Não dá pra se dizer muita coisa sobre a escolha de um par mais adequado de baqueta. Para toda espécie de trabalho, a baqueta de madeira tem sido a mais satisfatória. A escolha do tipo de baqueta deve caber a cada um, mas sugere-se observar quando da escolha de um par de baquetas: o som, o peso e a retidão das mesmas.
Cada baqueta tem um determinado ponto de vibração, dependendo da densidade e do veio da madeira. Procure igualar o som de cada baqueta quando estiver escolhendo um par. Isto pode ser feito, segurando-se a baqueta livremente na mão direita e batendo-a em uma borracha de prática. Teste cada baqueta sempre com a mesma mão. Depois de encontrar diversas baquetas com sons idênticos, teste-lhes o peso.
Elas devem ter exatamente o mesmo peso. Depois faça-as rolar sobre uma superfície lisa para estar seguro da retidão, porque uma baqueta empenada pode causar um pouco de embaraço ao principiante.
A postura correta é muito importante quando você pratica num estúdio ou numa performance ao vivo. Uma boa postura ajudará a manter a energia, performance e prevenir possíveis dores na coluna.
Outro benefício de se sentar corretamente relaciona-se a ouvir bem o instrumento. Sentando na postura correta permitirá a você ouvir todas as peças, ao contrário de quando você se inclina para o chimbal ou para a caixa. Isso também torna você capaz de tocar com uma equalização natural do som entre cada parte.
Sugiro também que você utilize um espelho quando estudar. Você estará observando sua postura e até mesmo suas expressões faciais.
Um dos maiores problemas que os alunos têm tido, é o controle dos quatro membros. Muitos praticam exercícios de caixa e não incorporam os pés, outros que incorporam os pés, muitas vezes dizem que a mão direita é boa, mas a esquerda é terrível. Acontece também com os pés, bumbo forte, chimbal fraco.
Um dos maiores problemas que os alunos têm tido, é o controle dos quatro membros. Muitos praticam exercícios de caixa e não incorporam os pés, outros que incorporam os pés, muitas vezes dizem que a mão direita é boa, mas a esquerda é terrível. Acontece também com os pés, bumbo forte, chimbal fraco.
Muitos bateristas se perguntam: Qual a melhor forma de tocar o bumbo, com a ponta do pé, ou toda a sola sobre o pedal?
Para a música atual você poderá utilizar as duas formas: Tocar com a ponta do pé, dará a você um som curto e staccato; tocando com a sola do pé, você terá um som mais redondo (aberto). Você deverá estar apto a tocar em todos os níveis de dinâmina, assim poderá estudar os dois métodos. Recomendo tocar na ponta do pé, para ter mais firmeza.
A coisa mais importante para um Baterista, é entender o tempo. Isso ocorre com a experiência e a prática. É ideal que você estude com bateria eletrônica, ou com o metrônomo. Isto o ajudará quando você for tocar com alguma banda ao vivo ou mesmo em estúdio, facilitando sua pulsação correta.
Ao estudar é necessário muita concentração. Você deverá ter confiança em si mesmo, e concentrar-se no que está fazendo, não importando com quem está escutando ou observando, ou mesmo o que está acontecendo ao seu redor.
Para um bom profissional, não deve existir preconceito por determinados tipos de música. O bom profissional deverá conhecer todos os tipos: jazz, fusion, samba, rock, country, pop, reggae, etc., e ser autêntico ao tocar qualquer um deles. Aprender sobre estes estilos, vem do costume de ouvir todos os tipos de música e saber identificá-los.
A criatividade do músico, depende da quantidade de horas que o mesmo se dedica ao estudo e de sua intimidade com o instrumento. Algumas pessoas praticam apenas como hobby de final de semana, outras estudam oito horas por dia. Tudo é muito relativo. Depois de muita prática e deicação o baterista exterioriza o seu “Estilo Próprio”
"NUNCA EXISTIRÁ DOIS BATERISTAS IDÊNTICOS"
Solte todos os parafusos até que toda tensão sobre a pele seja retirada. Em seguida, e após lubrificar bem os parafusos e fêmeas, reaperte todos em sequência. Usando os dedos, até que a cabeça dos parafusos estejam em contato com o aro do tambor.
