Caros amigos Resistentes:
Há tempos, as mais diversas correntes de pensamento explicam a morte... E são tantas as informações sobre ela que as dúvidas, ao invés de diminuírem, aumentam. Seria o fim de tudo para quem morre? Seria uma viagem para um “depósito de almas” (céu, inferno, purgatório...), onde o indivíduo irá esperar, em sono profundo, o “julgamento final”; ou a oportunidade de se passar para outra dimensão evolutiva, que é infinita e permite um estágio para novas etapas?
Quais são os fundamentos que cada corrente apresenta, ao sustentar tais respostas? Quais as que se fundamentam nas crenças das idéias herdadas e nunca questionadas? Quais propõem validade tendo em vista os fatos naturais?
Afinal,
HÁ VIDA APÓS A VIDA ?
Eu, Márcia Brizolla estou propondo esse tema para debate no Grupo Resistência. Decerto, serão muitos os pontos de vista... Teremos amplo e vasto universo de idéias e alegações; fatos ou boatos; ilusões ou afirmativas lógicas; debates e opiniões... Mas, o importante é o espaço que o site do Grupo Resistência abre para mais uma discussão saudável, que sem dúvida, deverá elucidar e esclarecer aos que buscam elucidação e esclarecimento...
Márcia Brizolla

Caros integrantes do grupo Resistência:
Se fosse materialista, diria que é "obvio que não existe". A vida é uma só, e como tal deve ser vivida ao máximo aqui e agora, pois amanhã, se eu deixar de existir, terei perdido "algo" que deixei de aproveitar.
Agora se fosse espiritualista, de qualquer corrente que seja, diria que "é claro" que sim! Seja esperando um juízo final, indo para o céu, inferno, depósito ou o que seja.
A questão seria definir o que está certo: o materialismo, a visão espiritualista, ou o que quer que seja!
Abordando apenas a questão materialista aqui e somente se fixando nessa idéia apresentada que "a vida é agora". Levando às mais altas conseqüências, porque seria necessário se fixar a pessoas, se tudo vai acabar, assim que eu deixar de existir? Pensando dessa maneira em primeira instância tudo justificaria para um egoísmo pleno. Contudo a realidade se impõe sobre essa visão simplista. Nesse meu egoísmo, não poderia sair atirando em quem eu queira, ou pegando o bem material que desejar, pois o fato de se convivência sociedade se imporá sobre mim. Portanto, tenho que conviver com outras pessoas e aceitar certas regras de conduta, para ter um mínimo de possibilidade de viver mais um pouco e não "deixar de existir". É fato também que buscamos conviver com pessoas, e na grande maioria dos casos, formar uma família. E novamente, nessa convivência, existe reciprocidade e regras para um mínimo de uma boa convivência. Não poderia dentro de minha casa, deixar o lixo onde quisesse pois senão eu próprio não suportaria viver no local. Se devido essas situações entendesse que deveria viver em uma sociedade melhor, e para isso trabalhar para construí-la, já seria vantagem para a sociedade, por ter uma pessoa colaborando para a construção do bem coletivo.
Mas o fato seria questionar as bases do materialismo, para saber o que vive. É um cérebro material? aquele ser que vemos andando, conversando, agindo, é o cérebro?
David Canassa

Para desvendarmos a questão “há vida após a vida?” teríamos que definir o conceito vida para verificarmos se ela existe e se tem uma continuidade ou fim, pois, discutir baseado na crença da existência da vida é se sujeitar a conjeturar sobre fantasias.
Contudo, se ao invés de falarmos sobre a vida considerarmos como objeto de estudo a nossa própria existência, enquanto seres que sentem e pensam, partiríamos de algo constatável experimentalmente. E esclarecer-se sobre nosso amanhã é de fundamental importância para quem não quer se dar um diploma de burro, visto que o burro não pensa sobre o tempo que há de vir, ele apenas “vive a vida”, como burro.
Levando em conta a lei natural de causa e efeito, os atos atuais e não a crença do que os atos provocam, determinam o futuro. Por isso também que esta questão deve ser encarada de uma maneira racional e não baseada em fé.
Então, de acordo com a lógica encontramos duas possibilidades: de deixarmos de existir ou não.
Normalmente a visão do cientista materialista, que afirma que a nossa existência acaba, é propagada como racional e as dos que discordam como mística.
Onde está a fundamentação racional dos cientistas materialistas? Se estes também não provarem aquilo que afirmam, serão tão crentes quanto os crentes que criticam. Eles não têm como provar experimentalmente a inexistência deles, pois a própria existência dos mesmos prova o contrário. Se falarem do outro que “morreu” como quem acabou, também não provam, porque o fato do outro não mostrar seus sentimentos e pensamentos demonstra apenas que não pode ou não sabe como se comunicar. Levantando a hipótese do corpo servir enquanto um meio de comunicação do ser sentimental e pensante, poderíamos compará-lo a um telefone que quando quebra durante uma conversa não indica que o interlocutor deixou de existir. Isto é absurdo!
Uma coisa é logicamente clara, se os materialistas estiverem errados estarão totalmente despreparados para o futuro depois da “morte”, com problemas que construíram para si se valorizaram apenas coisas temporais. E, se estiverem certos, nem ao menos terão o prazer de se vangloriarem pois não existiram para isso.
Também muitos espiritualistas, ou que se denominam espiritualistas, não fundamentam suas proposições sobre este tempo após “morte” e agindo conforme suas crenças podem ficar tão despreparos quanto os materialistas...
Daí fica a questão: Se agir como materialista ou como espiritualista fantasioso é burrice, como agir?
Pelo jeito temos muito o que estudar sobre a natureza espiritual dos seres, considerando a continuidade de nossa existência, pois se houver um fim com a chamada “morte” nunca saberemos que estivemos errados...
Sandra Ayumi Oshiro

