Deserdados
Estou enviando este e-amil
como satisfação ao que não satisfaz.
Estou completamente cego e não sei mais como caminhar a partir de hoje.
Como sabem, sou uma pessoa desequilibrada e portadora de deficiência mental aguda, não faço parte do mundo normal de vocês.
Não mais quero força-los a nada, querendo ou não eu fui um líder, começo a perceber isso agora, talvez eu queira ter sido também, mas isso não vem mais ao caso.
Hoje perdi a cabeça e não estou nem um pouco arrependido, pelo contrário, sinto-me melhor após puxar a descarga.
Estou prestes a desiludir-me com todos os meus ideais, já que possuo "muitos", porém não consigo colocá-los em prática só, muito menos com a ajuda de ninguém. Estou prestes também a desistir de tudo que eu sou, ^ou o que eu e você acham que eu sou, um nada.
Sinto uma dor enorme no peito por ter novamente fracassado e desapontado as pessoas que se dizem "amigas". Estou mal hoje, mais do que o normal, me dediquei de corpo e alma a isto e não obtive resultado algum. Não tenho mais nenhum motivo para continuar com esse trabalho de vagabundo, já que o mesmo sou eu.
Não quero comover ninguém, muito menos fazer ninguém se desculpar ou ter pena do "coitado" aqui. Eu tenho capacidade, porém não é reconhecida. Ela ficará perdida novamente até que encontre uma maneira de libertá-la.
Não estou só, tem alguém no sul me esperando, portanto não se preocupem quando eu partir.
Estou cansado de tudo
isso, estou adoecendo neste grupo, não parem por minha causa, não sigam mais o
que falo, não me ouçam mais, não caminhem com
meus
pés. Não sou nada, nunca quis e nem quero ser símbolo de ninguém.
Mas serei o herói dos filhos que nunca terei.
Dispensem longas respostas e inertes desculpas e novos pedidos de explicações, não sirvo para ser companheiro de vocês, eu não os mereço e nem vocês merecem-me, tenham o que lhe és de direito que terei o que é meu.
Luto sozinho de hoje em diante, caso volte a pensar tal "utopia" revolucionária novamente.
"A Anarquia é um sentimento romântico do homem, um lindo ideal político que NUNCA será concretizado."
Se um dia disse que sou punk, menti descaradamente, sou Punkalvaro!
De hoje em diante, visto-me como punk porque gosto, ouço punkrock porque gosto, freqüento o submundo, pq gosto mas não mas serei Punk porque gosto. Chega de ser escravo da minoria e lutar por uma falsa anarquia, agora quero viver sem ter que mandar todos se fuder.
Não quero mais olhar pra
trás, não estou desistindo ainda, mas estou quase, considerem-se Deserdados!
Álvaro Henrique