Teatro Hipertensos e Diabéticos

Realizou-se no dia 17 de Julho de 2002 o primeiro teatro do grupo de hipertensos e diabéticos de Fortuna de Minas. Disponibilizamos neste espaço o script do teatro, para que seja aproveitado e aprimorado da melhor maneira possível. Aceitamos quaisquer sugestões que possam melhorá-lo ou mesmo modificá-lo. Nosso e-mail é psffortuna@yahoo.com
Além disso, nosso teatro foi filmado, e caso haja interesse em realizar cópias o mesmo pode ser feito sem problema algum, bastando entrar em contato com nossa equipe pelo e-mail ou através do telefone (31) 3716-7154.

Script

Narrador: “_ Estamos em Fortuna de Minas, uma cidade do interior de MG, muito tranqüila e vamos acompanhar a vida de alguns moradores desta cidade.”
 
O Sr. Propranolol sai de casa para caminhar, sua esposa, D. Diabinese, se despede dizendo:
 
D. Diabinese: “_ Vai meu bem, fazer sua caminhada para depois ir trabalhar... Já tomou seu remédio?”
 
Sr. Propranolol: “_ Ah, já ia me esquecendo...Obrigada meu bem!”  Diz enquanto sua mulher lhe traz o remédio. “Até logo!”.
 
O Sr. Captopril, vizinho do Sr. Propranolol, também sai de casa, mas sai para fumar antes de ir para o trabalho. Sua esposa, D.Clorana, ouvindo o que seus vizinhos conversam, pergunta ao marido:
 
D. Clorana: “ _E você, meu velho, já tomou seu remédio para pressão hoje?
 
Sr. Captopril: “_ Eu não mulher, já tomei um chazinho, já ta bom! Além do mais, eu vou tomar uma branquinha hoje, e não dá né? Tchau, vou trabalhar!”
 
D. Clorana: “_É, vai que seu amigo já foi”. E olhando para sua vizinha, diz: “_ Bom dia, aonde seu marido foi?”
 
D. Diabinese: “_Bom dia, ele foi fazer sua caminhada, pois o médico do PSF recomendou, por causa da pressão alta!”
 
D. Clorana: “_ Médico do quê? PFL?!?”
 
D. Diabinese: “_ Não, PSF, Programa Saúde da Família!! Você não conhece?”
 
D. Clorana: “_ Não, como é?”
 
D. Diabinese: “_ É um programa do governo, já funciona aqui, há um ano. Tem o médico, a enfermeira, a dentista e umas meninas, as agentes de saúde, que visitam a nossa casa todos os meses e acompanham a nossa saúde. È tão bom, a gente aprendeu muita coisa. A agente de saúde não veio aqui ainda?”
 
D. Clorana: “_ Não, é que só tem um mês que nós mudamos, né?’’.
 
D. Diabinese: “_ Ah, é! Então ela virá logo, logo. E então, está gostando daqui de Fortuna?”

 
D. Clorana: “_ Estou, mas aqui tem muita poeira, e os meus meninos tossem muito por causa da bronquite, e toda hora eu tenho que levá-los par fazer aquele vapor na US. E olha que são 5 e o sexto está chegando!!!” Diz colocando a mão na barriga.
 
 
D. Diabinese: “_É, a poeira aqui é um problema! Dá muito trabalho para manter a casa limpa...”
 
D. Clorana: “_ Manter a casa limpa? Ah, isso eu faço num instante!”.
 
D. Diabinese: “_ Nossa, até varrer, passar pano, tirar poeira de tudo, demora um pouco né? Mas vale a pena manter a casa limpinha e arrumada! Melhorou muito a saúde de todo mundo aqui em casa”.
 
D. Clorana: Fazendo um cara de espanto diz “_Mas você faz isso tudo todo dia?”.
 
D. Diabinese: “_Claro, se não a poeira toma conta, você não faz?”.
 
D. Clorana: “_ Ah, todo dia, todo dia assim... mais ou menos...” Diz olhando a bagunça de sua casa.
D. Diabinese:” _Falando nisso, vamos lá, né? Começar a labuta...” Diz entrando.
 
