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| O PODER DA IGUALDADE | ||||||||||||||
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| Esta pequena contribui��o pretende abordar algumas quest�es importantes sobre a hist�ria de vida das crian�as, no que se refere � autoridade dos pais para com seus filhos. Durante muito tempo, ao longo da hist�ria, os pais estiveram investidos de uma autoridade, por sinal �natural� e de um direito �divino� sobre seus filhos.No entanto, as novas id�ias e as teorias sobre a crian�a, incitaram os especialistas a tomarem partido pela crian�a, partindo em cruzada contra os pais, esquecendo muitas vezes, que esses pais foram crian�as. A hist�ria nos fala do tratamento impiedoso ao qual as crian�as eram submetidas, a pr�tica de infantic�dio, o abandono, a neglig�ncia, os rigores do enfaixamento, as torturas m�ltiplas, a inani��o deliberada, as surras, tudo isso tem sido pr�tica corrente atrav�s dos s�culos.Philippe Ari�s (Hist�ria Social da Crian�a e da Fam�lia), sustenta que foi necess�ria uma longa evolu��o para que o conceito de inf�ncia se enraizasse na humanidade.A princ�pio, a crian�a n�o contava na fam�lia e, quando reconhecida, era simplesmente como um estorvo.No melhor dos casos, era reconhecida como insignificante.Com o advento da modernidade, foi considerada mercadoria, e tudo leva a pensar que nestas �pocas de neoliberalismo, de Capitalismo planet�rio integrado, tem reca�do sobre as crian�as, simultaneamente, o conceito de estorvo, de pecado, de mercadoria e sobretudo, de consumidor-consumido, de resto imprescind�vel (Carlos Volnovich). Para Descartes �A inf�ncia �, antes de tudo, debilidade de esp�rito, j� que a faculdade de conhecimento est� subordinada ao corpo.�Descartes prop�e livrar-se da inf�ncia como quem expia um mal:�Porque todos fomos crian�as antes de sermos adultos...� quase imposs�vel que nossos ju�zos tenham sido t�o puros e s�lidos desde o momento de nosso nascimento que pud�ssemos dispor do uso cabal de nossa raz�o.�(R.Descartes, o Discurso do M�todo). Tudo isso nos leva a crer que a falta de amor e a falta de um desejo de despertar no outro esse mesmo amor, fez parte de uma cultura que marginalizada pelo tempo, se corroeu pelo uso da raz�o em detrimento do cora��o. E � no final do s�culo XVIII que come�a a aparecer �revolu��es� que promovem as mudan�as desses pensamentos.E que anunciam as transforma��es que imp�em os valores afetivos.E por volta de 1760 aparece na Fran�a publica��es que aconselham as m�es a dar uma aten��o pessoal aos beb�s.O mito do amor maternal, tal como conhecemos at� hoje, nasce a�.Ou seja, o amor maternal identificado com o afeto instintivo do qual as mulheres se relacionam com suas crias. Com a filosofia do s�culo das luzes, o conceito de igualdade e felicidade nascem; Proporcionando assim a igualdade entre todos os seres humanos, Homens - Mulheres e Crian�as.Uma das maiores mudan�as nesse per�odo � visto com bastante clareza no Contrato Social de Rousseau quando ele diz: � ...Assim, os pais tem a responsabilidade de atender aos filhos enquanto eles n�o puderem regular-se sozinhos.Depois, os pais devem dar-lhes a mesma liberdade que possuem.Dessa forma, Rousseau op�e-se aos pais que com direito cobram, exigem carinho e respeito de seus filhos pelo mero fato de t�-los procriado, d�vida essa que s� � cancel�vel com a morte�. Criar um filho � ent�o, ajudar um ser indefeso e dependente a adquirir sua total independ�ncia e autonomia, igual � dos pais, sem dever nada a ningu�m. Considera��es Finais: Todo esse discurso nos leva a crer que a ignor�ncia e o mal n�o s�o sen�o um estado moment�neo de ignor�ncia.E que cedo ou tarde, um dia, todos n�s chegaremos ao estado de completude humana, respeitando e amando o pr�ximo como a n�s mesmos, sem nos acharmos �donos� de ningu�m. |
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