A IMPRENSA PODRE
Não
fosse a verdadeira tragédia em que foi transformado o cotidiano brasileiro, com
os ladrões de colarinho branco carregando tudo, vendendo e doando tudo,
arrasando com a vida do povo, roubando o que encontram pela frente, pilhando,
sem punição alguma, nós estaríamos morrendo de rir, com o despreparo dessa
imprensa (a quem o candidato presidencial do PRONA, Enéas, classifica como
"Imprensa Podre") e a evidente má fé, notada na postura de
"renomados" jornalistas. Não tenhamos qualquer dúvida, com relação
a um fato que salta aos nossos olhos: a guerra civil, que vai avançando no
Brasil (com os já aterradores registros oficiais de mais de 30 mil homicídios,
anualmente), irá ser intensificada, porque, com o atual modelo, não há como
regredir.
Não
temos emprego, não temos educação e nem a menor perspectiva de alguma
melhoria (com os despreparados dirigentes, larápios da pior qualidade,
afundando o Brasil), tudo que temos, ou quase tudo disponível, é falsificado e
poluído (começando pelos remédios, passando pelos alimentos, a água, etc.,
etc.). Em todas as instâncias, há corrupção e duplo sentido, a pornografia
invade e domina os lares, dita normas e padrões, com as emissoras sendo
capitaneadas pela Rede Globo de Televisão. Convivemos com preocupante
descalabro e não existe força humana que se mobilize para dar um basta a tais
absurdos. De maneira que, infelizmente, é primordial que fiquemos bem atentos:
os atuais níveis de violência, tidos como insuportáveis, serão triplicados
ou quadruplicados!
Faz
quase quatro anos que a imprensa nacional diz ao povo que "o Plano Real é
ótimo, bem elaborado, verdadeiro milagre!" Muito embora tivesse destacado,
desde o princípio, que ele funcionaria melhor, "bem melhor," se não
se comprasse nada, não se efetuassem gastos e nem fosse movimentado qualquer
numerário, pois, isso, poderia causar sérios danos às nossas frágeis contas
públicas. O Plano Real surgiu como o "Plano da Inação,"
estabelecendo a paz e a tranqüilidade dos cemitérios. Diante da intensa
lavagem cerebral, a que todos nos vimos submetidos, não seria possível deixar
de se acreditar, piamente, nos seus "benefícios." A Imprensa embarcou
nessa canoa maldita. Afinal, o bombardeio diário vivia proclamando as excelências
das medidas.
Num
passe de mágica, o então presidente da República, Itamar Franco e seu
ministro da Fazenda da época, Rubens Ricúpero (logo depois substituído por
Fernando Henrique Cardoso, hoje elevado à magnífica e gratificante função de
imperador de proveta), aplicaram o "golpe do vigário" e fizeram com
que a nova moeda surgida, o "Real," passasse a valer tanto quanto o dólar
norte-americano (logo no início, valia mais, muito mais. Chegou-se a comprar um
dólar norte-americano com apenas 85 centavos de Real), mesmo em se constatando
que a nova moeda não conseguiria melhorar o nosso nível de atividade produtiva
e, ainda, que todo o quadro político e administrativo iria permanecer da mesma
forma como se encontrava antes do lançamento do Plano (será que esses
farsantes sabem mesmo o que na realidade endossaram e criaram, será que eles têm
consciência da miséria causada por tal Plano, nos alarmantes e demolidores
desdobramentos?). FHC é tão pilantra, tão calhorda, tão mentiroso e tão
desavergonhado, que assumiu a paternidade de um Plano que não é seu (embora não
assuma o filho que teve com a ex-repórter da TV Globo, Mirian Dutra).