D. Clorana: “_É...tem de arrumar... onde está aquela vassoura?” Diz falando consigo mesma e indo para traz da casa.
 
D. Diabinese canta arrumando a casa tranqüilamente e depois vai varrer seu terreiro, sempre cantarolando devagar, no ritmo da limpeza (Arrumar casa todo dia que alegria, deixar tudo bem limpinho, beeem limpinho...). Quando D. Diabinese sai para o terreiro, D. Clorana volta de traz da casa e começa a amontoar as coisas  dentro de casa e a varrer a sujeira para fora, no terreiro, cantando rapidamente (Arrumar casa todo dia que agonia, deixar tudo mais ou menos , maaais ou menos...). Depois diz vendo o filho tossir:
 
D. Clorana: “_Pronto! Já acabei! Agora vou levar meu filho para fazer vapor na US e depois voltar para fazer o almoço.”
 
Enquanto isso D. Diabinese arruma calmamente a casa e começa a fazer o seu almoço, sempre cantando calmamente, pega suas panelas que estão limpas e organizadas nas prateleiras. D. Clorana chega e começa loucamente a procurar suas panelas pelo chão da casa, dentro de caixas e reclamando de seus filhos bagunceiros.
 
D. Clorana: “_ Onde estão aquelas panelas... estes meninos vão me deixar doida com tanta bagunça... Ah, aqui estão vocês!”. Diz soprando as panelas e coloca-as no fogão.
 
D. Diabinese orienta a sua filha:
 
D. Diabinese: “_Filha, guarde tudo o que você usar para depois ficar mais fácil achá-las novamente, além de ajudar a casa a ficar mais bonita!”.
 
D. Clorana: “_Ô Salbutamol, pega a água lá´ fora para mim nessa vasilha.” 
 
Seu filho vai então e traz a água. D Clorana pega a água, bebe um pouco e usa o resto para cozinhar. Chega da janela e chama sua vizinha:
 
D. Clorana: “_D. Diabineseeeee. A senhora tem um pouco de banha de porco e meio quilo de sal para me emprestar para eu fazer o almoço?”
 
D. Diabinese: “_O quê? A senhora usa banha de porco??? Mas  seu marido não tem pressão alta?”
 
D. Clorana: “_Tem...”.
 
D. Diabinese: “_Pois então a senhora deve cozinhar de preferência com óleo de girassol e usar só uma pitadinha de sal e não meio quilo!!! Eu vou te emprestar e depois a senhora me devolve...”
 
D. Clorana: “_Ah, então tá, obrigada!”.
 
Narrador: “_E assim nossas personagens vão levando o dia até que a noite cai...”
 
D. Clorana vai até a casa de sua vizinha visitá-la.
 
D. Clorana: “_Ô de casa!”.
 
D. Diabinese: “_Oi, boa noite, entre. Eu só vou escovar os dentes das crianças para colocá-las para dormir.”  Ela deita suas crianças no colo enquanto fala: “_A agente de saúde e a dentista ensinaram que quando é a mãe que escova os dentes para seus filhos eles ficam mais limpos e realmente, depois que eu comecei a escovar para eles as gengivas pararam de sangrar e o hálito melhorou muito.”
 
D. Clorana: “_O que é isso?”. Pergunta apontando uma vasilha estranha.
 
D. Diabinese: “_Ah, é o porta escovas que a agente de saúde me ensinou a fazer! É só cortar duas garrafas de refrigerante, lavar, virar uma na outra e pronto. Olha como fica arrumadinho, além disso as escovas ficam protegidas!”
 
D. Clorana: “_Lá em casa só tem uma escova para todos e eu nem sei onde está”.
 
D. Diabinese: “_Mas não é bom dividir a escova. Pede a agente de saúde e a dentista para te orientar.”
 
D. Clorana: “_Ah, é muito difícil cuidar dos dentes, eu mesma já arranquei tudo e pus dentadura”.
 
D. Diabinese: “_Nossa, tão nova?”
 
D. Clorana: “_Ah, doía demais e sangrava muito a minha gengiva. Mas não tem jeito de cuidar, né.”
 
D. Diabinese: “_ Tem jeito sim e a senhora pode fazer muita coisa para não deixar isso acontecer com seus filhos, pergunta para a dentista!”.
 
