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PERGUNTA

 

Tenho 34 anos e sou casada há 8. Ultimamente tenho ficado muito preocupada porque não consigo engravidar. Minha família me cobra um neném. Ainda não fizemos nenhum tratamento porque tenho muito medo e ir a um ginecologista e ser examinada. Além disso, teria muita dificuldade de contar que, na verdade, ainda não tivemos uma relação sexual completa. Apesar disso, eu e meu marido, nos amamos e gostamos muito de estar juntos e nos acariciarmos. Ele é muito compreensível e delicado mas, às vezes, não consegue entender o que acontece comigo pois, “na hora H”,  fico tensa e não consigo relaxar.

Será que algum dia ainda vou poder engravidar? (N. da Silva – SP)

 

RESPOSTA

 

Minha cara amiga.

Você não é a única pessoa no mundo a ter esse problema. Muitas mulheres se queixam disso, embora, relação sexual com penetração vaginal não seja uma questão absolutamente necessária para dar prazer a uma mulher ou para que um casal seja feliz. Em um bom número de casos somente quando se quer ter filhos é que as pessoas procuram ajuda.

O razão de não conseguir relaxar de forma a permitir a introdução do pênis na vagina é a mesma que impede um exame ginecológico. Os médicos denominam essa condição de vaginismo. No vaginismo há uma contração involuntária dos músculos localizados em torno da entrada da vagina que impede a introdução do pênis ou de se proceder a um exame ginecológico. Essa contração, se persistir a tentativa de se penetrar na vagina, conduz à dor que gera ansiedade, determinando um maior grau de contração da musculatura fechando-se, assim, um círculo vicioso. 

É importante saber que tal condição é absolutamente involuntária, isto é, a pessoa não tem nenhum controle direto sobre isso.

Os terapeutas sexuais estão convencidos que isto se dá como uma resposta condicionada a estímulos que a pessoa julga nocivos ou ameaçadores. Assim, eles propõem, como forma de tratamento, a utilização de técnicas que transformem esses estímulos negativos, em estímulos positivos ou pelos menos neutros. Essas técnicas, chamadas comportamentais, são as que obtêm os melhores resultados no tratamento dessa situação.

Vale a pena você procurar ajuda de um terapeuta sexual ou de um psicólogo que trabalhe numa linha comportamental. Quem sabe você, depois disso, poderia vir a ficar grávida?  

 

J.J Serapião, sexólogo.

[email protected]

Tel.: (021)22547786

 

  

   PERGUNTA

   Assim que acabo de transar, minha vagina começa a coçar. Será que tenho algum tipo de alergia ao pênis do meu marido? Valéria, 29 anos.

   RESPOSTA

 

   A irritação vaginal pós-relação sexual pode ter inúmeras causas, mas a alergia ao pênis do parceiro é praticamente inexistente.

   O atrito em decorrência do coito vaginal é minimizado pela lubrificação fisiológica das paredes da vagina, própria da excitação sexual. Essa lubrificação pode estar

   reduzida causando desconforto quando:

  1.     há pouca estimulação sexual;

  2.     as paredes da vagina estão mais finas e menos elásticas em decorrência da baixa de hormônios ( estrogênios ), por exemplo, depois do parto. 

  Quadros de vulvovaginite também podem determinar essa irritação pós-coito e seus agentes são facilmente identificados pelo ginecologista. Entre esses agentes está a

  Candida albicans, também chamada de monília. Vale referir que este parasita se desenvolve melhor em meio ácido.  Assim, se o pH  vaginal está alterado( mais ácido ) a

  candidíase pode se transformar num fator de irritação. Ora, se o condon ( camisinha ) é freqüentemente lubrificado com uma substância ácida (ácido nonoxinol), ele pode

  se transformar num fator facilitador do aparecimento da cândida e conseqüentemente de irritação. Assim, muitas mulheres após uma relação sexual com uso da   

  camisinha

  ficam irritadas supondo tratar-se de uma alergia ao látex ou ao pênis do marido. 

  Se você se identifica em alguma dessas situações, converse com seu ginecologista e ele a orientará com precisão.

         J.J Serapião, sexólogo ( [email protected] ) Tel.: (021)22547786

   

 

 

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