A passagem dos 30 dias da morte do governador Mário Covas será lembrada hoje, às 19h30, em missa na igreja Nossa Senhora da Consolação, na rua da Consolação, região central de São Paulo. Covas morreu de câncer em 6 de março.
O governador Geraldo Alckmin, que foi vice de Covas desde 1995 e assumiu após a morte, fará a primeira leitura do Evangelho. A segunda ficará a cargo do ex-secretário da Justiça Belisário dos Santos.
Durante a missa, o Coral e a Orquestra dos Salesianos farão homenagem a Covas. Secretários de Estado, políticos e amigos de Covas deverão estar presentes.
Anúncio da morte
Covas morreu às 5h30 do dia 6, aos 70 anos, de falência múltipla dos órgãos, provocada pela proliferação do câncer, após ficar internado no Incor por nove dias.
Covas apresentou uma piora na saúde no dia 25 de fevereiro, quando foi transportado de helicóptero às pressas de Bertioga, no litoral de São Paulo, para o Incor.
O governador licenciado sofria convulsões desde o domingo e estava inconsciente. Na madrugada da última quinta-feira (2), um edema no pulmão, provocado pela falência momentânea do coração, havia agravado o quadro.
Covas foi internado com quadro infeccioso grave, de instalação aguda, associado a hiperglicemia (aumento de glicose no sangue), distúrbios metabólicos e de coagulação. Apresentava ainda arritmia cardíaca e queda de pressão arterial.
Exames posteriores constataram uma trombose profunda na perna direita. Rins e intestinos também não apresentavam mais um bom funcionamento.
O médico particular de Covas, David Uip, afirmou, na primeira entrevista após a internação, no dia 25, que o governador ficaria em um quarto do Incor, e não na UTI, para manter a "dignidade do paciente". O pedido teria partido do próprio governador. Na ocasião, Uip afirmou que ele estava enfrentando "o momento de maior risco de sua vida".
Os médicos tiveram de interromper o tratamento para combater o câncer na meninge, feito desde o início do ano, por conta do agravamento do estado de saúde. A terapia consistia na aplicação de uma injeção na coluna do governador, na região lombar.
A falta de tratamento para combater as células cancerígenas foi a hipótese mais provável para a piora do estado geral de Covas.
O anúncio do câncer na meninge foi feito no dia 15 de janeiro, após um exame para avaliar o aumento de células cancerosas no corpo de Covas.
Mas a saúde de Covas começou a ficar debilitada em 1998, quando foi realizada uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno na bexiga, que foi reconstituída na operação com tecidos do intestino.
No ano passado, a equipe médica constatou metástase (proliferação de células cancerígenas) e uma nova cirurgia foi realizada para retirar o tumor, desta vez localizado na região abdominal.
Covas casou-se em 1954 com Florinda Gomes, a Lila, com quem teve três filhos: Mário Covas Neto, Renata e Silvia, que morreu em 1976 em um acidente de moto, durante a festa de réveillon.