REGIMENTO

ESCOLAR
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

SUMÁRIO



Dados de identificação do estabelecimento de ensino............................................4
Finalidades e objetivos da escola..........................................................................5
Objetivos dos níveis e modalidades......................................................................5
Educacao infantil..................................................................................................5
Ensino fundamental...............................................................................................5
Ensino médio.......................................................................................................6
Classe especial.....................................................................................................6
Organização curricular..........................................................................................6
Regime escolar.....................................................................................................6
Educacao infantil..................................................................................................6
Ensino fundamental e médio..................................................................................6
Classe especial.....................................................................................................7
Programa de trabalho...........................................................................................7
Regime de matrículas............................................................................................7
Educacao infantil..................................................................................................8
Cancelamento de matrículas.................................................................................8
Metodologia de ensino.........................................................................................8
Avaliação da aprendizagem..................................................................................8
Do ensino fundamental e médio............................................................................8
Dos níveis............................................................................................................8
Expressão dos resultados da avaliação de alunos transferidos................................9
Estudos de recuperação.......................................................................................9
Classificação de alunos.......................................................................................10
Por promoção....................................................................................................10
Transferencias....................................................................................................10
Classificação.................................................................................................... .10
Avanço..............................................................................................................11
Progressão parcial..............................................................................................11
Estudos prolongados........................................................................................ .11
Reclassificacao...................................................................................................11
Aproveitamento de estudos.............................................................................. .11
Estudos de adaptação curricular....................................................................... .12
Controle de freqüência..................................................................................... .12
Certificado de conclusão.................................................................................. .12
Organização pedagógica.................................................................................. .13
Equipe diretiva................................................................................................. .13
Diretor...............................................................................................................13
Vices diretores................................................................................................. .14
Assistente administrativo.................................................................................  .14
Serviços de secretaria........................................................................................14
Auxiliar administrativo....................................................................................   .15
Serviço de cantina............................................................................................ .15
Serviços gerais................................................................................................ ..15
Serviço de supervisão escolar............................................................................ 16
Serviço de orientação educacional...................................................................   16
Biblioteca...........................................................................................................17
Corpo docente.................................................................................................. 17
Professor substituto............................................................................................18
Atribuições do corpo discente......................................................................... ..18
Atribuições dos pais, mães ou responsáveis....................................................  . 19
Conselho escolar................................................................................................20
Circulo de pais e mestres.................................................................................. .20
Grêmio estudantil.............................................................................................  20
Conselho de classe.............................................................................................20
Medidas pedagógicas orientadoras e sócio-educativas......................................  20
Ordenamento do sistema escolar...................................................................... .21
Calendário escolar............................................................................................ 21
Avaliação interna da escola.............................................................................. .21
Disposições gerais............................................................................................  21




2. FINALIDADES E OBJETIVOS DA ESCOLA

A escola é o espaço coletivo onde são oferecidas situações que permitam vivenciar experiências que os leve, de forma crítica e responsável, transformar a realidade em que estão inseridos. Para tanto é necessário buscarmos:
- A melhoria do processo ensino-aprendizagemm através de mudanças na prática pedagógicas;
- Dinamizar a troca e a busca de conhecimenttos inserindo-os na realidade social, política, econômica e cultural;
- Respeitar as questões sócio--econômicas e culturais, os saberes e as experiências da comunidade, criando condições para a troca e produção do conhecimento;
- Envolver a comunidade escolar no processo de conquista da escola que queremos, aumentando gradativamente o comprometimento com a transformação da sociedade, tornando-os cidadãos atuantes e críticos;
- Proporcionar o crescimento mútuo (pprofessor/aluno), no processo de conscientização, permitindo o desenvolvimento de potencialidade integradoras que venham acrescentar no contexto em que a comunidade escolar está inserida.

3. OBJETIVOS DOS NÍVEIS E MODALIDADES

A escola oferece Educação Infantil, Classe Especial, Ensino Fundamental diurno, Ensino Médio diurno e noturno.

3.1. EDUCAÇÃO INFANTIL

Estimular a descoberta do meio ambiente escolar e familiar garantindo à criança liberdade para realizar experiências lúdicas e prazerosas em situações concretas de forma a integrar as diversas áreas do conhecimento.

3.2. ENSINO FUNDAMENTAL

Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais compreendendo-se como sujeito coletivo, autônomo, solidário, possuidor de direitos e deveres políticos, civis e sociais identificando e valorizando a multiculturalidade e o patrimônio sócio-cultural brasileiro e riograndense.
Reconhecer-se integrante e participante do ambiente, compreendendo a inter-relação entre seus elementos nas dimensões ecológicas, sociais e políticas colaborando para melhoria da qualidade de vida.
Valer-se das linguagens expressivas-verbal, matemática, gráfica e corporal, expressando e comunicando idéias, sentimentos e valores.

3.3.  ENSINO MÉDIO

Desenvolver valores e competências necessárias à integração de seu projeto individual ao projeto da sociedade que deseja, preparando e orientando o educando para sua integração ao mundo do trabalho.
Valorizar o educando como pessoa, aprimorando a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

3.4.  CLASSE ESPECIAL

Proporcionar ao educando, que apresenta necessidades educativas especiais na aprendizagem, atendimento necessário à sua reeducação e socialização dentro das áreas psicomotoras perceptivas, linguagem, função simbólica, afetiva e social, acreditando, cativando e estimulando a criança para que sinta segurança e prazer no que faz. A escola dispõe da Sala de Recursos para atender aos alunos que apresentem necessidades educativas especiais na aprendizagem em turno oposto ao da classe especial.

ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

4. REGIME ESCOLAR

4.1. EDUCAÇÃO INFANTIL

A escola oferece classe de educação infantil (pré-escola) e segue o calendário escolar, com regime anual.
A faixa etária para ingresso na classe de educação infantil é de cinco (05) anos e seis (06) meses até seis (06) anos e seis (06) meses, no ato da matrícula.

4.2. ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

A organização do Ensino Fundamental e Médio da escola é por seriação cumprindo dias letivos de efetivo trabalho escolar, conforme legislação vigente, determinados em calendário escolar elaborados anualmente pela comunidade escolar.

4.3  CLASSE ESPECIAL

A escola atende alunos que apresentam necessidades especiais e segue o calendário escolar, com regime anual.
A escola dispõe de salas de recursos para atender os alunos que apresentam necessidades educativas especiais na aprendizagem, em turno oposto ao da Classe Especial.

5. PROGRAMA DE TRABALHO

A organização formal de nossa escola é baseada a partir da realidade num processo democrático e participativo, onde se prioriza o planejamento e avaliação com a participação de todos os segmentos da comunidade escolar como estratégia de definições das ações da escola, onde são expressas através do Projeto Político Pedagógico.
Os Programas de Trabalho do professor estão nos Planos de Estudo, elaborados por cada Áreas de conhecimento, podendo ser revisto anualmente, conforme a necessidade.
O Projeto Político Pedagógico bem como os Planos de Estudos são aprovados pela Comunidade Escolar, pelo Conselho Escolar e pela mantenedora.
O regime de trabalho escolar adotado é seriado, seguindo calendário próprio.

6. REGIME DE MATRÍCULAS

A matrícula na escola compreende:
a) Rematrícula de alunos já pertencentes à escola;
b) Admissão de alunos novos respeitando o zoneamento para a Educação Infantil, Ensino Fundamental;
c) Admissão de alunos novos e de alunos por transferência;
d) Admissão de aluno, independente da escolarização anterior, conforme legislação vigente;
e) O ingresso de alunos se dá em qualquer época, respeitando a construção de seu conhecimento, a capacidade física da escola e o presente regimento.

6.1. EDUCAÇÃO INFANTIL

Para o ingresso na Pré-escola, a escola segue orientações e determinações da mantenedora.

6.2. CANCELAMENTO DE MATRÍCULAS

Será feita por solicitação do aluno, se maior de idade.

7. METODOLOGIA DE ENSINO

A metodologia pedagógica da escola aponta para construção social do conhecimento a partir das experiências do aluno dentro de um processo construtivista de interação sujeito e meio, considerando o nível, a série e componente curricular que está sendo trabalhado.

8. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

8.1. DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

A avaliação adotada pela escola é gradual, cumulativa e cooperativa abrangendo os aspectos qualitativos e quantitativos, levando em consideração o aproveitamento e a apuração da assiduidade.
A avaliação do aproveitamento e realizada durante o ano letivo.
Os resultados da avaliação do aproveitamento do aluno são registrados anualmente, numa escala de zero (0) a cem (100).
O aproveitamento mínimo suficiente para a aprovação do aluno é de sessenta por cento (60%) do valor estipulado em cada trimestre.
O valor de cada trimestre está estabelecido no Plano de Estudos.
O aproveitamento do aluno no final do ano letivo é o resultado da soma das notas obtidas nos três trimestres.

8.2. DOS NÍVEIS

A Pré-escola, a Classe Especial e a Primeira Série do Ensino Fundamental expressam os resultados da avaliação através de parecer descritivo, não tendo por objetivo a classificação dos alunos.
A Segunda,Terceira e Quarta Séries adotam seus próprios critérios previamente estabelecidos nos planos de estudos, obedecendo ao aproveitamento mínimo de sessenta por cento (60%) do valor estipulado em cada trimestre.
As demais séries do Ensino Fundamental e as séries do Ensino Médio seguem as determinações deste regimento, sendo avaliados por componente curricular.
A Classe Especial e 1ª Série do Ensino Fundamental expressam os resultados da avaliação através de Parecer descritivo, obedecendo a critérios definidos nos Planos de Estudos.
As 2ª 3ª e 4ª Séries adotam seus próprios critérios, previamente estabelecidos nos Planos de Estudos, obedecendo à nota sessenta (60) trimestral e a nota final definido no item anterior.
As demais séries do Ensino Fundamental e as séries do Ensino Médio seguem as determinações deste Regimento, sendo avaliados por componente curricular.


