Aristóteles Predebon

     Prendo-me sob tuas pétalas calmas,

    onde a voragem se dissipa

    e, tépido vento, traça o seu tormento.

    Ali, onde brilha, quente,

    o suor dos rios,

    deito minhas mãos

    – como fosse teu corpo adormecido –

    que se arrastam

    pela pele impenetrável dos espinhos.

 

 

 

 

    O dia de tua morte não houve,

    nem o céu,

    acolhendo o oceano,

    dobrou-se sobre a terra, num lamento.

 

    No olhar da águia

    se divisa o horizonte

    e, sob sua pluma,

    o mesmo sol que,

    ali, amanhecerá

.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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