Há vida após a vida?
É interessante observar que temos experiências ao longo de nossas vidas que poderiam ser fontes de estudo para esta questão. Por vezes, passamos por situações que nos fazem sentir protegidos, aquecem nosso coração e como bons materialistas deixamos para lá ou lançamos mão de explicação de alguma autoridade no assunto. Quem já não passou por situação em que percebeu a presença tão nítida de um parente querido ou um amigo já desencarnado e o momento trouxe lembranças e detalhes antigos que você comenta: Parecia tão real! Será que era? Claro que não!! Coisa da minha cabeça!!
Certa vez conversava com uma mãe que me contava que se surpreendeu com o filho fazendo-lhe brincadeira costumeira de tocar seus lábios com o dedo "tirando tostão" e se deu conta de que estava sozinha. Apesar de ter sido momento maravilhoso em que se pôs a rir, o filho desencarnado não poderia ter feito tal carinho tão costumeiro quando encarnado.
Não somos cientistas e todas experiências que temos desprezamos, ignoramos amigos desencarnados não acreditando nem mesmo na Física que nos diz que nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Nosso corpo se transforma integrando-se novamente a natureza. E Eu? Sinto e penso, logo, existo! O que acontece Comigo se perdi meu corpo? Podemos observar a inteligência de Deus na natureza e concluir que não pode ser tão pequena em relação ao homem já que este faz parte da natureza, não pode lhe caber algo tão pequeno e programado como nascer, crescer, procriar, envelhecer e morrer.
Não somos iguais, porquê uns tem uma capacidade imensa de resolver problemas e outros somente a capacidade de criá-los se todos somos filhos do mesmo bom Deus? Somente a evolução psíquica através do aproveitamento das experiências explicaria nossas diferenças. Construímo-nos individual e continuamente.E você? Já teve alguma experiência? O que fez com ela?
Alcione Quadros

Caro Amigos Resistentes,
A questão proposta é muito interessante,pois, mais uma vez, nos faz parar e, PENSAR um pouco.
Há muito tempo, tenho ouvido, de diversas pessoas, que estamos nesta vida de passagem e, ao pensar na questão que os caros amigos propõem, pensei:"...que passagem é essa?, para onde leva?...".
E...,não consigo imaginar outra resposta para a pergunta dos caros amigos, que não seja SIM, há vida após a vida!
Para mim, não seria lógico passarmos todas as experiências, aprendizagens,conflitos,sofrimentos,alegrias,conquistas,para depois que,"morrermos", tudo se acabar, como se nada tivesse acontecido,como se nada tivéssemos aprendido até então.E os nossos sonhos de vida melhor, de nos tornarmos passos melhores, de nos ajudarmos uns aos outro nas dificuldades?E os nossos planos para o futuro, as amizades que podemos melhorar e as que podemos conquistar?...Tudo isso não pode ser em vão,a natureza divina é inteligente e lógica e, é dessa natureza que viemos, não podemos desprezar, ignorar essa inteligência,que, de alguma forma nos trouxe até aqui.Estamos aqui de passagem? Os fatos mostram que sim, porém, existimos, para naturalmente evoluirmos e, não podemos deixar de existir de uma hora para outra, como mágica, pois, como já havia dito, a natureza, de onde viemos é inteligente.Caberá a cada um construir aquilo que acha ter de mais valor, porém, levaremos dessa existência somente aquilo,que com ela, aprendemos e conquistamos espiritualmente, a matéria fica, EU vou, para uma nova etapa da vida,procurando aprender cada vez mais, com o objetivo da evolução espiritual.
Fico por aqui, muito obrigado pela experiência.Abraços.
Patrícia Cristina Ribeiro dos Santos.

A revista Super Interessante edição 216-ago/2005- Apresenta uma matéria com o seguinte título:" ELES VOLTARAM DA MORTE"(A ciência finalmente começa a desvendar as experiências de quase-morte. E a compreender o que acontece quando a vida termina). O título sugere que a "ciência" tem alguns comentários sobre a vida após a vida. Entretanto a matéria relato alguns depoimentos de pessoas que passaram pelo EQM(experiência quase-morte), e tentam explicar dentro dos padrões estabelecidos, ou seja se um fenômeno não for reproduzido na mesma proporção intensidade e forma não pode ser considerado científico. Tentam "responder" para as experiências específicas como sendo resultados do funcionamento cerebral.
1) Se o cérebro é uma parte do organismo que tem um padrão de resposta, assim como o coração o pulmão por ex. e outros, como pode as experiências relatadas serem resultados cerebrais?
2) Por que a ciência está padronizada explicar situações por um caminho não significa que fenômenos dessa natureza não possa ser explicado.
3)Não admitir que não consegue explicar não elimina os acontecimentos.
4) Quem é a "ciência " no momento da pesquisa? Homens materialista que buscam resposta na maioria das vezes esperada.
Abraços Mary

Querida amiga Mary
E o que dizer da Fisica Quântica que, segundo consta, seu desenvolvimento está
criando problemas a ciência "tradicional".
Querida isto é um problema deles, se bem que para nós convictos, há a esperança
desses irmãos descobrirem as lógica da existência do espírito por outros
caminhos, o que pode nos interessar.
Fique com Deus
abrs.
Celso Bersi