8.3. A EXPRESSÃO DOS RESULTADOS DA AVALIAÇÃO DE ALUNOS TRANSFERIDOS


Na hipótese da escola receber alunos transferidos de outros estabelecimentos de ensino cujo resultado da avaliação do mesmo seja expresso de forma diferente do adotado pela escola considera-se apenas os resultados que vierem a ser obtidos na própria escola, ou seja, o aluno passa a ser avaliado a partir da data de ingresso na escola, devendo o mesmo adaptar-se aos critérios de avaliação deste Estabelecimento de Ensino.

8.4. ESTUDOS DE RECUPERAÇÃO

A recuperação da aprendizagem é feita paralela ao desenvolvimento das atividades sempre que se verificar baixo rendimento escolar, pelo próprio professor de classe, em sala de aula ou em outros ambientes, dependendo do espaço disponível, sempre acompanhado pelo professor podendo ser oferecido ajuda adicional fora do horário da aula, se houver disponibilidade do professor e do aluno.
Pode haver substituição de escores após a realização dos estudos de recuperação, permanecendo a nota mais alta obtida pelo aluno.



9. CLASSIFICAÇÃO DE ALUNOS


9.1. POR PROMOÇÃO

O aluno é promovido de série sempre que atingir a nota e frequencia mínima estabelecida pela escola.

9.2. TRANSFERÊNCIAS

É concedida em qualquer época do ano, aos responsáveis pelo aluno, ou pelo próprio, se maior de idade, sendo expedido a documentação necessária para comprovação de vida escolar;
A escola recebe alunos transferidos em qualquer época do ano, cabendo aos pais ou responsáveis ou ao próprio aluno, se maior de idade, trazerem a documentação da sua vida escolar.
Caso o aluno não possua documentação comprobatória de sua escolaridade, a escola, através do SSE e uma equipe de professores fará a avaliação, com a finalidade de posicionar o educando na série correspondente aos seus conhecimentos.
No ato da matrícula dos alunos vindos por transferências, é feita, pelo SSE análise da documentação do educando para fins de adaptação e/ou aproveitamento de estudos do mesmo.

9.3. CLASSIFICAÇÃO

A classificação poderá ser feita em qualquer série ou etapa, exceto a primeira série do Ensino Fundamental:
a) Por promoção para alunos que cursarem, com aproveitamento, a série ou fase anterior, na própria escola;
b) Por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas, a partir da análise de documentação do aluno;
c) Independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na série ou etapa adequada conforme regulamentação do respectivo Sistema de Ensino.
d) A classificação dos alunos será feita através de instrumentos de avaliação escrito ou oral com orientação de uma equipe de professores e do SSE.

9.4. AVANÇO

Poderá ser utilizada nas séries iniciais de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental, possibilitando ao aluno com determinadas dificuldades de aprendizagem, detectadas pelo professor ao longo do processo, a oportunidade de retomá-las, não sendo impedida a sua promoção ao período seguinte.
O professor da série anterior esclarece e oriente o professor da série atual do educando, no qual deve ser responsável pelo saneamento das dificuldades apresentadas pelo aluno.

9.5. PROGRESSÃO PARCIAL

A Escola oferece aos alunos da 8ª série do Ensino Fundamental e das 1ª e 2ª séries do Ensino Médio o regime de Progressão Parcial que permite ao aluno, que não logrou aprovação em um Componente Curricular, ser promovido à série seguinte, sem prejuízo da seqüência curricular e respeitada a legislação vigente.
A forma de operacionalização dos estudos de Progressão e tempo previsto, consta no Plano de Estudo da Escola.

9.6. ESTUDOS PROLONGADOS

Estudos Prolongados destinam-se aos alunos da 3ª Série do Ensino Médio que não foram aprovados em um Componente Curricular, podendo, no ano seguinte, cursar este componente, por tempo adequado à efetiva aprovação, ao longo de um ou mais trimestres letivos, sem repetir a série.

9.7. RECLASSIFICAÇÃO

A escola poderá reclassificar os alunos recebidos de outras modalidades de ensino, inclusive do exterior, visando situa-los na série adequada mediante avaliação feita pelos professores dos componentes curriculares, sob orientação da Coordenação Pedagógica.

9.8. APROVEITAMENTO DE ESTUDOS

A escola realiza aproveitamento de estudos concluídos com êxito, em modalidades diferentes mediante análise da documentação do aluno, devendo levar em conta os conhecimentos realmente adquiridos que no ingresso do Ensino Fundamental e Médio ou nas transferências.
Deve ser levadas em consideração as competências da escola na análise do aproveitamento de estudos do aluno e da adaptação que o aluno necessita para dar suporte ao prosseguimento.
A análise da documentação do aluno é feita pelo SSE.

9.9. ESTUDOS DE ADAPTAÇÃO CURRICULAR

A escola, ao receber o aluno, faz a verificação dos componentes curriculares, visando seu aproveitamento na totalidade ou para promover a adaptação dos mesmos se houver a necessidade de integrá-lo na sua proposta pedagógica. Ao aluno que necessitar de adaptação, a coordenação pedagógica, orienta o aluno na organização de seus estudos.

9.10.  CONTROLE DE FREQÜÊNCIA

A escola controla a freqüência do aluno através do Diário de Classe, sendo exigido, no min imo, setenta e cinco por cento (75%) de presenças do total de horas letivas para aprovação.
Quando o aluno (criança ou adolescente) faltar cinco (05) dias consecutivos, sem justificativa, é feito contato com a família visando seu retorno. Caso o mesmo não retorne é informado ao Conselho Tutelar ou ao Promotor da Infância e Juventude.
Aos alunos impossibilitados de estarem presentes às aulas, amparados em lei, mediante comprovação medica e requerimento dos responsáveis, são oferecidas atividades domiciliares e oportunidade de avaliação durante o período de ausência e/ou após o seu retorno sendo que os procedimentos são organizados pela coordenação pedagógica e as atividades e avaliações pelo professor do aluno.
Os alunos que participarem de competições esportivas oficiais estão dispensados das atividades escolares, cabendo ao estudante, comprovar junto ao Estabelecimento de Ensino, a sua participação nestes eventos com antecedência através da entidade responsável pela competição. A estes estudantes fica garantido o direito a realização de provas e trabalho exigidos durante o período de afastamento.

9.11. CERTIFICADO DE CONCLUSÃO

A escola confere ao aluno o Histórico Escolar e o Certificado de Conclusão em duas vias, no termino do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
10. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA

10.1. EQUIPE DIRETIVA

A equipe diretiva é constituída pelo diretor e por vice-diretores, em consonância com as deliberações do Conselho Escolar, respeitadas as disposições legais.


10.2.  DIRETOR


  São atribuições do diretor, além das previstas em legislação específicas:
- Representar a escola, responsabilizando-see pelo seu funcionamento;
- Coordenar a elaboração, a exxecução e a avaliação do Projeto Político Pedagógico dos Planos de Estudos e do Regimento Escolar, assegurando sua unidade e cumprimento do currículo e do calendário escolar;
- Submeter ao Conselho Escolar, para apreciaação e aprovação, o Plano de aplicação dos Recursos Financeiros, a regulamentação da prestação de contas e a divulgação da movimentação financeira à comunidade escolar;
- Submeter a aprovação da 11&oordf; Coordenadoria Regional de Educação - CRE, e a Secretaria Estadual de Educação – SEC, a Proposta Político Pedagógica, os Planos de Estudos e o Regimento Escolar;
-   Organizar o quadro de recursoss humanos da escola com as devidas especificações, submetendo-o à apreciação da 11ª CRE;
- Apresentar ao Conselho Escolar anualmente,, a comunidade escolar e à 11ª CRE os resultados da avaliação interna e externa da escola e as propostas que visem à melhoria da qualidade do ensino e ao alcance das metas estabelecidas;
- Zelar pela conservação dos bbens públicos em conjunto com todos os segmentos da comunidade escolar;
- Convocar e presidir reuniões;
- Visar e assinar a documentaçãe;o da escola;
- Promover a integração da esccola com a comunidade;
- Cumprir e fazer cumprir a legislaç&ão vigente.


10.3. VICES DIRETORES

São atribuições dos vices diretores, além das prevista em legislações específicas:
- Dar apoio administrativo ao diretor em toddas as ações e na sua falta;
- Substitui-lo, desempenhando todas as atribbuições do mesmo.

10.4. ASSISTENTE ADMINISTRATIVO

O Cargo de Assistente Administrativo é exercido por um profissional designado pela equipe diretiva para tal função.
São atribuições do Assistente Administrativo:
- Coordenar e agilizar as compras da escola através de processos de licitação ou dispensa de licitação, prestação de contas dos recursos recebidos do Governo do Estado e da Merenda Escolar;
- Realizar o controle financeiro e do patrimmônio da Escola;
- Participar da elaboração, exxecução e avaliação do Plano Político Pedagógico, Planos de Estudos e Regimento Escolar;
- Manter-se informado no setor.

