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Pablo Simpson |
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Herança
O mar leste descende desta voz.
Lançamos âncoras para reparar nossos remos partidos.
Haverá segurança nos braços suspensos como facas,
cortando o mar horizontal que se abre
como clareira ao homem pressentido?
Mancham o cintilar das águas com suas dobras.
Mas não posso reter senão o espectro
solar fundo em teus olhos, o silêncio
contrariando o múltiplo, o indevassado.
Há um homem construído em teus desígnios.
De que tempo virá este outro homem?
Estas pedras que afundam no longínqüo?
Convívio
Eles se extinguem em nós, chuva na casa.
Porque o silêncio desbasta-os e as dobras do olhar,
e a inflexão das vozes duras na pedra.
Com suas funduras exangues nunca apreendidas,
desenvoltura dos homens no oceano.
Eles se extinguem em nós.
E mais puros que nós, talvez jamais nos tenham freqüentado
senão em alma, figuração do pântano.
E no extermínio dúbio em que coubemos,
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