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A G�NESE DAS INTELIG�NCIAS
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A G�nese das Intelig�ncias
                                                          
                                        
Suas implica��es com a Teoria Esp�rita

                                                                                     Ana Cl�udia Peixoto IPCE-2006


                                                                                                                                    
Este artigo traz informa��es sobre as intelig�ncias m�ltiplas como hip�tese reencarnacionista. Ou seja, vamos fazer uma ponte entre o que o homem adquiriu como intelig�ncia em vidas passadas e como isso se manifesta hoje no presente. Compartilho tamb�m com voc�s atrav�s do artigo, uma entrevista que fizemos com os pais de uma crian�a em que ela se mostra como tendo uma intelig�ncia corporal sinest�sica riqu�ssima. A crian�a s� tem dois anos e meio, tem movimentos corporais desenvolvidos e joga basquete de uma forma bastante rara. Um fato dito como extraordin�rio se nos basearmos apenas na condi��o cognitiva atual.

A teoria das Intelig�ncias M�ltiplas

�E de repente
o resumo de tudo � uma chave.
A chave de uma porta que n�o abre
Para o interior desabitado
no solo que inexiste,
mas a chave existe�
(Carlos Drummond de Andrade )

A Teoria das Intelig�ncias M�ltiplas de Howard Gardner (1985) � uma alternativa para o conceito de intelig�ncia como uma capacidade inata, geral e �nica que permite aos indiv�duos uma performance, maior ou menor, em qualquer �rea de atua��o. Sua insatisfa��o com a id�ia de QI e com vis�es unit�rias de intelig�ncia, e que focalizam sobretudo as habilidades importantes para o sucesso escolar, o levou  a redefinir intelig�ncia � luz das origens biol�gicas da habilidade para resolver problemas.
Gardner descreve o desenvolvimento cognitivo como uma capacidade cada vez maior de entender e expressar significado em v�rios sistemas simb�licos utilizados num contexto cultural, e sugere que n�o h� uma liga��o necess�ria entre a capacidade ou est�gio de desenvolvimento em uma �rea de desempenho e capacidades ou est�gios em outras �reas ou dom�nios (Malkus e col., 1988).
Na sua pesquisa supracitado o autor estudou entre outras coisas:

- O desenvolvimento de diferentes habilidades em crian�as normais e crian�as superdotadas;
- Adultos com les�es cerebrais e como estes n�o perdem a intensidade de sua produ��o intelectual, mas sim uma ou algumas habilidades, sem que outras habilidades sejam sequer atingidas; popula��es ditas excepcionais, tais como idiot-savants e autistas, e como os primeiros podem dispor de apenas uma compet�ncia, sendo bastante incapazes nas demais fun��es cerebrais, enquanto as crian�as autistas apresentam aus�ncias nas suas habilidades intelectuais.
-  E como se deu o desenvolvimento cognitivo atrav�s dos mil�nios.

As intelig�ncias m�ltiplas

Howard Gardner identificou as intelig�ncias ling��stica, l�gico-matem�tica, espacial, musical, cinest�sica, interpessoal e intrapessoal. Postula que essas compet�ncias intelectuais s�o relativamente independentes, t�m sua origem e limites gen�ticos pr�prios e substratos neuroanat�micos espec�ficos e disp�em de processos cognitivos pr�prios. Segundo ele, os seres humanos disp�em de graus variados de cada uma das intelig�ncias e maneiras diferentes com que elas se combinam e organizam e se utilizam dessas capacidades intelectuais para resolver problemas e criar produtos. Ressalta ainda que, embora estas intelig�ncias sejam at� certo ponto independentes uma das outras, elas raramente funcionam isoladamente. Embora algumas ocupa��es exemplifiquem uma intelig�ncia, na maioria dos casos as ocupa��es ilustram bem a necessidade de uma combina��o de intelig�ncias. Por exemplo, um cirurgi�o necessita da acuidade da intelig�ncia espacial combinada com a destreza da cinest�sica para ser bem sucedido.