10.5. SERVIÇOS DE SECRETARIA

O Serviço de Secretaria é exercido por profissionais designados para tal função.
São atribuições do Serviço de Secretaria, além das previstas em legislação vigente:
- Efetuar e manter organizada e em dia toda a escrituração da escola;
- Dirigir, cordialmente, o serviço dee secretaria;
- Manter postura ética e profissionall efetuar matrículas, transferências, arquivos, documentos e dados de alunos, professores e funcionários;
- Expedir e receber correspondências;<
- Providenciar históricos escolares, levantamento de dados solicitados, certificados, atestados e outros documentos similares;
- Assessorar a equipe diretiva e pedag&oacutte;gica nos assuntos relacionados ao setor;
- Conhecer as leis que regem a vida escolar;;
- Elaborar normas de funcionamento do servi&ço;
- Participar do processo de construç&ão, execução e avaliação do Plano Político Pedagógico e do Regimento Escolar;
- Assinar, juntamente com o diretor, os docuumentos escolares dos alunos, bem como toda a documentação do serviço de secretaria;
- Incinerar documentos obedecendo à pprescrição oficial vigente;
- Manter-se informado no setor.

10.6.  AUXILIAR ADMINISTRATIVO

O cargo de Auxiliar Administrativo é exercido por um profissional designado para tal função pela equipe diretiva.
O Auxiliar Administrativo auxilia no serviço de secretaria. Fica vetado ao Auxiliar Administrativo assinar qualquer documento escolar referente ao Serviço de Secretaria.

10.7.  SERVIÇO DE CANTINA

O Serviço de Cantina é composto por profissionais designados para o setor.
São atribuições do Serviço de Cantina:
- Fazer a merenda escolar, preservando o cuiidado com a higiene e o aproveitamento dos ingredientes para ofertar uma refeição saudável e nutritiva.
- Fazer o controle da merenda que chega e quue é consumida na escola, levando em consideração prazos de validade, local do armazenamento, tempo de consumo e a quantidade necessária para a escola;
- Manter-se informados no setor;
- Participar do processo de construç&ão, execução e avaliação do Plano Político Pedagógico e do Regimento Escolar;
- As demais atribuições relaciionadas ao trabalho, ao tratamento e a receptividade dos funcionários com a comunidade escolar e vice-versa são discutidas e definidas através de reuniões com os segmentos.

10.8. SERVIÇOS GERAIS

Constituem os Serviços Gerais da escola, o serviço de conservação e limpeza e o serviço de portaria e vigilância.
As normas de funcionamento desses serviços são discutidas, definidas e submetidas à aprovação pela equipe diretiva que coordena o processo.
São atribuições dos Serviços Gerais, além dos previstos em legislação.
- Participar do processo de construç&ão, execução e avaliação do plano Político Pedagógico e do Regimento Escolar;
- Manter-se informado no setor.
-
10.9.  SERVIÇO DE SUPERVISÃO ESCOLAR

A Coordenação do Serviço de Supervisão Escolar tem por atribuições:
- Orientar e assistir os docentes na elaboraação das suas atividades didático-pedagógicas;
- Exercer atividades permanentes de diagn&oaacute;sticos, assegurando a unidade de ação pedagógica, com vistas à consecução dos objetivos propostos;
- Dinamizar o currículo pleno da escoola, colaborando com a equipe diretiva, corpo discente, docente e demais membros da comunidade escolar, no processo de ajustamento das atividades escolares;
- Promover, coordenar e participar de reuni&ões e conselhos de classe;
- Analisar os documentos dos alunos transferridos para o aproveitamento de estudos, adaptação e reclassificação;
- Analisar, promover e acompanhar os educanddos em situações de progressão continuada, progressão parcial, reclassificação, atividades complementares compensatórias de infreqüência e licença saúde;
- Participar da elaboração, exxecução e avaliação do Plano Político Pedagógico, Planos de Estudos e Regimento Escolar;
- Manter-se informado no setor.

10.10. SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL

Compete ao Serviço de Orientação Educacional:
- Colaborar na obtenção de cliima favorável ao entrosamento de toda a comunidade escolar;
- Sistematizar o intercâmbio de informmações necessárias ao conhecimento global do educando;
- Assistir ao aluno, individualmente ou em ggrupo, encaminhando-o a especialista quando carente de atendimento especial, acompanhando-o.
- Atuar junto às turmas, orientando-aas nas escolhas de seus líderes e professores conselheiros;
- Promover situações onde o alluno possa vivenciar formas de aconselhamento vocacional;
- Participar do Conselho de Classe;
- Colaborar na organização dass turmas;
- Oferecer orientação aos famiiliares, professores e funcionários da forma como agir com o educando em situações do dia-a-dia.
- Participar da elaboração, exxecução e avaliação do Plano Político Pedagógico, Planos de Estudos e Regimento Escolar;
- Manter-se informado no setor.

10.11. BIBLIOTECA

Coordenar, executar e controlar as atividades da Biblioteca Escolar que são dentre outras:
- Controlar empréstimos e devolu&cceddil;ões do acervo bibliográfico feito a comunidade escolar;
- Zelar pelo acervo da biblioteca (livros, pperiódicos, mapas, disquetes e filmes);
- Catalogar e manter em ordem o acervo bibliiográfico;
- Conservar e recuperar o acervo da biblioteeca;
- Participar da elaboração, exxecução e avaliação do Plano Político Pedagógico, Planos de Estudos e Regimento Escolar;
- Manter-se informado no setor.

10.12. CORPO DOCENTE

É constituído por profissionais designados para o cargo de professor.
São atribuições do Corpo Docente, além das previstas em lei:
- Elaborar seus planos de ensino a partir doo Plano Político Pedagógico e dos Planos de Estudos definidos pelo grupo;
- Coordenar e proporcionar atividades escolaares levando em conta o perfil da turma;
- Planejar atividades visando a interdiscipllinaridade e a transversalidade dos conteúdos;
- Avaliar o desempenho do aluno quanto as suuas habilidades, objetivos e competências;
- Participar das atividades do Conselho de CClasse da Turma;
- Zelar e acatar as determinaçõe;es pedagógicas e administrativas da escola definidas em reunião;
- Disponibilizar informações ssobre o desempenho do aluno;
- Usar os recursos didático-pedag&oaccute;gicos existentes na escola para melhorar e motivar o processo ensino-aprendizagem;
- Ser um profissional ético, respons&ável e comprometido com a educação;
- Exemplificar hábitos e atitudes, cuultivando o diálogo, respeito, amizade e coleguismo;
- Ministrar os dias letivos e horas-aula esttabelecidas, além de participar, integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, avaliação e ao desenvolvimento profissional;
- Participar da elaboração, exxecução e avaliação do Plano Político Pedagógico, Planos de Estudos e Regimento Escolar.

10.13. PROFESSOR SUBSTITUTO

É professor substituto aquele que estiver com menor carga horária ou que seja convidado pela equipe diretiva para assumir tal função;
- Substituir o professor titular quando da ssua falta, executando as atividades propostas pelo mesmo;
- Assessorar a equipe diretiva e pedag&oacutte;gica sempre que solicitado;
- Participar da elaboração, exxecução e avaliação do Plano Político pedagógico, Planos de Estudos e Regimento Escolar.

10.14. ATRIBUIÇÕES DO CORPO DISCENTE

Fazem parte do Corpo Discente todos os alunos devidamente matriculados na escola.
São atribuições do Corpo Discente, além das previstas em lei:
- O aluno deverá permanecer, durante as atividades propostas pelo professor, no ambiente de trabalho, exceto em casos de enfermidades ou solicitação dos responsáveis;
- Participar das atividades escolares destinnadas a sua formação. Participar das atividades do Grêmio Estudantil, votar e ser votado, para cargos da sua diretoria;
- Solicitar esclarecimentos orais e por escrrito do seu desempenho sobre os resultados das avaliações;
- Ser respeitado em sua individualidade, valler-se dos serviços e setores da escola de acordo com regras pré-estabelecidas;
- Justificas suas faltas para o professor e secretaria, num prazo máximo de três (03) dias úteis;
- Participar de reuniões assembl&eacuute;ias, conselho de classe, bem como convocações referentes ao seu desempenho escolar, quando solicitado;
- Ser responsável, assíduo, poontual, organizado, interessado e honesto;
- Manter silencia nos corredores, na troca dde períodos, no refeitório e nos setores da escola;
- Cultivar bons hábitos e atitudes, ccordialidade, coleguismo, respeito com os colegas, professores e funcionários primando pela não violência;
- Respeitar e cumprir as normas que discipliinam a vida da comunidade escolar;
- Zelar pela ordem, asseio e preservaçl;ão do prédio, mobiliário, material didático-pedagógico e do meio-ambiente escolar, responsabilizando-se pelos danos que causar;
- Participar da elaboração, exxecução e avaliação do Plano Político Pedagógico, Planos de Estudos e Regimento Escolar;
- É vedado ao aluno:
- Usar e promover o nome da escola para quallquer tipo de propaganda, campanha ou promoção, sem a devida autorização da equipe diretiva;
- Rasurar documentos e informativos ou simillares referentes a sua vida escolar;
- Utilizar-se de livros, impressos, gravurass e escritos imorais ou ofensivos nas dependências da escola;
- Praticar ato ofensivo à moral e aoss bons costumes;
- Portar e/ou fazer uso de armas, jogos de aazar, objetos e substâncias tóxicas consideradas perigosas e proibidas por lei, nas dependências da escola;
- Usar celular, walkmann e brinquedos eletr&ônicos durante a aula.