Mas,
de repente, quase quatro anos depois, no auge de uma crise que a Rede Globo de
Televisão insiste em classificar como "internacional" (uma coisa nada
tem a ver com a outra, é tudo engodo e mentira), divulgando que a culpa é tão
somente dos outros países (e não dos vagabundos que aí estão, sem fazer
nada, gozando das mordomias do poder), sem que se saiba o porquê (pois, da
mesma maneira que não explicaram as razões do proclamado "sucesso,"
ninguém sabe justificar os motivos do monumental fracasso), deu-se início a
"amplo debate" a respeito do Plano Real, lastreando-se tal debate,
mesmo assim, na pura mistificação, na empulhação e no engodo, atribuindo-se
a culpa, apenas e unicamente, à alegada e indefinida "crise
internacional," mais uma vez. " Veja nos outros links a verdade sobre
o Plano Real , expostas numa cartilha publicada por Enéas Ferreira Carneiro, desde
o ano de 1994.
A
Rede Globo de Televisão, que vive difundindo a pornografia em todos os horários
identificados como "nobres," transformando-os em horários indignos e
pobres (corrompendo e destruindo a infância e a adolescência desse nosso
triste país), usa e abusa da função de porta-voz do governo, qualquer governo
(pois se alimenta e se ceva em todos eles, vive pendurada no orçamento da União),
colocou no ar, há alguns dias, um de seus principais "comentaristas,"
Arnaldo Jabor, que se afirma "jornalista" e "cineasta," o
qual concedeu "nota zero" à empresa norte-americana, Moody, por esta
ter rebaixado o nível do desempenho de nossa economia, alertando a possíveis
investidores acerca dos perigos existentes com referência à aplicação de
dinheiro no Brasil. E vejam bem: o governo federal isentou o especulador
estrangeiro de qualquer imposto, seja de renda ou do que for, permitindo-lhe vir
aqui, para jogar no cassino da Bolsa e levar o dinheiro de nosso suor e trabalho
árduo, sem prestar nenhuma satisfação. O "sábio," "ínclito,"
"culto," "genialíssimo analista," Jabor, tomou as dores do
Palácio do Planalto, tentando tapar o sol com uma peneira, no meio de rombo sem
tamanho, no exato desfecho dessa crise avassaladora, destruidora, no afã de
enganar, o país inteiro, como sempre tem feito a Rede.
Aliás,
quando não vem Arnaldo Jabor, que por sinal foi deslocado para Brasília, a fim
de fazer "cobertura" mais adequada da campanha presidencial de nosso
imperador de proveta, FHC, aparece Alexandre Garcia, aquele mesmo que era
porta-voz oficial, funcionário do governo do general João Figueiredo (1979-85)
e que foi demitido a bem da moral, depois de posar nu para a revista, "Ele
e Ela," deitado placidamente em uma cama, onde dizia, candidamente, ser ali
o lugar em que "abateria" suas "lebres." É esse mesmo
Alexandre Garcia, funcionário fantasma aposentado do Banco do Brasil, que gosta
de fazer caras e carinhas enquanto prega lições de moral ao povo (santa
hipocrisia!), através da imunda e perniciosa Rede Globo de Televisão. O
Brasil, nessa era de mídia eletrônica, desde que Roberto Marinho construiu
monumental império de comunicações, vem sendo ludibriado, enganado, governado
e assaltado por aquela emissora.
É
ela a principal responsável pela eleição de Fernando Collor de Mello, em
1989, a quem abandonou nas primeiríssimas manifestações contrárias,
originadas nas ruas, e abandonará FHC se nosso imperador cair em desgraça,
cometendo os crimes mais hediondos, em termos de mistificação e manipulação
da informação, causando danos irreparáveis e de desastrosas e lamentáveis
conseqüências. As emissoras de televisão no país, seguindo "padrão
moral" e comportamental, estabelecido pela Rede Globo de Televisão, estão
se especializando na promoção, estímulo e divulgação da prostituição, em
todos os níveis, mas ninguém enxerga nada e nenhuma autoridade responsável
aparece, para tomar a menor providência ou medida corretiva. Nos eufemismos
aplicados, o verbete, "prostituta," foi transformado em sinônimo de
"modelo," ou "atriz," massacrando-se e humilhando-se nossa
juventude, absolutamente desprotegida, enquanto que as ações de libertinagem
tornaram-se sinônimo de "liberdade" e de "combate à
censura." A verdade é que os valores e laços de família vão sendo,
deliberadamente destruídos, a pretexto de uma forma de "democracia"
que não passa de depravação e pregação desmoralizadora, imoralidade pura e
simples. Até a democracia eles conseguiram diminuir e desmoralizar.
