ACK
Se o Ack precisasse
resumir sua proposta a uma só palavra, esta palavra seria
"play".
Afinal, o termo inglês significa tocar, divertir, e pode ao
mesmo tempo sugerir que você participe: toque, cante junto,
entretenha-se. Bem apropriado para uma banda que tem sua raiz no
punk rock, no faça-você-mesmo, na provocação.
Mas, "Play" o primeiro CD do Ack pelo próprio selo da
banda, Traidores Records (em sociedade com Melvin Ribeiro,
baixista do Carbona), tem mais do que isso.
Produzido pela argentina Florencia Saravia, co-produzido e mixado
por Flávio Canetti (batera do Funk Fuckers) a banda mostra neste
trabalho a urgência hardcore anos 80 encontrando os anos 90, a
ansiedade e o lirismo das guitar bands, o despojamento da surf
music. Músicas com melodias e refrões que não saem da cabeça;
riffs de guitarra rasgados e uma batida inquieta.
Nas letras, nada de compromissos: implicâncias com a onda dos
pseudo-alternativos (Where's the Attitude? , que abre o disco),
pessoas que sempre acham que tem a razão (Somebody Called
Reason), estereótipos adolescentes (Michael J.Fox, em
português), programas sensacionalistas (Post Modern
Pornography), stress urbano (Todo Mundo x Mim, baseada no filme
"Um Dia de Fúria", com Michael Douglas). É claro,
não poderiam faltar garotas, e elas estão em várias letras
(She Lost Control, Wherever You Are e algumas outras).
"Play" conta ainda com as participações de Marcos
Donida (guitarra do Acabou La Tequila, que não toca, mas assina
a arte da capa) e os vocais de B. Negão (Planet Hemp, F.
Fuckers), Henrike (Blind Pigs) e Mauro Tracco (The Drugs).
Desde 94, quando surgiu, até hoje, o quarteto carioca tem
conseguido um número crescente de elogios, no Brasil e no
exterior
Por aqui, recebeu o aval da imprensa especializada, desde
fanzines a revistas como a Rock Brigade, International Magazine,
Dynamite e Rock Press onde foi, mais de uma vez, foi eleita entre
as melhores do ano pela crítica e pelo público.
Lá fora, as demos "Grab the Bomb!" (97),
"Ack-me" (95) e "...I Don't Know!!" (94)
arrancaram elogios das revistas especializadas em punk rock mais
conceituadas do mundo: as americanas Maximum RocknRoll e Flipside
entre outras publicações européias, sul-americanas e
asiáticas.
Com a boa aceitação do público, a banda tem feito várias
apresentações pelo país e tocando em grandes shows no Rio,
como na noite de encerramento do último Super Demo ou nos que
abriu para bandas como as norte-americanas Down By Law (no Rio
Surf Rock Fest), NOFX , Seaweed, Rhythm Collision (no
megafestival Expo Alternative) , All You Can Eat, os suecos do
Millencolin e os siderais Man or Astroman (tambem no RSRF).
O Ack também tem marcado presença nas telas: estrelou o
documentário "Dez Anos no Rock Carioca" (lançado em
97 com um grande show no BallRoom, RJ) onde aparece em
depoimentos e interpretando o hit "Pros que estão em
casa", do "conterrâneo" Hojerizah; o skate video
Silly Society 6 onde marcou presença na trilha sonora; e,
recentemente, o vídeo de surf Lombrô, onde a banda parece
tocando e na trilha.
Além de "Play", o som do Ack pode ser conferido em
diversas outras bolachinhas prateadas como nas coletâneas
"Garimpo", da Paradoxx, que teve produção por
Clemente, dos Inocentes e "T-Rex One", com bandas dos
EUA e Europa.
| Sad Kidim Fabio Seidl Pedro Paulo |
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