10.15. ATRIBUIÇÕES DOS PAIS, MÃES OU RESPONSÁVEIS.

São atribuições dos pais e responsáveis além das prevista em lei.
- Comparecer a escola quando solicitados; - Acompanhar e participar da vida escolar doo filho, observando cadernos, bilhetes, informativos e outros documentos;
- Solicitar a vice-direção ou a coordenação pedagógica o agendamento de entrevista com o professor do qual necessita conversar a respeito da vida escolar do educando;
- Em casos de danos ao patrimônio da eescola ficará a cargo do responsável pelo aluno os reparos e o ressarcimento do prejuízo;

11. CONSELHO ESCOLAR

Composição, função, organização e funcionamento conforme legislação vigente do regime próprio.

12. CIRCULO DE PAIS E MESTRES

Composição, função, organização e funcionamento conforme legislação vigente do regime próprio.

13. GRÊMIO ESTUDANTIL

Composição, função, organização e funcionamento conforme legislação vigente do regime próprio.

14. CONSELHO DE CLASSE

O Conselho de Classe da Escola é participativo a partir da 5ª série do Ensino Fundamental, visando à melhoria do processo ensino aprendizagem e a auto-avaliação dos participantes no processo educativo.
Fazem parte do Conselho de Classe, a equipe diretiva, a equipe pedagógica, o professor conselheiro, demais professores da turma e todos os alunos envolvidos.
Durante o Conselho de Classe é lavada uma ata da reunião onde ficam estabelecidas as decisões que devem ser cumpridas por todos os envolvidos.
As reuniões do Conselho de Classe acontecem ao final de cada trimestre, ou sempre que se fizer necessário. As datas dos Conselhos de Classe são estabelecidas no Calendário Escolar.

15. MEDIDAS PEDAGÓGICAS ORIENTADORAS E SÓCIO-EDUCATIVAS

Pela inobservância das normas de convivência e do Regimento Escolar, o aluno fica sujeito a advertência verbal.
Comunicado aos pais ou responsáveis pelos alunos no caso de:
- Reincidência de indisciplina;
- Infreqüência;
- Uso de drogas.
Registro de ocorrência policial quando houver agressão física e/ou uso de drogas nas dependências da escola ou sempre que se fizer necessário.
Encaminhamento dos alunos ao Conselho Tutelar (criança ou adolescentes), através de documento próprio suspensão de um (01) a três (03) dias das atividades de sala de aula conforme a gravidade do ato, em casos de dano no patrimônio escolar, o adolescente ou responsável pelo mesmo será notificado dos prejuízos causados ao patrimônio público.
O professor juntamente com o Serviço de Orientação Educacional ou a Equipe Diretiva fará encaminhamento do aluno necessitado de atendimento específico de acordo com cada caso.

16. ORDENAMENTO DO SISTEMA ESCOLAR

No decorrer do ano letivo realizar-se reuniões com todos os segmentos da Comunidade Escolar, tendo com finalidade a análise e a avaliação do trabalho desenvolvido na escola.
Os resultados dessas reuniões servem como subsídios para a Construção do Projeto Político Pedagógico da Escola.

17. CALENDÁRIO ESCOLAR

Seguindo orientações da mantenedora e alicerçado no Projeto Político Pedagógico o calendário escolar é elaborado, analisado e posteriormente aprovado pela Comunidade Escolar.

18. AVALIAÇÃO INTERNA DA ESCOLA

A avaliação interna contará com a auto-avaliação de cada setor, assim como a participação de toda a comunidade escolar através de reuniões, assembléias ou instrumentos de avaliação.
Os resultados das avaliações servirão de base para a reavaliação e aperfeiçoamento do Plano Político Pedagógico, Plano de Estudos e do Regimento Escolar.

19. DISPOSIÇÕES GERAIS

O presente Regimento poderá ser alterado, respeitando os prazos da legislação vigente, após a aprovação do Conselho Escolar, devendo as alterações propostas ser submetidas à apreciação do órgão competente.
Os casos omissos nesse regimento serão resolvidos pelo Conselho Escolar, respeitada a legislação do órgão vigente.
Este Regimento entra em vigor a partir de sua aprovação no Conselho Estadual de Educação.




ENSINO MÉDIO NOTURNO - REGIME SEMESTRAL

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

1º CAPÍTULO:
1. A Realidade do Ensino Médio Noturno
1.1Uma abordagem geral sobre o Ensino Médio
1.2 Contextualização da Escola de Educação Básica Prudente de Morais na comunidade
1.3 Caracterização dos alunos que freqüentam o Ensino Médio Noturno da Escola referida
1.4 Resultados das Atas Finais do ano de 2004 da escola citada


2º CAPÍTULO:
2. Causas da evasão e repetência no Ensino Médio Noturno
2.1 Causas da evasão e repetência na visão dos alunos, pais e professores
2.2 Influências da evasão e da repetência na formação pessoal e profissional do jovem


3º CAPÍTULO:
3. Alternativas encontradas para minimizar a evasão e a repetência
3.1 Novas Perspectivas
3.2 Estrutura do Sistema Escolar
3.3 Avaliação e Recuperação Paralela
3.4 Caminhos percorridos pela escola:
3.4.1 Planejamento Administrativo Pedagógico
3.3.2 Pesquisa realizada com professores do Ensino Médio
3.3.3 Projeto de Semestralidade




1 A REALIDADE DO ENSINO MÉDIO NOTURNO


1.1 UMA ABORDAGEM GERAL SOBRE O ENSINO MÉDIO

    Evasão e repetência são questões preocupantes a nível mundial. A partir dos anos 90, notou-se uma atenção especial voltada para este assunto.

    Depois da “Conferência Mundial sobre Educação para Todos”, realizada em março de 1990, na Tailândia, onde reuniram-se mais de 1.500 participantes de 150 países, a educação passou a ser discutida com prioridade e valorizada no mundo inteiro como fator de desenvolvimento social e econômico do país.
    
    Este encontro resultou em um compromisso assumido por todos os países participantes, inclusive o Brasil, de promover a educação básica para todos. Dentre os compromissos podemos citar a “Declaração Mundial sobre a Educação para Todos” e o “Plano de Ação para Satisfazer as necessidades Básicas da Aprendizagem”.

    No Brasil, estas ações começaram a ser desenvolvidas com a criação de Lei 8069/90 ou Estatuto da Criança e do Adolescente que no Capítulo IV, Artigo 53 diz que “ a criança e o adolescente têm direito a educação visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.

    Outra medida muito importante foi a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) que prevê mudanças radicais em todos os sistemas de ensino, desde a organização, nos diferentes níveis, formação dos profissionais da educação e até as formas de obtenção dos recursos financeiros.

    A referida lei define, segundo VALLE, o Ensino Médio como a etapa final de Educação Básica, aquela considerada indispensável para o desenvolvimento pessoal, o exercício da cidadania, o acesso às atividades produtivas e aos níveis mais elevados de estudos (2003, p.104).

    O ensino médio regular é oferecido nas escolas dioturnamente ou sob a forma de exames supletivos, onde o aluno realiza  provas  devendo obter nota mínima, isto é, acertar metade das questões aplicadas, para aprovação em cada disciplina.

    O Artigo 37, Parágrafo 1º da LDB diz que os sistemas de ensino devem assegurar gratuitamente aos jovens e adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho, mediante cursos e exames.

    O ensino deve ter a mesma qualidade, independente do horário em que é desenvolvido, porém, muitas vezes, o ensino noturno é caracterizado como uma cópia mal feita do diurno, tornando-se sem identidade. O ensino médio noturno seria ministrado sem o mesmo rigor percebido no diurno, com facilidades justificadas pala própria natureza da escola noturna, que não pode exigir muito de trabalhadores que chegam cansados de sua jornada diária de trabalho, além de contar com professores que trabalham em dois ou três turnos.

    A procura pelo ensino médio noturno pode ter vários motivos, muitos jovens procuram por terem idade avançada, depois de sucessivas reprovações, ou mesmo por terem tido suas trajetórias escolares interrompidas; outros buscam o ensino noturno  por fatores de ordem econômica direta, como a busca de emprego, e indireta, como a necessidade de auxiliar nos trabalhos domésticos em casa, ou ainda por fatores como a inadequação dos turnos diurnos a um público mais maduro.

    Assim sendo, o ensino médio noturno apresenta características bem específicas como um público heterogêneo na faixa etária e na origem desses alunos, que são oriundos de várias localidades. Estes fatores interferem muito na identidade e na cultura do ensino médio noturno, e, assim, não podem ser ignorados no momento da definição do currículo e da avaliação, enfim, da organização escolar do ensino médio.


1.2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA ESCOLA NA COMUNIDADE

    A Escola Estadual de Educação Básica Prudente de Morais, localizada em Osório, no Bairro Porto Lacustre, foi criada em 1942, através do Decreto nº 510, para funcionar no distrito de Passinhos, passando em 21 de julho de 1944, por força do Decreto nº 1098, a funcionar no bairro onde hoje está localizada, com a denominação de Grupo Escolar Porto Lacustre. No ano seguinte – 1945 – o estabelecimento passa a ser denominado de Grupo Escolar Prudente de Morais.

    Em março de 1983, através de Decreto, a SEC (Secretaria de Educação e Cultura) transforma a Escola de 1º Grau Prudente de Morais em Escola Estadual de 1º e 2º Graus Prudente de Morais.

