De alguém para ninguém
A cidade toda dorme enquanto estou a despertar...
Entorpecido em São Paulo, vivo até que ponto?
Eles ainda não conseguiram me vencer. O ponto que estamos é decadente e doloroso, jamais vergonhoso, mas sinto-me como tal, a vergonha me corrompe, a pena de mim e de meus entes só é vencida pela inútil vergonha.
Quando
todos me amarem não terei mais motivo pra viver!
Não sei se chegaremos a um buraco mais fundo do que este, sei que existe tal buraco e que não muito falta...
Não quero ter só essa mecha ruiva de cabelo, quero a fonte.
O ano não é mais 1998, e o menino triste descobriu a verdadeira carga depressiva quando se tornou homem e recusou-se a crescer.
Tudo ficou pra trás e só restam lembranças, boas? Lembranças são boas? Todas me entristecem e fazem uma gota rolar pela minha face. Onde estão meus amigos e amigas que tanto temia em perder? Eu deixei que fossem e os mandei ir embora...
Agora eu sou o tijolo do imenso e infinito castelo do remorso.
Meus amigos, eu não me esqueci de vocês, só não sei ser amigo e manter uma amizade limpa e muito menos com barreiras.
Vocês gostam do sol? :o)
Só queria ter tido um animal de estimação que crescesse comigo e me defendesse dos demônios invisíveis.
Ainda me lembro daquela garota que eu tratava como um bebe e pedia para não chorar.
Mas ela se foi e as lágrimas agora são minhas...
Meus irmãos não vieram, ficaram lá...
A água esta fria, vamos brincar...
Eu só quero dizer a ela, que agora eu sou o bebe e não mais quero chorar...
Quero ver os amigos de domingo, que fizeram eu rever meus conceitos de diversão, foram 3 pessoas que substituíram 1 milhão, meus amigos que fizeram eu sonhar em um posto de gasolina e gritar ao por do sol que nascia onde os mortos acordam e os vivos dormem.
Meu telefone agora faz chamada pro deserto...
Eu consigo sorrir sem mostrar os dentes.
Álvaro
Henrique 25/04/02
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