O desenvolvimento das intelig�ncias

Gardner em sua teoria prop�e que todos os indiv�duos, em princ�pio, t�m a habilidade de questionar e procurar respostas usando todas as intelig�ncias. Todos os indiv�duos possuem como parte de sua bagagem gen�tica, certas habilidades b�sicas em todas as intelig�ncias. A linha de desenvolvimento de cada intelig�ncia no entanto, ser� determinada tanto por fatores gen�ticos e neurobiol�gicos quanto por condi��es ambientais. Cada uma destas intelig�ncias tem sua forma pr�pria de pensamento ou de processamento de informa��es, al�m de seu sistema simb�lico. Estes sistemas simb�licos estabelecem o contato entre os aspectos b�sicos da cogni��o e a variedade de pap�is e fun��es culturais.
E finalmente, durante a adolesc�ncia e a idade adulta as intelig�ncias se revelam atrav�s de ocupa��es vocacionais ou n�o-vocacionais, adotando o indiv�duo um campo espec�fico e focalizado no qual se realiza em pap�is que s�o significativos em sua cultura.
O Caso Felipe e suas implica��es com a teoria esp�rita

Compartilharemos com voc�s o caso de um garoto chamado Felipe, que demonstra grande habilidade ligada ao esporte. Colocaremos suas habilidades de maneira especial como uma das express�es da intelig�ncia e suas implica��es diretas com a teoria esp�rita.
Em Fortaleza um garoto de apenas 2 anos e oito meses vem impressionando muita gente, com a sua incr�vel habilidade de jogar basquete. Jovem prod�gio, Felipe Macedo possui a desenvoltura que, segundo especialistas no esporte, jogadores passam a ter apenas a partir dos sete ou oito anos.
A liga��o de Felipe com o esporte come�ou segundo o pai Romelito Macedo, quando o garoto possu�a ainda 1 ano e dois meses.�Ele pegou minha bola de basquete e deu j� na primeira vez, tr�s toques no ch�o. Com o tempo, ele j� estava dando seis, sete, oito toques� conta Romelito, jogador de basquete em fins de semana como hobby. Felipe ainda n�o estuda, passando assim boa parte do tempo jogando basquete. Em sua casa, o pai do garoto fez uma cesta fixada na parede da garagem para que Felipe possa treinar e apesar do peso da bola usada por adultos e da altura da cesta desproporcional para seus 92 cent�metros, Felipe consegue arremessar brilhantemente. Felipe quando perguntado sobre o que quer ser quando crescer suas palavras s�o bastante significativas �NBA�.
O tipo de intelig�ncia que o garoto Felipe apresenta, podemos dizer que seria a corporal cinest�sica. Esta intelig�ncia se refere � habilidade para resolver problemas ou criar produtos atrav�s do uso de parte ou de todo o corpo. � a habilidade para usar a coordena��o grossa ou fina em esportes, artes c�nicas ou pl�sticas no controle dos movimentos do corpo e na manipula��o de objetos com destreza. A crian�a especialmente dotada na intelig�ncia cinest�sica se move com gra�a e express�o a partir de est�mulos musicais ou verbais e demonstra uma grande habilidade atl�tica ou uma coordena��o fina apurada.
Falando agora das aptid�es, ela se torna bem significativa no estudo da reencarna��o e sugere aprecia��es interessantes quando observado � luz das diversas doutrinas religiosas ou filos�ficas. Casos como esse de crian�as precoces sempre despertam aten��es. A Ci�ncia Acad�mica ainda n�o possui uma explica��o consistente sobre o tema, atribuindo a tais casos uma "miraculosa" predisposi��o  biogen�tica potencializada por est�mulos de ordem externa.
Uma grande dificuldade encontrada na Academia � a n�o concord�ncia na defini��o do termo "superdota��o". Alguns pesquisadores distinguem superdotado de talentoso, sendo o primeiro considerado como aquele indiv�duo de alta capacidade intelectual ou acad�mica e o segundo como possuindo habilidades superiores nas �reas das artes, m�sica, teatro.
O debate sobre o que � realmente a intelig�ncia nunca foi t�o promissor como atualmente. Muitas teorias t�m ampliado o conceito de intelig�ncia fugindo ao esquema ultrapassado de medi��o dela pelo Quociente intelectual o Q. I, mediante aplica��o do teste de Binet.
O grande embara�o dessas teses � desconsiderar o fato de a intelig�ncia ser atributo ou conquista do pr�prio indiv�duo resultante da soma de conhecimentos e viv�ncias de exist�ncias anteriores. Nesse sentido, admitindo-se a reencarna��o, as id�ias inatas s�o apenas lembran�as espont�neas do patrim�nio cultural do ser em diferentes esferas de express�o, alguns em estado mais latente como no caso de crian�as-prod�gio. Desse modo, ficaria bem mais f�cil compreender toda essa complexidade da mente humana.
S� a pluralidade das exist�ncias pode explicar a diversidade dos caracteres, a variedade das aptid�es, a despropor��o das qualidades morais, enfim, todas as desigualdades que alcan�am a nossa vista. Fora dessa lei, indagar-se-ia inutilmente por que certos homens possuem talento, sentimentos nobres, aspira��es elevadas, enquanto muitos outros s� tiveram paix�es e instintos grosseiros.
A influ�ncia do meio, a hereditariedade, as diferen�as de educa��o n�o bastam, obviamente para explicar esses fen�menos. Vemos os membros de uma mesma fam�lia, semelhantes pela carne e pelo sangue, pelo hist�rico gen�tico e educado nos mesmos princ�pios, diferen�arem-se em muitos pontos.
Mais recentemente, o Doutor Richard Wolman de Harvard, incorporou �s demais teorias em voga o conceito de Intelig�ncia Espiritual, que seria a capacidade humana de fazer perguntas fundamentais sobre o significado da vida e de experimentar simultaneamente a conex�o perfeita entre cada um de n�s e o mundo em que vivemos. N�o � exatamente o que define a Doutrina Esp�rita, mas j� � um avan�o no entendimento integral do indiv�duo.