    Em 13 de março de 1987, através do parecer nº 868/86, do Conselho Estadual de Educação, a escola passa a oferecer à Comunidade Escolar a habilitação de Auxiliar Técnico em Eletricidade. Pelo Ato nº 000751, emanado da Secretaria de Educação, em 12 de março de 1991, começa a funcionar na escola turma de Educação Infantil – Jardim de Infância Nível B – e de Classe Especial.

    Pelo parecer nº 27/95 do Conselho Estadual de Educação, dá-se o funcionamento de curso profissionalizante, mais precisamente o Curso Técnico em Eletrotécnica.

    A portaria nº 00075/2000, de março do mesmo ano muda a designação do Estabelecimento de Ensino em comento, para Escola Estadual de Educação Básica  Prudente de Morais.

    Após reestruturação do curso de eletrotécnica, através do parecer 77/2002, recebe a denominação de Técnico em Eletrotécnica – Área Indústria.

    Atualmente a Escola de Educação Básica Prudente de Morais oferece escolaridade nos níveis de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação Profissional. Conta em seu quadro funcional com 82 (oitenta e dois) professores e 21 (vinte e um) funcionários para atendimento de aproximadamente 1.800 (mil e oitocentos) alunos, distribuídos em 65 (sessenta e cinco) turmas, nos três turnos de funcionamento.

    Para  o atendimento dos alunos, a escola conta com um espaço físico de 12 (doze) hectares, no qual encontram-se edificadas 23 (vinte e três) salas de aula, biblioteca, pavilhão e cancha de esportes, sala de áudio-visual, laboratório de informática e laboratório de ciências da natureza e matemática, escola de informática e cidadania, além das oficinas específicas para o Curso Técnico em Eletrotécnica. O Centro Administrativo está instalado no prédio central, chamado pela comunidade de “Casarão”.

    A escola organiza-se para receber a demanda de alunos oriundos de diversas localidades da região, especialmente no Ensino Médio noturno.


1.3 CARACTERIZAÇÃO DOS ALUNOS QUE FREQÜENTAM O ENSINO MÉDIO NOTURNO DA ESCOLA PRUDENTE DE MORAIS

    Após pesquisa realizada, na primeira quinzena do mês de Março, com os alunos do Ensino Médio noturno e com o objetivo de conhecer a procedência dos mesmos, sua opinião a respeito do processo ensino-aprendizagem e a realidade em que estão inseridos, detectou-se que há uma grande diversidade de alunos, sendo que 60% (sessenta por cento) são oriundos de bairros e localidades do município e 40% (quarenta por cento) da escola.

    Ao realizar a pesquisa em sala de aula, percebeu-se que os alunos apresentaram grande dificuldade em expressar suas idéias por escrito, sentindo necessidade da troca de opinião com alguns colegas.

     Muitos alunos não conseguiram formular frases completas ao responder a pesquisa, apresentando erros na escrita e na concordância e alguns não compreenderam o que estava sendo solicitado, respondendo de forma incoerente.

    Ao serem questionados sobre o que procuravam freqüentando a escola, 60% (sessenta por cento) respondeu que querem aprender mais, adquirir conhecimento para enfrentar o mercado de trabalho, atingir objetivos tendo um futuro melhor; 30% (trinta por cento) pretendem concluir um ensino médio de qualidade, seguindo em frente, ampliando conhecimentos e procurando constante atualização; os outros 10% (dez por cento) afirmaram querer fazer amigos.

    Dos alunos entrevistados, 95% (noventa e cinco por cento) afirmaram que freqüentam o ensino médio noturno por trabalharem durante o dia, devido à necessidade familiar e pessoal; os 5% (cinco por cento) restante consideram o horário conveniente e o ensino facilitado.

    Quanto a conciliarem família, escola e trabalho 100% (cem por cento) conseguem conciliar família e escola; em relação ao trabalho, 70% (setenta por cento) conseguem e 30% (trinta por cento) encontram dificuldades e acabam desistindo.

    Referindo-se ao que mais desagrada e desestimula o aluno na escola, colocaram como obstáculo: o longo período que permanecem em sala de aula, pois vêm de uma exaustiva jornada de trabalho; alguns professores, por serem considerados rígidos, estressados, mal humorados, sem paciência e por não conseguirem passar o conhecimento para os alunos, e assim, não havendo estímulo para a aprendizagem; o desinteresse e a falta de educação de alguns colegas que atrapalham a aula, bem como aqueles que têm facilidade; o acúmulo de conteúdos.

    Quanto ao prazer e vontade de estar na escola, sentem-se estimulados em buscar de um futuro melhor; garantir a permanência no emprego; ampliar o conhecimento; completar a escolaridade; aprender coisas novas; querer fazer um curso superior; os recursos didático-pedagógicos que a escola dispõe, como o laboratório de informática; as novas amizades e o recreio; o exemplo dos colegas que, mesmo após um dia exaustivo de trabalho, se dedicam aos estudos; e os bons profissionais.

    Dos entrevistados, 50% (cinqüenta por cento) afirmaram já ter desistido de estudar e apontaram como motivos: notas baixas e por perceberem-se reprovados antes do término do ano letivo; falta de interesse; professores pouco flexíveis; problemas familiares; dificuldades de aprendizagem.

    Quanto à reprovação, 85% (oitenta e cinco por cento) já repetiu alguma série na educação básica e colocaram como obstáculo a conversa, a falta de atenção e interesse, a infreqüência, dificuldades de aprendizagem e a evasão.

    Quanto a permanecer na escola e obter sucesso na aprendizagem, pretendem: freqüentar as aulas com dedicação; demonstrar interesse, solicitando explicações aos professores; ser mais responsável; fazer boas amizades; tentar conciliar o trabalho com a escola; discutir as formas de avaliação; manter a atenção concentrada.

    Detectou-se com a realização da pesquisa que os alunos procuram com entusiasmo e perspectivas o ensino médio noturno, porém, diante dos primeiros obstáculos, acabam desestimulados e, conseqüentemente, desistindo ou reprovando.


1.4 RESULTADO DAS ATAS FINAIS DO ANO DE 2004 DA ESCOLA CITADA

    Ao finalizar o ano letivo de 2004, verificando o aproveitamento dos alunos, constatou-se altos índices de evasão e repetência no Ensino Médio Noturno.

    Os resultados das atas finais expressam a situação crítica em que se encontra o ensino noturno confirmando, através de dados concretos, a problemática pesquisada.

    Constatou-se que os alunos na primeira série do ensino médio noturno, apresentam baixo aproveitamento e desistem de estudar com mais facilidade.

    Na segunda série do ensino médio noturno, este índice diminui, sendo que na terceira série, cai consideravelmente, tendo em vista o final da escolaridade, concluindo a Educação Básica.

    Após análise das atas finais, confirma-se a ineficiência do ensino, necessitando uma longa caminhada por parte dos educadores para reverter este quadro.


( QUADRO DAS ATAS FINAIS E GRÁFICOS = COPIAR DAS FOLHAS)


2 CAUSAS DA EVASÃO E REPETÊNCIA NO ENSINO MÉDIO NOTURNO


    Autores que tratam da educação são unânimes em afirmar que um dos maiores problemas da escola de ensino noturno, hoje, é a evasão e a repetência, não só no Brasil, mas em outros países do mundo.  É um problema grave e desafiador que deve ser motivo de análises e estudos, merecendo a atenção das autoridades governantes, da sociedade em geral e, principalmente, dos profissionais que atuam na área educacional.

    O que se presencia é uma realidade triste no país, onde os educandos quando têm  acesso ao ensino médio noturno, chegam à escola enfrentando inúmeras dificuldades e, no primeiro obstáculo, desistem de estudar ou reprovam, ampliando o índice daqueles que não concluem o ensino médio.

    Segundo o dicionário de Celso Pedro Luft evasão significa: “ação ou efeito de evadir-se; fuga. Subterfúgio; evasiva” (p. 310).

    O aluno quando toma a atitude de abrir mão da possibilidade  de seguir em frente, com êxito ma aprendizagem, é porque encontra na desistência a saída para fugir de um possível fracasso escolar.

    No meio educacional, afirma-se que aluno evadido é aquele que abandona  a escola durante o ano letivo. Este abandono, na maioria das vezes, é aceito pelos professores como algo positivo e confortante, isto é, um aluno a menos para incomodar e um a menos para elevar o índice de reprovação na disciplina em que atua. Muitas vezes, o professor exclui-se do problema, passando a culpa para o aluno que, na sua concepção, foge das responsabilidades,  principalmente por falta de interesse, por não ter expectativa de futuro, por não idealizar, por cansaço, por falta de persistência e apoio familiar, por não ter adquirido pré-requisitos mínimos necessários para freqüentar o ensino médio...

    Pode-se verificar que os alunos que evadem uma vez, para fugir da reprovação, no ano seguinte, ao receberem os informativos das notas, já se rotulam ou são rotulados como “incapazes”, portanto, acabam repetindo a façanha de abandonarem a escola, tornando-se uma prática comum por dois a três anos consecutivos, até que desistem de vez da escola e partem para o Ensino Supletivo, o EJA (Educação de Jovens e Adultos), ou só retornam à escola após alguns anos, por necessidade da escolaridade para o emprego, ou ainda, nunca mais retornam e acabam não concluindo o ensino médio.