Com
a brutal medida que decretou o aumento das taxas de juros, na busca desesperada
por uma recondução ao Palácio do Planalto (a reeleição se impôs, como
obsessão, desde o instante da posse), querendo ganhar de imediato, ainda no
primeiro turno, o governo FHC desferiu, finalmente, o tiro de misericórdia no
Plano Real. Mas, a Rede Globo de Televisão continua insistindo na reeleição
de Fernando Henrique Cardoso, com a apresentação de "pesquisas
eleitorais" empreendidas pelo IBOPE, que só falta nos matar a todos de
tanto rir! A imprensa, agora (e somente agora), com honrosas e raríssimas exceções
de praxe, começa a descobrir e debater uma crise que não sabe a que ou a quem
atribuir, dedicando-se a dificílimo exercício mental de imputar
responsabilidade a uma abstrata razão de cunho "internacional." O
Brasil tem jeito e há como se reverter toda essa miséria, mas é preciso que
se fortaleçam as instituições, inexistentes no presente momento e que se dê
um basta definitivo à sistemática tarefa de mistificação que os principais
órgãos de comunicação patrocinam.
Estamos
mergulhados na mais grave crise de que se tem notícia ou registro em toda a
História do Brasil, mas poucos se dão conta. Estamos vivendo período delicadíssimo
de guerra civil e de crise de governabilidade, porque os ladrões de colarinho
branco não são colocados na cadeia, porque os dirigentes conquistam mandatos
que lhes dão respaldo, apoio e certeza de impunidade, no vergonhoso e
programado desvio do dinheiro público. E, enquanto isso, a imprensa permanece
imersa, num jogo de faz-de-conta e poucos conseguem discutir, com seriedade ou
profundidade, os dramas de nossa existência. O ato de existir está se tornando
cruel e insuportável, devido às condições que nos são impostas. As cidades
estão inchando, sem oferecer conforto, os impostos são surrupiados, a
atividade produtiva vai sendo paralisada por inteiro, o analfabetismo está se
tornando doença crônica, mas a maioria dos que fazem a Imprensa continua a se
divertir, de maneira irresponsável, num jogo de cartas visivelmente marcadas.
Nós
temos de promover reformas radicais na legislação, que só favorece os ricos e
bem situados, colocando na cadeia os ladrões do dinheiro público, aprisionando
os bandidos mandatários que se cobrem de privilégios e vivem escorregando por
todas as brechas das leis por eles mesmos criadas. Além disso, é tarefa inadiável
a participação de toda a sociedade, na discussão ativa a respeito da função
social de nossos órgãos de comunicação (especialmente no que diz respeito às
redes, cujos proprietários integram a chamada "classe política,"
mandatários que não representam coisa alguma, unicamente seus próprios
interesses), eliminando-se, de uma vez por todas, a miséria pornográfica, os
desmandos morais, a violência gratuita que envenena e deforma nossas crianças
e nossos adolescentes. É indispensável que se ponha termo, rapidamente, à prática
criminosa da Rede Globo de Televisão, responsabilizando-se seus diretores e
proprietários na forma de leis que defendam os direitos da população. O
Brasil não pode e nem deve ficar a mercê de meios de comunicação que
trabalham, incansavelmente, com o evidenciado objetivo de criar verdadeira
"terra arrasada." Esse é um dos muitos dos enormes desafios que se
estendem à nossa frente, às vésperas da virada do século.
11/09/1998