�N�o haver� exist�ncia humana sem a
abertura de nosso ser ao mundo,
sem a transitividade de
nossa consci�ncia�
Paulo Freire

Conclus�o


As implica��es da teoria de Gardner para a teoria da reencarna��o s�o claras quando se analisa a import�ncia dada �s diversas formas de pensamento, aos est�gios de desenvolvimento das v�rias intelig�ncias e � rela��o existente entre estes est�gios. Howard Gardner fala de intelig�ncia como uma capacidade inata, geral e �nica, que permite aos indiv�duos uma performance, maior ou menor, em qualquer �rea de atua��o. Para a teoria esp�rita se compara � individualidade que tem cada em suas diferen�as ao se expressar e ao se desenvolver, imprimindo ritmos pr�prios ao aprendizado de acordo com sua evolu��o. Um indiv�duo pode ter um desempenho precoce em uma �rea e estar na m�dia ou mesmo abaixo da m�dia em outra. Na vis�o esp�rita, o individuo desenvolve em cada encarna��o uma habilidade e conhecimentos que s�o necess�rios para sua evolu��o. A partir das vidas sucessivas, cada aptid�o se desenvolve em maior ou menor grau, levando em considera��o o fator �necessidade� para o esp�rito naquele momento. O que se considera hoje para a ci�ncia como aprendizagem e desenvolvimento precoce, para a teoria esp�rita � t�o somente habilidade espiritual j� conquistada pelo esp�rito. E que de uma certa forma est� apenas se aprimorando.
Percebo que a intera��o existente entre essas duas teorias necessita ser cada vez mais revisitada e que, somente assim, poderemos avan�ar na busca de um olhar mais aprofundado sobre a quest�o do conhecimento espiritual. Diferentes autores e diferentes pesquisas nos chegam como possibilidade de interlocu��o com esse novo pensar. Embarque nessa viagem e descubra o mundo das intelig�ncias!!
Finalizaremos este artigo com a seguinte mensagem de Francisco C�ndido Xavier ditado pelo Esp�rito Emmanuel.

Quando o homem acende a luz da boa vontade no pr�prio cora��o, procura trabalhar incessantemente.
Quando trabalha, adquire conhecimento.
Quando conhece, amplia a vis�o espiritual.
Quando v� claramente, entra na posse da grande compreens�o.
Quando compreende, aprende a sair de si pr�prio, abandonando a concha escura do ego�smo.
Quando abandona o antigo c�rculo da personalidade, encontra a alegria de ser �til.
Quando auxilia realmente, empreende em si mesmo a constru��o da verdadeira fraternidade.
Quando se sente o irm�o do pr�ximo e companheiro dos seus vizinhos, descobre no pr�prio cora��o o tesouro do amor.
Quando ama, sabe renunciar �s antigas ilus�es que o prendem �s sombras.
Quando entra na posse da luz no santu�rio do sentimento, entrega-se ao sacrif�cio da pr�pria exist�ncia, a favor de todos.
Abrir o cora��o e estender os bra�os, fraternalmente, para a vida e para a Natureza, servindo constantemente.
Esse � o nosso primeiro passo na aquisi��o do t�tulo de filhos da luz, segundo Jesus Cristo.

Paz e Luz a todos!

Bibliografia:
 

Revista �poca, edi��o de 15 de maio, 2006.
Kardec. Allan. A G�nese, Rio de Janeiro, 37� edi��o,Ed. FEB, 2002,Cap. 1, Car�ter da Revela��o   Esp�rita.
Hessen, Jorge.Tese Reencarnacionista, artigo publicado em Reformador /FEB / janeiro 2005
Blythe, T.; Gardner, H. A school for all intelligences. Educational Leadership, v.47, n.7, p.33-7, 1990.
Gardner. H.;Hatcb, T. Multiple intelligences go to school: educational implications of the theory of   Multiple Intelligences. Educational Researcher, v.18, n.8. p.4-10, 1989.
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