    Analisando esta problemática sob outro aspecto, temos uma questão de relevância, a distância entre o que a escola propõe ao aluno com o que eles enfrentam na vida social. A falta de significado ou de importância naquilo que é proposto para os alunos durante a estada delas na escola, desestimula e os leva a não suportarem permanecer durante dias e meses, por quatro horas sentados, como meros ouvintes em sala de aula. Este fato, os levam ao desinteresse e ao abandono da escola, ou a tornarem-se rebeldes causando problemas ao andamento das atividades escolares, a tal ponto, de serem convidados a se retirar da sala de aula e, posteriormente, da escola, por pressão dos professores e, muitas vezes, dos colegas interessados.

    Segundo Miguel Arroyo,

... o fracasso escolar é uma expressão do fracasso social, dos complexos processos de reprodução, da     lógica e da política de exclusão que perpassa todas as instituições sociais e políticas e políticas, o Estado, os clubes, os hospitais, as fábricas, as igrejas, as escolas (...). Política de exclusão que não é exclusiva dos longos momentos autoritários, mas está incrustada nas instituições, inclusive naquelas que trazem em seu sentido e função a democratização de direitos como a saúde e a educação (2000, p.12).

    O mesmo autor prossegue dizendo que a escola, enquanto instituição de ensino, consolida, reforça lógicas, processos sociais e culturais voltados para a exclusão e seleção, através do seu sistema seriado, dos currículos gradeados e disciplinares. ARROYO afirma que enquanto não redefinirmos a ossatura rígida e seletiva do nosso sistema escolar (um dos mais rígidos e seletivos do mundo), não estaremos encarando de frente o problema do fracasso, nem do sucesso. Precisamos reeducar nossos olhares, situando o foco dos debates na estrutura do sistema escolar, na lógica que o inspira, devendo ser este o lixo central das propostas político-pedagógicas das escolas. Democratizar a escola tendo uma concepção mais humanista de educação básica, orientada para o pleno desenvolvimento humano dos educandos, para o equacionamento do fracasso escolar e superação da cultura de exclusão e seleção do nosso sistema escolar (2000).

    Os problemas familiares, sociais e econômicos são significativos, pois atualmente o aluno ingressa no ensino médio noturno precocemente, por precisar trabalhar para ajudar no sustento da família ou para manter-se e ter o mínimo necessário para sua sobrevivência, pois os pais não estão dando conta dessa tarefa, além de muitas vezes, não darem o apoio e orientação necessárias aos adolescentes que acabam não tendo maturidade suficiente para assumirem a escola, o trabalho e a vida noturna que é tentadora e sugestiva para o bate-papo, a descontração e a dispersão em bares que se instalam nas proximidades das escolas.

    Professor e escola têm papel fundamental para minimizar a evasão e a reprovação escolar. O professor, através de seu desempenho, pode ser o facilitador da aprendizagem ou aquele que contribui com o fracasso do aluno. A estrutura e organização da escola e o meio de origem dos alunos, também exercem influência para o sucesso ou fracasso escolar.

    A escola, hoje, não atende aos anseios do aluno do século XXI, ela está arcaica, não se modernizou, não acompanhou o ritmo do mundo atual.

    O aluno é considerado aprendiz, não pode fazer o que quer, nem mesmo pode errar ou experimentar o desconhecido. É manipulado e controlado através da avaliação. Seu interesse diminui a medida que recebe suas notas. Sua capacidade de pensar, inovar, encontrando caminhos próprios para superar as dificuldades na aprendizagem inexistem na medida em que lhe é dado tarefas prontas, mecânicas, que não exigem raciocínio, criatividade e interpretação.
Suas potencialidades ficam adormecidas e o aluno fica preguiçoso, querendo tudo pronto do professor, a tal ponto de reclamar se tiver que copiar e resolver uma tarefa mais complicada, que foge ao padrão do dia-a-dia de sala de aula.

    Aquele professor que quer fazer com que o aluno construa seu próprio conhecimento é criticado pelos próprios alunos como o exigente, o durão, aquele que só quer ralar com a turma. Para os colegas de profissão, este professor, é tido como o diferente ou é desconsiderado, não sendo levado a sério.

    Professores mal formados, não preparados, sem capacitação constante e desmotivados, não conseguem mudar esta realidade.

    Na opinião dos profissionais, a falta de motivação dos professores, causada pelos baixos salários e o despreparo profissional, são fatores determinantes para a má qualidade do ensino público.

    Os baixos salários acabam alimentando o despreparo ao forçar os professores a uma sobrecarga de trabalho e por não permitirem o investimento em aprimoramento profissional.

    Por parte dos professores, apesar de concluído os cursos obrigatórios, muitas vezes, o fizeram em escolas de má qualidade, contribuindo para perpetuar os problemas de formação.

    A evasão e a repetência são indicadores claros da não funcionalidade e da ineficiência interna do sistema escolar, mas para a sociedade em geral, é algo natural e quase inevitável da vida escolar.

    Podemos verificar que a repetência é a solução interna que o sistema escolar encontrou para lidar com o problema da não aprendizagem. Dessa forma, analisar as causas da repetência, é analisar a própria missão da escola, suas variáveis e processos que incidem sobre a aprendizagem no meio escolar.

    O sucesso ou o fracasso do aluno na escola está relacionado a tantos fatores, que torna-se necessário à comunidade escolar e a sociedade, encontrarem alternativas que possibilitem a todos os alunos a aquisição do conhecimento e o desenvolvimento de todas as suas potencialidades, hábitos, atitudes e valores desejados.

    Na escola, reprovação e evasão deveriam ser a exceção e a aprovação e a permanência do aluno na escola, o natural, o ideal, porque a escola existe para que haja ensino-aprendizagem e não para atestar o fracasso de professores e alunos.   


2.1 CAUSAS DA EVASÃO E REPETÊNCIA NA VISÃO DOS ALUNOS, PAIS E PROFESSORES


    Os alunos atribuem como motivos da evasão e repetência, as dificuldades que encontram na aprendizagem, não conseguindo superá-las; a falta de concentração, de estudo e interesse pelas aulas; o baixo rendimento nas avaliações; a postura de alguns professores frente aos alunos; o exaustivo dia de trabalho e a longa carga horária; o cansaço físico e mental; a desorganização pessoal; os problemas familiares e de saúde; a indisposição e o desânimo de freqüentar as aulas, pois chegam ao final da aula sem assimilarem os conteúdos desenvolvidos; entre outros.

    Para os professores, a evasão acontece porque os alunos matriculam-se na escola pensando em manter seu emprego; são imaturos; deslumbram-se pelos atrativos da noite; por desinteresse; falta de persistência e perspectivas de futuro dos alunos e da família; a incompetência de alguns professores; metodologias inadequadas; conteúdos distantes da realidade dos alunos; o término do ensino médio, para muitos, significa não o vencimento de uma etapa, mas sim o fim de uma vida social segura (no sentido de não comprometimento e responsabilidade) e divertida; a permissão do reingresso do aluno evadido, sem ônus, torna-o reincidente na evasão, por quantas vezes o acaso ou o juízo lhe permitir; falta de diálogo entre professor, aluno e família; o ensino médio não é uma prioridade para o aluno, a família, o governo e a sociedade em geral.

    Na visão dos pais, os alunos desistem de estudar ou reprovam pelo fato da escola não estar preparada para suprir as expectativas que o aluno tem da escola; a distância que existe entre professor e aluno; falta qualificação constante dos educadores para acompanhar as mudanças e evoluções da sociedade; os conteúdos não são atrativos e levam o aluno ao desinteresse; falta comprometimento familiar com a escola; falta diálogo, amor, carinho entre pais e filhos; não existe preocupação com o desenvolvimento de hábitos, atitudes e valores em casa; não há motivação e conscientização da família para a importância da educação e da aquisição do conhecimento, almejando um futuro melhor.


2.2 INFLUÊNCIAS DA EVASÃO E DA REPETÊNCIA NA FORMAÇÃO PESSOAL  E PROFISSIONAL DO JOVEM


    O Brasil não está conseguindo vencer, no ritmo desejado, o combate contra, o que é considerado por muitos educadores, o maior mal de nossa educação: a repetência e, associado a ela, a evasão escolar.

    Dados recentes do MEC (Ministério da Educação) por  meio do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) mostram que um em cada cinco estudantes do ensino fundamental e médio repetiu, em 2002, a mesma série cursada em 2001 (FOLHA DE SÃO PAULO – 23/09/03).

    O aumento expressivo da taxa de repetência aconteceu no ensino médio. Na passagem de 1998 para 1999, a taxa de repetência estava em 17,2% (dezessete vírgula dois por cento), a mais baixa em quase 20 (vinte) anos. A partir daí, passou a crescer até chegar a 20,2% (vinte vírgula dois por cento) em 2001/2002 (ibid.).

    Ainda com base na FOLHA DE SÃO PAULO (23/09/03), as pesquisas comprovam, através de dados do MEC, que o aumento do número de estudantes que abandonaram a escola foi maior no ensino médio. A taxa de evasão que em 1997 estava em 5,2% (cinco vírgula dois por cento) aumentou para 8,3% (oito vírgula três por cento) em 2001. Apesar do crescimento da evasão, foi detectado que muitos estudantes que abandonam a escola acabam voltando para a sala de aula. Nas escolas públicas, 19,5% (dezenove vírgula cinco por cento) dos alunos que hoje estão matriculados, já haviam abandonado os estudos ao menos uma vez. No curso noturno, essa proporção chega a 35% (trinta e cinco por cento).