D. Clorana: “_ Ah, mas vou te contar como é que eu cuido de tanta criança?”.
 
D. Diabinese: “_É, fica difícil, mas depois que você começa fica fácil, fácil. Eu escovo os meus três filhos rapidinho. Mas a senhora já tem cinco crianças e já vem mais uma...Não tem vontade de fechar a fábrica?”
 
D. Clorana: “_Tenho sim, não dá mais pra por filho no mundo não, Sá!”
 
D. Diabinese: “_Então converse com a agente de saúde e com a enfermeira do PSF e peça orientações.”
 
D. Clorana: “_Agente de saúde?”.
 
D. Diabinese: “_É! Aquela menina que eu te falei, da saúde da família, filha do Seu Santo. Que vem todo mês na casa da gente, ela é tão atenciosa!”
 
D. Clorana: “_Ah! Sei, sei. Mas elas ajudam a gente a evitar filho?”.
 
 
D. Diabinese: “_Claro! E ajudam muito mais. O meu marido ligou e a gente não se preocupa mais com isso”.
 
D. Clorana: “_Nossa, meu marido fala que se o homem liga fica frouxo!”.
 
D. Diabinese: “_Não fica nada! Aqui e casa até melhorou, já que não tem mais preocupação!...”
 
D. Clorana: “_É, tem razão, aliás, frouxa fica é a gente com tanto menino! Bom, D. Diabinese agora eu já vou, procurar meus meninos pra por pra dormir.”
 
D. Diabinese: “_Ah, eu vi eles brincando no lote vago aqui atrás, é até perigoso viu?”
 
D. Clorana: “_É verdade, esses meninos vão me deixar doida...Boa noite para vocês”
 
D. Diabinese: “_Boa noite, até amanhã!”
 
D. Clorana:  Chegando em casa... “_Salbutamol, meu filho, a única escova de dente aqui de casa e você tá penteando o cabelo de seu irmão com ela...Vai lá lavar!!”
 
Enquanto isso num bar perto dali, o Sr. Propranolol encontra o vizinho bêbado e vai ajudá-lo dizendo:
 
Sr. Propranolol: “_Ô companheiro! Bebendo de novo?! O Sr. vai prejudicar sua saúde desse jeito.” Diz tentando carregá-lo para casa.
 
Chegando em casa com muita dificuldade chamam D. Clorana que acode o marido desconsolada.
 
Sr. Propranolol: “_O seu marido vai ter uma complicação se continuar desse jeito! Ele tem pressão alta e bebe desse jeito...sei não!”
 
D. Clorana: “_Ah, Sr. Propranolol eu já nem sei mais o que fazer pra esse homem parar com isso...Acho que vou pedir ajuda ao pessoal do PSF pra orientar o meu marido né?
 
Sr. Propranolol: “_Faça isso D. Clorana! Boa noite!”
 
D. Clorana: “_Boa noite, e Deus ajude o senhor, viu?”
 
Narrador: “_E mais um dia amanhece em Fortuna de Minas (o galo canta)...”
 
A ACS  bate palmas e grita:
 
ACS: “_Ô de casa!!”
 
D. Diabinese: “_Bom dia, Lucilene. Como vai?”
 
ACS: “_Bom dia D. Diabinese, tudo bem? Esta aqui é a Fernanda, a enfermeira, a senhora conhece?”
 
D. Diabinese: “_Ah, sim, conheço do grupo de diabéticos!”
 
ACS: “_ E a glicose vai bem?”.
 
D. Diabinese: “_Ah, da última vez que eu fui ao médico estava bem controlada. Ele me deu os parabéns e disse que se eu continuar seguindo a dieta direitinho vai ficar tudo bem.”
 
ACS: “_Ah, que bom! E aqui na sua casa está tudo bem? Continua usando o filtro?”
 
