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| Dulce Consuelo | |||||||||||||||||
| Dulce Consuelo R. Soares - Psicopedagoga Cl�nica/ Institucional/ Pedagoga/ Professora de Arte Educa��o da Unesa no RJ/ Professora de Filosofia da Esil Sociedade Educacional e Autora do Livro infantil: A Caixinha de Insetos de Pedro: uma leitura psicopedag�gica da escola do aluno e do professor | |||||||||||||||||
| A cogni��o e a simboliza��o est�o numa dimens�o dial�gica como no CD, n�o h� como dicotomizar dimens�es/ vari�veis, mas � atrav�s de um bom v�nculo positivo com o conhecimento, o professor e consigo mesmo que poderemos perceber a rela��o dessa combina��o. O que � o quadro de refer�ncia do conhecimento? � um quadro norteador para o sujeito que est� estudando o fen�meno da aprendizagem humana, ou seja, o psicopedagogo. O primeiro n�vel � a sensa��o (nossos �rg�os dos sentidos); brinde esse, que ganhamos da natureza junto com o aparato neurol�gico, o segundo n�vel � a percep��o (pensamos sobre o que sentimos), logo em seguida naturalmente buscamos ancorar na mente, uma imagem, uma figura mental, atingindo o terceiro n�vel: forma��o de imagens, a partir dessas imagens desencadeamos a simboliza��o, (quarto n�vel), pois o humano se caracteriza e se diferencia por ser um Ser capaz de simbolizar, o �ltimo n�vel e mais desejado � o da necessidade de nomearmos aquilo que simbolizamos, seria o quinto n�vel: a conceitua��o. Qual a import�ncia em sabermos o modo como a crian�a estrutura a realidade? A import�ncia est� em identificar e reconhecer como este Ser percebe o mundo externo; essa estrutura��o pode ser �dita� de v�rias formas: atrav�s da linguagem cinest�sica, musical, l�gico � matem�tico, espacial, ling��stica entre outras. � atrav�s dessa descoberta que teremos not�cias do mundo interno deste Ser / Sujeito e como ele organizam seus v�nculos internos x v�nculos externos. Quando percebemos altera��es na percep��o da crian�a que poder�o trazer-lhe preju�zos na aprendizagem? Isso depende. Temos alguns indicadores que poder�o funcionar como �radares� para pais e profissionais da sa�de e educa��o. Como por exemplo: a fala, os v�nculos estabelecidos com os pais, com o conhecimento, com a escola, a postura f�sico - espacial da crian�a atrav�s de seu esquema e imagem corporal , etc. Vale ressaltar que h� padr�es de desenvolvimento e comportamento, por�m devemos levar em considera��o a influ�ncia das vari�veis sociais, afetivas, cognitivas, org�nicas e at� mesmo transcendentais em nossas crian�as e adolescentes do atual mundo contempor�neo. Penso, que um dos �radares� � a tristeza; se uma crian�a apresenta uma fisionomia triste, isso para mim, j� � um suficiente motivo para uma investiga��o. Que tipos de agnosias s�o mais comuns de serem vistas? E por que? Na minha opini�o, atualmente e principalmente nos pr� � adolescentes e adolescentes nos deparamos com um sintoma coletivo: a agnosia de valores transcendentais, ou seja, o total desconhecimento vivencial e existencial de construtos como: moral, �tica, ser, ter, regras (que facilitem e mediem a constru��o de limites estruturantes) permitindo ent�o, a circula��o do prazer e do dever. Quando instauro um limite num cliente que �sofre de m� educa��o� conquisto seu respeito e ainda formo um v�nculo excelente com ele (a) enquanto, esse mesmo aprendente vive �crises infernais� com seus pais e professores. Acredito ser importante dizer aos pais, que limites se instauram de forma clara, objetiva, coerente e fidedigna sustentando assim sua a��o no mundo.O respeito � conquistado porque somos observados por eles, eles registram se aquilo que falamos, � de fato o que fazemos. Olhando atrav�s da Epistemologia Convergente, como se v� a cogni��o e a simboliza��o? A Epistemologia Convergente do professor Jorge Visca objetiva como o nome j� diz: convergir as vari�veis: cognitiva, afetiva e social, acredito que sua preocupa��o � nos dizer que o humano deve ser percebido como um disco de CD e n�o mais como um disco de Vinil, onde era poss�vel visualizar suas faixas/ dimens�es. A cogni��o e a simboliza��o est�o numa dimens�o dial�gica como no CD, n�o h� como dicotomizar dimens�es/ vari�veis, mas � atrav�s de um bom v�nculo positivo com o conhecimento, o professor e consigo mesmo que poderemos perceber a rela��o dessa combina��o. Ao falarmos do �ser e do saber� devemos nos preocupar mais com o corpo acad�mico ou com os aprendentes? Adorei a pergunta! A preocupa��o � simult�nea, pois os aprendentes trazem o saber assistem�tico e o corpo acad�mico o conte�do sistematizado, portanto, ao levarmos em considera��o o Ser e o Saber no Paradigma Luz Borges devemos atentar para a nossa dualidade e ambival�ncia que al�m de s�cio � cultural � ps�quica tamb�m.Como posso dizer que vendi se ningu�m comprou? Como posso dizer que ensinei se ningu�m aprendeu? Como posso dizer que desenvolvi se n�o houve aprendizado? A preocupa��o � dial�tica, necessitamos do saber assistem�tico para promover a travessia para a sistematiza��o, e, � de suma import�ncia acionarmos o efeito contr�rio tamb�m, ou seja, buscar ancorar o conte�do escolar num saber assistem�tico, possibilitando a constru��o de conhecimentos e saberes com sentidos. Promovendo uma Educa��o para a vida! Como posso dizer que (re) ativei o Movimento Cognitivo � Afetivo - Social se n�o levei em considera��o a travessia do conte�do assistem�tico x conte�do sistematizado? Publicado em 27/4/2003 12:10:00 Psicopedagogia On-line. |
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