    O problema da evasão e repetência no ensino médio concentra-se principalmente nos primeiros anos, séries em que ocorre, instintivamente, rigidez por parte dos professores na cobrança do ensino e dos resultados de aprendizagem, entendendo ser o primeiro ano a base para um bom ensino médio, portanto o aluno tem que ser muito bom e dominar bem os conteúdos desenvolvidos.  Inconscientemente os professores acabam cobrando mais desses alunos e, quando eles não apresentam o resultado esperado, é incentivado pela família, pelos amigos ou pelo próprio professor a repetir a série para ter a base necessária para fazer um excelente ensino médio.

    O ensino médio é considerado por muitos como o primo pobre do sistema escolar. Por não ser obrigatório, enfrenta a realidade da escassez de recursos e a inadequação dos currículos de estudantes que atravessam a conturbada fase da adolescência (MARIA DOMINGUES/Abr, 2003).

    Nenhuma justificativa consegue explicar o que os números traduzem tão bem: a persistência dos altos índices da repetência escolar e o aumento do número de estudantes que abandonam a escola.    

    As altas taxas de repetência ainda poderiam ser justificadas se os jovens chegassem ao final do ensino médio com um bom nível de ensino e preparados para enfrentar o mercado de trabalho, concursos e vestibulares. Mas as avaliações internacionais mostram que isso não acontece de fato.

    Somos campeões de repetência e ficamos nos últimos lugares do Programa Internacional de Avaliação de Alunos, pois estamos repetindo, mas não ensinando.

    Por causa disto, o Brasil configura-se por ter um dos piores sistemas de ensino de educação básica do mundo, com um desperdício anual da repetência/evasão escolar em 40% (quarenta por cento) do gasto público em ensino.

    Esse desperdício poderia ser utilizado para melhorar a infra-estrutura das escolas, os recursos didático-pedagógicos, o salário dos professores, os cursos de formação, dentre outros investimentos.

    É importante salientar que os jovens criticam o ensino, mas ainda prestigiam as escolas. Eles fazem queixa da escola, mas sabem que o mercado de trabalho exige cada vez mais escolaridade. Na visão dos jovens entrevistados, a escola é um importante espaço de socialização e dá prestígio, apesar de nos primeiros obstáculos, muitos desistirem. Ainda assim, a escola é vista como necessária.

    Paralelo a essa realidade, podemos verificar as profundas modificações que têm ocorrido no mundo de trabalho e que trazem novos desafios para a educação e para as escolas. São mudanças que operam no plano econômico, social, ético-político, cultural e educacional.

No plano sócio-econômico o capital, centrado no monopólio crescente das tecnologias microeletrônicas associadas à informática, rompem com as fronteiras nacionais e globaliza-se de forma violenta, excludente e sem precedentes. A nova base científico-técnica, assentada sobretudo na microeletrônica e, incorporada ao processo produtivo, permite que as economias cresçam, aumentem a produtividade, diminuindo o número de postos de trabalho. O desemprego estrutural deste início de século demarca não apenas o aumento do exército de reservas, mas especialmente o excedente de trabalhadores, ou seja, a não necessidade, para a produção, de milhões de trabalhadores. Sob a vigência de relações de propriedade privada, isto significa aumento da miséria, da fome, da barbárie social. (FRIGOTTO in: FERREIRA, 2003, P.13)

    Observa-se que a escola hoje é seletiva e excludente, bem como o mercado de trabalho, que exige um menor número de trabalhadores qualificados e com competências necessárias para atuar em vários postos de trabalho.

    Os jovens, por necessidade de auxiliar a família ou para se manterem, acabam precocemente ingressando no mercado de trabalho, sem qualificação e experiência necessárias, além de não terem escolaridade, precisam ingressar no ensino noturno para poder continuar no emprego. Com expectativas de êxito no ensino e melhoria no emprego, se frustram por não conseguirem sucesso escolar e profissional. Conseqüentemente, acabam desistindo de estudar, muitas vezes perdendo o emprego, a auto-estima, a vontade de vencer e se desestruturam, sendo levados ao desânimo e, somente a grande necessidade de trabalho levam estes jovens a lutar por um novo emprego e buscar novamente a escola.

    Percebe-se que as relações entre conhecimento e trabalho exigem a preparação do aluno para um processo de educação permanente.

    A escola deve ser um espaço de informação capaz de permitir a compreensão da realidade para nela interferir, bem como possibilitar, através de práticas pedagógicas, o desenvolvimento das capacidades do aluno, sua participação em relações sociais, políticas e culturais, o exercício da cidadania em busca de uma sociedade mais democrática.

      Cabe à escola, a construção da cidadania e doa valores éticos inerentes a ela como a dignidade humana, igualdade de direitos, abolição de qualquer tipo de discriminação, solidariedade, respeito e a introdução de temas extraídos do contesto atual como: a inserção no mundo do trabalho, cuidados com a saúde física e mental, educação sexual, preservação do meio ambiente entre outros.

    A própria LDB deixa claro que a intenção maior é criar condições para a formação do trabalhador cidadão flexível, exatamente ao gosto exigido para acumulação do capital, mais um paradigma a ser analisado e trabalhado pelos educadores em prol dos aducandos.

    Portanto, torna-se fundamental uma educação básica de qualidade, que deve ser de fato a base para a formação de todos para enfrentar e transformar esta sociedade seletiva, discriminatória e excludente.

    Mas a educação básica não pode ser desarticulada a tal ponto de não passar o essencial para os alunos e não chegar a lugar algum. A escola é o espaço responsável pela capacitação à cidadania e deve ser o passaporte dos alunos para o mundo de trabalho, para a construção de um novo mundo, de uma nova sociedade, mais justa, humana e solidária.

    A escola e o ensino médio precisam deixar de ser apenas transmissores de conhecimento, para serem capazes de oferecer a todos, que a procuram, uma proposta que integre conhecimentos possibilitando articular teoria e prática, pensamento e ação.

    O trabalho pedagógico deve ser organizado para a integração de sujeitos, professores e alunos com o conhecimento, tendo em vista aprendizagens significativas. Para isso o  planejamento de  ensino deve articular objetivos, conteúdos, metodologias, avaliação contínua, dinâmica e globalizante, voltada para a formação de seres humanos críticos, questionadores, atuantes, solidários, responsáveis e capazes de mudar a realidade em que estão inseridos.

    A postura comprometida com o fazer pedagógico e o social é condição básica para superar um ensino paralisante, transmissor de verdades, conceitos e preconceitos cristalizados e para permitir uma prática pedagógica transformadora. Tarefa complexa, que exige do professor uma formação que leve em conta sua capacidade de desenrolar a pesquisa para a construção do seu saber-fazer em sala de aula.

    Os alunos, em geral, ainda acreditam na escola e vêem nela a possibilidade de aceso ao conhecimento e a preparação para um trabalho, para um futuro melhor. O que não pode acontecer, é que continuemos de braços cruzados, aceitando o genocídio da esperança dos jovens ao não cuidarmos da escola e da comunidade escolar em geral.

    A batalha é pela qualidade do ensino, ao emprego, a saúde, a moradia e a vida e pelo combate às injustiças sociais e às desigualdades de acesso a escola.

    Governantes, educadores e a sociedade em geral devem se dar as mãos para que a educação não seja prioridade apenas nos discursos e nas leis, mas sim na prática, pois nenhuma grande mudança social se faz sem educação.

    Precisamos elevar auto-estima dos adolescentes, levando-os a ter certeza que são capazes de conquistar ideais, através do conhecimento, da vontade e do trabalho, tornando possível uma vida melhor. Caso contrário, teremos uma geração de desesperançosos, alienados e sem expectativa de futuro.
 

3 NOVAS  PERSPECTIVAS PARA MINIMIZAR A EVASÃO E A REPETÊNCIA


    Atualmente os pesquisadores sugerem que os envolvidos com  a educação devem analisar os fatores que geram  a produção do conhecimento, o prazer no ato de ensinar e aprender, aprender a aprender, em contra partida teremos professores e alunos motivados e receptivos para um melhor resultado do processo ensino-aprendizagem, conseqüentemente, diminui-se os altos índices de evasão e repetência escolar.

    Conforme FREIRE “ Ensinar a aprender só é válido (...) quando os educandos aprendem a aprender a razão de ser do objeto ou do conteúdo. É ensinando Biologia ou outra disciplina qualquer que o professor ensina os alunos a aprender” (2000, p.81).

    O aprender-ensinar exige a formação permanente do educador, que ao formar-se, vai educando-se em processo contínuo e sistemático, paralelo ao que se estabelece na relação aluno-professor, re-pensando o conhecimento que já sabe para ensinar, aprende ao ser estimulado pela curiosidade do aluno que quer aprender ou, aprender mais, assim ensinando. O educador só ensina se, ao mesmo tempo aprende de seus educandos, de suas experiências mal ou bem vividas (FREIRE, 2000).

    O diálogo entre educadores e educandos é fundamental para o conhecimento das diferenças, da leitura de mundo, dos saberes adquiridos, para que haja confiança, respeito e o engajamento necessário no ato de ensinar e aprender, aprender e ensinar.

    Conforme Caderno Temático Nº 9, “respeitar as diferenças entre os alunos é uma tarefa que exige, sobretudo, sensibilidade, humanidade e cooperação entre os professores” (2000, p.15). Porém, normalmente o que se vê nas escolas é o diferente sendo colocado como negativo, como anormal em educação.

    Torna-se necessário o questionamento dos paradigmas educacionais, por parte de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, para que mudanças significativas aconteçam nas escolas, visando a melhoria da educação e, conseqüentemente, a melhoria da sociedade.