D. Diabinese: “_Claro. Desde o ano passado quando os meninos tiveram aquele tanto de verme e vocês me explicaram que era por causa da água sem filtrar que eu mudei e nunca mais deixei de usar o filtro!”
 
ACS: “_Que bom! Vou deixar aqui o convite do seu marido para o grupo de Pressão alta e o seu cartão da consulta de controle da diabetes com o médico, ta?”
 
D. Diabinese: “_Tá ótimo, pode nos esperar.”
 
ACS: “_Tchau, até o mês que vem! Agora eu vou visitar a sua vizinha que se mudou para cá faz pouco tempo”.
 
D. Diabinese: “_Ah, ela vai gostar muito pois tem muita coisa que ela quer conversar com vocês, tchau”.
 
Na casa vizinha pais e filhos estão em casa tossindo...
 
ACS: “_Ô de casa!”.
 
D. Clorana: “_Oi fia, ta boa? Vamos entrar” Diz tossindo um pouco.
 
ACS: “_Eu sou a Lucilene, a agente de saúde desta rua e essa é a enfermeira da nossa equipe, a Fernanda. A senhora conhece o PSF?”.
 
D. Clorana: “_Ah, sim. A minha vizinha aqui do lado já me falou de vocês. Vocês acompanham as famílias né? (cof, cof, cof)”.
 
ACS: “_È isso mesmo. A senhora tem os documentos de todos aqui para nós cadastrarmos a sua família no PSF e no cartão SUS?”.
 
D. Clorana: “_Ah, filha agora eu não sei onde estão, devem estar em algum lugar no meio dessa bagunça...pode ser outro dia? (cof, cof, cof) Assim eu posso procurar e deixar separado! (cof,cof)”.
 
ACS: “_Claro, eu passo outro dia para fazer o cadastro. Mas vocês estão tossindo muito...”.
 
D. Clorana: “_Ah, é. Parece que a bronquite pegou foi todo mundo aqui em casa (cof, cof)”.
 
ACS: “_Ah, mas é a fumaça do cigarro. Peça ao seu marido para fumar lá fora, pois sua casa é muito pequena e fica muito abafada com essa fumaça”.
 
D. Clorana: “_É mesmo, Bem, vai fumar lá fora que é pra ver se a gente para de tossir... (cof, cof)”.
 
ACS: “_Viu como melhorou? Mas me responda uma coisa: alguém aqui tem pressão alta?”.
 
D. Clorana: “_O meu marido tem!”.
 
ACS: “_E fuma daquele jeito? Eu vou marcar uma consulta pra ele com o médico do PSF”.
 
Enfermeira: “_Vou lá fora medir a pressão dele”. Diz saindo e se aproximando do Sr.  Captopril... “_Mas o senhor está fumando? Assim não adianta nada olhar a pressão!” E começa a orientá-lo enquanto a agente conversa com D. Clorana:
 
 
ACS: “_A senhora disse que suas crianças tem bronquite!? Quando a senhora for limpar a casa evite varrer quando as crianças estiverem com crise; passe só o pano molhado e tire a poeira. Também não deixe que elas fiquem assim descalças e sem agasalho. A senhora tem filtro em casa?”
 
D. Clorana: “_Não...a água aqui é tão limpinha!”.
 
ACS: “_Mas mesmo assim precisa filtrar para que os micróbios não provoquem doenças na sua família”.
 
D. Clorana: “_Nossa, mas a gente pega a água e não vê nada!”.
 
ACS: “_Mas os vermes e micróbios não são vistos assim, eles são muito pequenos...”.
 
D. Clorana: “_Vermes? Ah... eu não sabia... então eu vou pedir pro meu marido comprar um filtro”.
 
ACS: “_A senhora está fazendo o pré-natal com o Dr. Caio?
 
D. Clorana: “_Não. Quem é esse?”.
 
ACS: “_É o ginecologista. Ele vai fazer os exames para acompanhar a sua gravidez”.
 