Para proceder-se à afinação, é muito importante a audição. Vários fatores influem na definição do som desejado.
A tensão da pele deve ser a mesma em todos os parafusos.
Já existem chaves de afinação (Drum-torque) que medem a tensão de cada parafusoMesmo com esse cuidado, cada parafuso provoca na pele uma nota diferente. O ideal, após ter obtido uma tensão igual para cada parafuso, será obter a mesma nota em frente a todos eles. A nota do tambor será o resultado do conjunto das notas de cada parafuso.
Devemos estar aptos a ouvir a diferença entre o “som resultante” e som do “choque da baqueta” contra a pele. Como regra geral, com baquetas duras o som mais audível é o do choque de baqueta na pele, sendo que o som resultante é parafernália de harmônicos agudos. Com baquetas macias o choque é praticamente inaudível, sendo que o som resultante, mesmo atrasado, é que vai dominar. Recomendamos proceder a afinação com baquetas de feltro.
Para tambores com duas peles (respostas), deve-se, ao término da afinação da primeira abafá-la totalmente de modo a não interferir na afinação da seguinte.
A segunda pele provoca, além da reverbação, o efeito “bend”, ou seja, o som da primeira tende a ir de encontro ao som da segunda. Se a nota da segunda pele estiver afinada acima da nota da primeira, teremos o efeito “bend-up”. Quando a segunda estiver afinada abaixo, teremos o efeito “bend-down”. Quando a segunda estiver afinada abaixo, teremos o efeito “bend-down”, mais usado por sua característica grave.
Proceda conforme as regras para afinação de tom-tom, surdo e bumbo, lembrando que a caixa possui uma característica mais aguda que as outras peças da bateria.A espessura da madeira e a profundidade do casco são fatores determinantes do timbre mais grave ou mais agudo.
Em todos os casos, deve-se proceder da seguinte forma: a pele de resposta sempre será mais aguda que a pele de cima. O som de esteira se torna mais nítido quanto mais aguda a afinação da mesma. Excepcionalmente, usaremos na caixa o efeito “bend-up”.
Verifique se a armação da esteira está centralizada. Solte todos os mecanismos que tencionam a mesma (automático). Com todos os mecanismos frouxos, amarre-a checando se os laços estão bem firmes, para que não afrouxem quando tencionados.
>A regulagem da esteira depende muito do gosto do baterista. Deve-se levar em conta sua resposta aos outros tambores. De acordo com sua tensão, pode-se regular também a sua interferência no som das outras peças
No caso, junto ao som do bumbo, ajuda a definir melhor o mesmo.Deve-se levar em conta que a tensão da pele resposta está intimamente ligada à resposta da esteira, Se a pele de resposta não estiver suficientemente tencionada, a esteira vai soar frouxa.
O abafamento tem a intensão de eliminar o “sustain” (o quanto a nota se sustenta) e sem prejudicar o som fundamental e o volume.
Para tom-tons e surdo,s os mais recomendados são os abafadores externos, pois permitem a livre movimentação da pele, além de serem facilmente removíveis para outras posições no tambo e estarem sempre à mão em caso de surgirem ruídosNo caso do bumbo, alugns bateristas recomendam a colocação interna de uma faixa de espuma, tomando a metade da circunferência e com aproximadamente 5 centímetros de espessura, que pressione as duas peles simultaneamente.
Muitos bateristas cortam um buraco na pele da frente, acompanhando a circunferência, obtendo um meio termo entre o som abafado dos bumbos de uma pele e o som prolongado dos que possuem duas peles.
