sim do termo que nunca soube o significado: Família.
        Você tem família, ele tem família, "todos" tem família, eu deveria ter também, as crianças que na rua dormem também. Se torna precipitado inferiorizar-se, tenho casa, tenho comida, tenho pessoas que moram no mesmo teto que eu e por uma  "coincidência" possuem o mesmo sobrenome que eu. Ás vezes não entendo o porque dessa guerra, atribuo a religião que alienou cabeças e as tornou menores do que eram, atribuo a idade que todos estamos sujeitos e a baixa perspectiva de vida que  incita o confronto e o desespero, atribuo ao capitalismo que acaba com sonhos e faz a vida girar em torno de uma moeda.
        Será que o abandono do Lar ou refugiar-se mudará essa situação? O mundo dos desorientados que sujeita-se a conviver com estranhos que provavelmente seria pior, daí vem o mesmo louco do texto anterior e me pergunta porque não aceita as pessoas que tenho em volta, cabeça baixa e olhar fixo, "sonho em um dia aceitar-me".
        Veio ele: -Não seja tolo, são pessoas que possuem o mesmo sangue que você e como qualquer outro ser vivo irão ir um dia e você irá se arrepender.
        -Oh!
        -Guarde bem essas palavras, pois futuramente você irá se lembrar delas e será tarde.
        Estaria ele a rogar uma praga? Querida não é sua intenção, pois não foi só ele que disse-me isto, mas definitivamente eu não sou o certo e todos são os incorretos, há o balanceio. Minha mente não para, estou lembrando-me dos atos passados e minhas retribuições verbais ao nada que tacharam-me louco. Que mal há em falar só? Se as pessoas não entendem o que você fala, lhe desprezam e lhe dão as costas, falo sozinho sim e daí? Minha teoria é de que os 'loucos" são felizes, eles são tachados loucos por conseguirem ver o que as pessoas "comuns" não vêem, por fazerem o que ninguém faz, por serem diferentes.
        Eu sou diferente, logo sou louco? Realmente não entendo esse preconceito, eles sempre dizem que isso é uma democracia, mas eu não vejo isso no dia-dia, eu disse não ao exército e quase fui preso, eu disse não as eleições e paguei multa ou minha identidade como cidadão estaria ameaçada e não mais poderia sobreviver neste mundo porco e capitalista. É, de fato eu não sou anarquista, eu dei valor a identidade de um cidadão brasileiro no capitalismo mundial, logo estaria eu mais uma vez banalizado e tornado uma gota no oceano. O consolo é que uma gota não significa nada, mas gotas sim. 
        Tenho espírito de liderança e sou contra os líderes, imaginem eu governando uma república? Jamais! Prefiro a morte! 
        E tudo isso porque tentei mudar o rumo do genocídio familiar que enfrento, é eu tentei parar a guerra e quando percebi estava com uma metralhadora na mão. Minha participação de nada serviu, ao contrário somente matou mais civis e prolongou a guerra, agora ela tomou outro rumo, o emocional, o psicológico. Me comparei a um Nazista que obrigava os Judeus a encaminharem seus próprios familiares e amigos pro inferno. E hoje os Judeus massacram os Palestinos. Definitivamente não há tréguas em guerras e sim adiamento de massacres, seja na sua casa, no colégio ou no Oriente Médio. 
        Acredita que eu sonho em explodir a Prefeitura Municipal de São Paulo? É, somente um sonho, pois sou covarde demais para fazer tal feito, mas, o fogo se faz até com "pauzinhos", talvez eu entre pra história. A história dos ativistas brasileiros esquecidos, alguém se lembra de Zumbi ou Lamarca, pois é, eles fizeram muito mais que uma explosão em uma prefeitura, talvez a Globo dissesse que eu fosse Árabe, ou que foi um acidente meteorológico, usando a palavra poderiam incitar que um meteoro atingiu a Dna. Márcia em cheio. Oi Supla, foi bom o passeio até a Brigadeiro?
        Me processem por este texto vai, façam como o Dops, que matavam os estudantes como prevenção a doença revolucionária. Façam como minha mãe que assisti tudo de camarote e caga na sua cara!
        Por que dão tanta importância a religião, a valores materiais, ao poder, a beleza. Todos vão morrer, vão conhecer que na morte não existe bíblia, e vão apodrecer junto com a velhice. Deixo bem claro que nem todos os velhos são podres, destaco dois exemplos: Dercy Gonçalves, Ulysses Guimarães. A podridão não está nas palavras de "baixo calão", mas sim na vontade de viver e ser feliz, dar um foda-se pro mundo e ser o que sempre teve vontade de ser. Estar no sistema, mas da melhor forma possível, ser antigo, mas estar atualizado, fazer da sua via a vida do próximo e não buscar uma salvação única que muitos nem sabem se existe. Digo da religião, que destrói famílias como a minha, a troco da salvação divina, daí esquecem que estão vivos, que possuem uma família, e que as pessoas que realmente são sua felicidade estão em casa e não no CARALHO da igreja! Isso tudo é para arrecadar míseros "Réis" diários de cada fiel para formarem uma pequena fortuna a cada mês. Isso tudo em troca da fé.
        Eu não acredito na igreja, eu não acredito em padre, eu não acredito em Papa, eu não acredito em Pastor, eu não acredito em Bispo, eu não acredito em pai ou mãe de santo, eu não acredito em religião, eu não acredito no Natal, eu não acredito em nada que seja formado pela mente humana! Minha crença é no "Deus" que eu mesmo criei, (Não sou humano), a força que está acima de tudo talvez seja um significado para a existência da vida, ou não. Porra, mas falar em Sta. Inquisição, em dizimo, em ofertinhas.    
        Que fé é essa que cura e destrói?
       (...)
Álvaro Henrique