D. Clorana: “_Ah, eu nunca fiz isso, precisa mesmo?”.
 
Enfermeira: “_Claro D.Clorana. Isso vai ajudar a garantir uma boa gravidez e um parto tranqüilo. É bom para a senhora e para o bebê! E o exame preventivo, heim? Eu também estou fazendo lá na US, quando a senhora quiser marcar... ”
 
ACS: “_A senhora também pode participar da reunião das gestantes. Lá nós vamos conversar sobre muitas coisas: amamentação, como cuidar dos bebês, quais as vacinas e os cuidados que eles precisam...”.
 
D. Clorana: “_Ah, tá, e eu também quero ver se vocês me ajudam nessa história de evitar filho...”.
 
ACS: “_Claro, vamos marcar um dia para a senhora ir lá no PSF para a gente conversar sobre isso”.
 
D. Clorana: “_Ah, então tá bom!
 
ACS: “_Eu vou deixar um convite pro seu marido ir ao grupo que reúne pessoas com pressão alta lá no PSF”.
 
D. Clorana: “_Ah, que bom! Toma aqui Captopril, o convite pra você ir à reunião!”.
 
O Sr. Captopril, que estava procurando seu remédio para pressão, pega o convite e joga para cima sem nem olhar direito. Sai de casa falando sozinho:
 
Sr. Captopril: “_Ah, esse remédio também não tava adiantando nada, minha pressão tá sempre alta!!!”.
 
O Sr. Propranolol encontra o amigo e escuta se espantando:
 
Sr. Propranolol: “_Nossa companheiro, sua pressão ta alta mesmo? Eu disse que aquela biritinha e esse cigarro iam te prejudicar, né? Olha que pode até ficar meio... brocha”
 
Sr. Captopril: “_Será?Ah, não!”
 
Sr. Propranolol: “_É claro. Eu é que não corro esse perigo, a minha pressão agora está controlada!
 
Sr. Captopril: “_Ah, então o senhor podia me emprestar um comprimido seu para ver se a minha pressão abaixa também...”
 
Sr. Propranolol: “_Mas eu não posso fazer isso, eu aprendi lá no grupo de Hipertensos do PSF que não adianta nada e pode até ser perigoso fazer isso sem a orientação do médico ou da enfermeira. Além do remédio, devemos maneirar no sal e na gordura e fazer caminhadas para desenferrujar! Peça a agente de saúde para marcar uma consulta de controle com o médico do PSF!”
 
Sr. Captopril: “_Mas que grupo de PSF é esse que você tanto fala?”
 
Sr. Propranolol: “_É um grupo que acontece todo mês lá no PSF. Eu nunca vi o Sr. lá. A agente de saúde não deixou um convite para o Sr. na sua casa?”
 
Sr. Captopril: “_ Ah, aquele papel era o convite?!?”
 
Sr. Propranolol: “_É, por quê o senhor não vai lá para ver como é?”
 
Sr. Captopril: “_É amigo, vamos ver, se não der bem no dia da sinuca... até logo!”
 
Sr. Propranolol: “_Até!”
 
O Sr. Captopril entra em casa e procura o convite que havia jogado fora, acha, dá uma lida, coça a cabeça pensativo e sai. Enquanto isso D. Diabinese se arruma para ir à sua consulta de controle no PSF e D. Clorana, para ir à US para o vapor no seu filho. As duas saem de casa e se encontram na porta:
 
 
D. Clorana: “_Oi, D. Diabinese, aonde a senhora vai?
 
D. Diabinese: “_Oi D. Clorana, eu vou para a consulta de controle da Diabetes.
 
D. Clorana: “_Ah, eu vou fazer o vapor do menino lá na US também. Os outros meninos a creche já levou pra mim.?”
 
D. Diabinese: “_Antes eu também vivia na US para fazer vapor nos meus meninos, agora que eu controlei a poeira dentro de casa e estou atenta para as roupas e os calçados deles, melhorou muito.”
 