    Faz-se necessário analisar criteriosamente a comunidade escolar e verificar o que se quer do aluno, porque queremos mudanças e onde queremos chegar. E quando detectamos problemas como os da evasão e da repetência, precisamos buscar caminhos para minimizar esta situação, identificando as causas, não só do fracasso escolar, mas dos fatores que geram o sucesso escolar.

    Podemos verificar que a influência do professor, o seu fazer pedagógico, seu relacionamento com o aluno, suas atitudes, a sua forma de avaliar, seu comprometimento com o processo ensino-aprendizagem e a preocupação com o sucesso do aluno, fazem a diferença para a sua permanência e aprovação escolar.

    Não podemos,jamais, enfatizar os fracassos dos alunos, nem sua incapacidade, precisamos sim, estimular a coragem, o interesse por aprender, confiança em si mesmo e a esperança em futuras realizações.

    Torna-se necessário também que os educadores utilizem-se de métodos mais eficazes para tornar a aula mais interessante e significativa para os alunos, levando em consideração os saberes adquiridos e as diferenças individuais, criando e recriando experiências de aprendizagem.

    É importante levar em consideração o aspecto emocional do aluno, as influências familiares e sociais que acabam interferindo no processo ensino-aprendizagem.

    É papel da escola, possibilitar aos alunos, integrarem-se ao mundo contemporâneo, nas dimensões fundamentais da cidadania e do trabalho.

    A avaliação e a recuperação paralela, exigência da LDB (Lei 9394/96), também exerce grande influência na aprendizagem.

    Muitos são os fatores que favorecem o sucesso do aluno na escola, a começar pela própria escola que precisa ser eficaz, deve utilizar-se da gestão democrática e da atuação permanente do Conselho Escolar contando com o apoio, respaldo e participação da comunidade, que tem que questionar, avaliar e criar caminhos para solucionar seus problemas e conquistar seus ideais, sendo que estes devem estar expressos no Regimento Escolar, no Projeto Político Pedagógico e nos Planos de Estudos, contendo também, toda a estrutura administrativa, pedagógica e financeira.

    Cabe à escola, conforme ILMA VEIGA (2000), organizar seu currículo voltado para as necessidades locais, sendo o Projeto Político Pedagógico uma parte fundamental, pois expressa a vontade e o direcionamento que se deseja dar para a escola e para os educadores.

    Segundo FREIRE, no livro Pedagogia da Esperança, o educador não pode tomar posse do currículo, mas desenvolvê-lo de forma democrática, respeitando as diferentes leituras de mundo, para que se chegue a compreensão e a transformação da sociedade (2000).

    Na gestão democrática é fundamental trabalhar e apoiar as lideranças de educandos e educadores, para que as diretrizes e metas da escola aconteçam num clima propício e sejam discutidas, analisadas e avaliadas de forma imparcial, por todos os participantes do processo.

    A escola deve deixar de ser a excelência, como afirma Lino de Macedo, e sim deve tornar-se uma escola para todos, que busca praticar conquistas sociais e políticas, onde tudo é possível, tudo pode ser (2000).

    Segundo o mesmo autor, “é a escola que expressa compromissos decorrentes da Declaração dos Direitos Humanos, da Constituição de 1988, do Estatuto da Criança e do Adolescente e das Leis de Diretrizes e Bases de Educação Nacional”(2000, p. 8).

    É importante que a filosofia da escola esteja alicerçada nas leis acima citadas. Nesse contexto, a escola deve fixar metas e definir objetivos gerais de aprendizagem claros, com especificidades para cada fim, levando em consideração o tempo para se alcançar as metas e objetivos com o sucesso desejados.

    As pessoas depositam na escola eficaz a esperança de um futuro melhor, na qual desenvolve-se e cultiva-se valores e princípios, onde as diferenças são respeitadas, os saberes adquiridos são trabalhados e as singularidades e potencialidades passam a ser desenvolvidas, bem como as competências e habilidades de cada um, através de projetos educacionais e pedagógicos.

    Afirma FREIRE, no livro Pedagogia da Esperança (2000) que “...o que se exige eticamente de educadores e educadoras progressistas é que, coerentes com seu sonho democrático, respeitem os educandos e jamais, por isso mesmo, os manipulem” (p.80). Prossegue, dizendo estar “convencido da importância, da urgência da democratização da escola pública, da formação permanente de seus educadores e educadoras, vigias, merendeiras e zeladores” (p.23).
    É fundamental que a escola esteja preparada para receber a demanda diversificada de educandos que absorve a cada ano. O educador jamais poderá subestimar ou negar os saberes adquiridos através de experiências vivenciadas por estes educandos, mas sim, deve partir desses conhecimentos, criando possibilidades para a produção ou a construção de novos saberes.

    Outros aspectos relevantes são o ambiente escolar agradável, a capacitação constante dos professores, a avaliação e as relações de amizade entre educadores e educandos. A expectativa positiva em relação ao rendimento do aluno, a sua capacidade de aprender e a forma como o professor avalia, é de extrema importância para a permanência do aluno na escola. Estes fatores servem de motivação tanto para professores, quanto para alunos e familiares.

    Os caminhos a serem percorridos hoje, pela escola, são muitos, mas quando encontramos alternativas viáveis, para a efetiva participação da comunidade escolar nas decisões e rumos que a escola deve seguir em prol de melhores condições de aprendizagem e êxito de todos, a médio e longo prazo, passa a se concretizar.

    É preciso escola, família e sociedade darem as mãos, se auto-avaliarem , não para encontrarem culpados, mas para abrirem caminhos onde todos terão voz e vez no ato de ensinar e aprender.

    Para chegarmos a uma educação inclusiva, libertadora e transformadora, precisamos de políticas públicas coerentes com as nossas necessidades regionais, as quais devem levar em consideração nossa realidade sócio-econômica, histórico-cultural, capacitando profissionais em educação, bem como melhorando os cursos de formação e capacitação dos educadores. Precisamos de governos sérios e responsáveis que, além de priorizar, “invistam” nas escolas, permitindo acesso a todos a uma educação de qualidade, para que os índices de evasão e repetência sejam extintos nas escolas do nosso país.


3.2 ESTRUTURA DO SISTEMA ESCOLAR

3.3 AVALIAÇÃO E RECUPERAÇÃO PARALELA


    A avaliação e a recuperação merecem um estudo mais detalhado, pois é muito grande a influência que exercem na aprovação, reprovação ou evasão escolar.

    O autoritarismo e a arbitrariedade do processo avaliativo originam-se, muitas vezes, de uma incansável busca de um padrão uniforme, através da definição de critérios comparativos, onde o aluno não sobrevive à fúria avassaladora da comparação, resultando na perversidade de uma escola seletiva e excludente,e muitas vezes, monótona pela sua incapacidade de valorizar as ricas experiências de vida e diferentes formas de pensar de crianças, jovens e adultos diferentes (Caderno Temático Nº 9, 2000, p.15).

    A avaliação é parte integrante do processo ensino-aprendizagem, ela exerce grande influência na prática educativa e se for usada para controlar os alunos, acaba fragmentada.

    A avaliação escolar quando aplicada de forma qualitativa e democrática, pode levar a melhoria da aprendizagem; auxilia o aluno a motivar-se para novas aprendizagens; leva o professor a descobrir em que aspectos o aluno precisa melhorar e em que sua atuação deve modificar para que os alunos dominem os conhecimentos curriculares necessários.

    Nesse processo, o professor não deve acreditar que a culpa do fracasso do aluno esteja nele mesmo ou apenas na turma, portanto é imprescindível que os envolvidos se auto-avaliem de forma democrática e participativa, identificando as causas das dificuldades e do baixo rendimento escolar, para posteriormente, através de novas técnicas, recursos, estratégias e instrumentos que forem aplicados, possa-se tentar reverter o quadro crítico do baixíssimo rendimento.

    A recuperação paralela realizada ao longo do ano letivo, durante o processo ensino-aprendizagem, é vantajosa e traz alguns benefícios para o aluno. Ele consegue sanar as dificuldades, estimula seu esforço em aprender, a cada nova oportunidade que lhe é dada sua autoconfiança e vontade de superar deficiências aumentam, a auto-estima se eleva e, conseqüentemente, ocorre sucesso escolar.

    Porém, a concepção de avaliação e recuperação  existentes na maioria das escolas, hoje, não funciona assim, ela serve de reguladora e controladora do processo; os professores não se capacitam, utilizando-se de práticas deficientes e ultrapassadas; muitas vezes faltam objetivos claros; os alunos não conseguem ler, escrever e interpretar; não conseguem se expressar oralmente e por escrito; a escola não consegue desenvolver o pensamento crítico do aluno; é mera transmissora do conhecimento; utiliza-se de precários métodos de ensino, baseando-se em livros didáticos deficientes; falta apoio pedagógico para os professores; a formação deficiente do professor e a falta de atualização constante, levam ao ensino desvinculado da realidade; utilizam-se de atividades insignificantes com os alunos; às vezes falta domínio de turma e de parte do conteúdo a ser desenvolvido. Esses fatores, somados a tantos outros, geram o fracasso escolar.

    A avaliação é um instrumento que deve auxiliar a recuperação e, conseqüentemente, a aprendizagem.

    É importante salientar que a nota é uma conseqüência da dedicação e esforço conjunto, de professores e alunos no ato de avaliar e não a razão da existência da avaliação.


3.4 CAMINHOS PERCORRIDOPS PELA ESCOLA

3.4.1 PLANEJAMENTO ASMINISTRATIVO PEDAGÓGICO

3.4.2 PESQUISA REALIZADA COM PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO


Hosted by www.Geocities.ws

1