Quando você estiver testando pratos, o melhor é tocar com suas próprias baquetas e no seu volume habitual. Se você tiver um prato de seu gosto, leve-o consigo a fim de poder comparar e perceber a acústica da loja.Em primeiro lugar, faça uma pré-seleção. Em seguida, para uma comparação precisa, ponha os pratos escolhidos todos à mesma altura. Se eles estiverem a distâncias diferentes do chão, as condições acústicas seriam diferentes e as comparações inexatasEnfim, o melhor é testar os pratos selecionaods numa bateria, assim as condições serão mais reaisNOTA: Verifique se todas as peças de isolantes (feltros, borrachas, plásticos) estão em posição correta e se não há nenhum contato entre o prato e o pedestal (metal). O pedestal não deve de maneira nenhuma produzir vibrações ou ruídos que distraiam a atençãoSe você testar o prato equilibrando-o no dedo, este teste será impreciso por causa do efeito de abafamento produzido pelo dedo.
RIDE – (prato de condução)
Toque uma linha rítmica rapidamente: os toques devem ser claros e distintos. Bata na borda do prato com força e imediatamente toque uma linha rítmica: você deverá ouvir claramente esta linha rítmica emergindo do som ainda presente. Se as baquetadas não sobressaírem agora, não sobressairão no meio do grupo.
Toque no sino do prato com o corpo da baqueta; o som do sino deve ser cheio e sólido.
CRASH – (prato de ataque)
Quando você testar um prato CRASH, verifique se ele está se movimentando livre no pedestal. Toque o prato na borda. Ele deve atingir fácil e rapidamente a sua vibração máxima. O ataque deve ser explosivo e definido, com um declínio musical rápido.
CHIMBAL – (Hi-Hat)
Quando você escolher seus pratos, leve se possível o seu próprio pedal de chimbal. Um pedestal diferente trará sensações diferentes e tomará difícil a sua escolha. Os pratos não devem estar muito apertados. O prato superior deverá estar ligeiramente livre para as assegurar a melhor resposta possível. O prato inferior deverá estar inclinado o suficiente para produzir um som claro e incisivo. O som chic que se obtém fechando-se o chimbal com o pé deve ser preciso e claro, sem que haja necessidade de usar muita pressão com o pé. Se o som chic for abafado, ajuste o triller (mecanismo que inclina o prato inferior) ou incline o prato inferior até obter um som claro. Bata no chimbal com a ponta da baqueta: o som deve ser seco e nítido.
NOTA: Uma pressão excessiva do pé não é necessária para se obter um bom som.
Toque o chimbal no momento em que os dois pratos estiverem se tocando levemente. Eles deverão responder por um som levemente “de fritura”, mesmo se forem tocados em volume muita baixo.
PRATOS COM REBITES
Os “pininhos” alongam as vibrações. Se houver uma vibração excessiva o som ficará pesado, pratos muito finos não apropriados porque as vibrações não são possantes o suficiente.
A FORMA DO PERFIL DO PRATO
Há uma regra determinativa sobre a altura do som: quanto mais o prato for chato mais grave será o som, quanto ao resto tudo continua igual. Quanto mais arredondado, mais agudo será o som.
Os pratos PING, os mais agudos, são muito arredondados. Os DEEP-RIDE, os pratos mais graves, são relativamente chatos. O peso também é determinante. Quanto mais pesado for o prato, mais o som será agudo. O peso também depende de outra importante característica.
O PESO DETERMINA A VELOCIDADE DE REAÇÃO E A RESSONÂNCIA
Os pratos pesados demoram mais para dar a resposta, porém tem uma longa duração. Por contraste, os pratos leves reagem rapidamente e sua ressonância acaba mais rápido.
Nós classificamos portanto os pratos em vários grupos, CRASH sendo mais leves do que os RIDE, pois uma resposta curta e imediata é necessária para o som CRASH ou ACCENT, mas não para o RIDE.
Os pratos mais pesados reagem muito mais lentamente e ressoam longos segundos. A dimensão influencia igualmente o tempo de resposta e da ressonância, mas o seu papel vai além disso.