D. Clorana: “_Nós podemos ir juntas lá pra US.”
 
D. Diabinese: “_Ah, não vai dar, pois o controle é lá no PSF.”
 
D. Clorana: “_Ah, não é com aquele médico magrelão, alto não, o Dr. Rafael?”.
 
D. Diabinese: “_Não, é com o Dr. Leonardo, aquele gordinho e baixinho.”
 
D. Clorana: “_ Ah, então a gente se vê mais tarde”.
 
D. Diabinese: “_Até logo!”
 
As duas voltam para casa e recebem a visita do agente da FUNASA:
 
ACS-FUNASA: “_Boa tarde, D. Diabinese, que beleza de quintal! Tá excelente!”
 
D. Diabinese: “_Obrigada, Luiz. Eu fiz tudo do jeito que vocês ensinaram. E a caixa d’água, como é que faz para limpar?”
 
ACS-FUNASA: “_Ah, muito bem! A senhora deve limpar a caixa de 6/6 meses com cloro. Eu vou deixar aqui tudo explicadinho! Então está super excelente?”.
 
D. Diabinese: “_Super excelente! Muito obrigada Luiz, boa tarde!”
 
ACS-FUNASA: “_Tchau, D. Diabinese.” Diz indo para a casa vizinha.
 
Chega lá e bate palmas:
 
ACS-FUNASA: “_Ô de casa!”
 
D. Clorana: “_Oi, boa tarde!”
 
ACS-FUNASA: “_Boa tarde, ta tudo excelente? Meu nome é Luiz Antônio e sou agente de saúde da FUNASA. Vim olhar como está a sua casa”.
 
D. Clorana: “_Cada hora é um que vem ajudar a gente, né?”
 
ACS-FUNASA: “_Ah é mesmo! A senhora está limpando o quintal direitinho?”.
 
D. Clorana: “_Precisa?!?”
 
ACS-FUNASA: “_Claro, olha: tem muita garrafa, pneu e bacias velhas que podem juntar água parada e ajudar o mosquito da dengue! A senhora deve jogar fora e não ficar guardando coisa velha, pois além do mosquito da dengue podem aparecer outros bichos como ratos e escorpiões!”.
 
D. Clorana: “_Deus me livre!! Vou juntar meus filhos e vamos limpar tudinho ”
 
ACS-FUNASA: “_É bom também aproveitar e lavar a caixa d’água, pois esta casa ficou muito tempo fechada!”.
 
D. Clorana: “_Ah, pode deixar, nós vamos caprichar!”.
 
ACS-FUNASA: “_Então ta excelente! Tchau!”.
 
D. Clorana: “_Tchau, seu Luiz! E obrigada!”.
 
Narrador: “_Dois meses se passaram e parece que houve alguma mudança na casa da D. Clorana...”.
 
D. Clorana arruma sua casa, veste seu filho e se olha no espelho. Acha estranho, se ajeita, arruma sua roupa e sai com o filho. A sua vizinha a encontra e diz:
 
D. Diabinese: “_Oi D. Clorana, vai levar seu filho para fazer o vapor?!”
 
D. Clorana: “_Não, nós vamos passear na pracinha. Há um mês ele não precisa ir à US. Graças a Deus e ao PSF que me ajudou muito!”
 
D. Diabinese: “_Graças à senhora também! A senhora tem sido uma ótima dona de casa, cuidando dos seus filhos, da comida e da casa! Isso melhorou a saúde da sua família!”
 
D. Clorana: “_É isso aí!”.
 
D. Diabinese: “_Quer saber? Me espere que eu vou passear com vocês!!”
 
E as duas vão alegres para a praça. A enfermeira então, vira para a platéia e diz:
 
Enfermeira: “_Pois é gente! Era isso que nós queríamos contar aqui. Alguém tem alguma dúvida ou quer dizer alguma coisa?”.
 
Sr. Captopril: “_Eu quero!”  Diz levantando-se do meio da platéia do teatro.
 
Sr. Captopril: “_Eu queria dizer que eu aprendi muita coisa com esse teatro e com o grupo de hipertensos. Isso foi muito bom para a minha saúde e para a minha família também! Muito obrigado por tudo!”
 
O elenco da peça se reúne na frente do cenário e agradece as palmas!
 
 FIM
Hosted by www.Geocities.ws
GridHoster Web Hosting
1