
Quem não viveu um grande amor no litoral brasileiro, ou não foi à praia, ou não foi jovem.
Aqui, na serra, diz-se que "amor de praia não sobe à serra".
"Subir à serra", tem conotação de compromisso, quiçá, casamento. Assim, as paixões que surgem na praia, durante o veraneio, são tão intensas quanto efêmeras.
Será isto verdadeiro? Será que o "amor" nascido para o momento, num cenário de tranquilidade e descompromisso, tem a pretensão de "subir à serra"?
Se sobe, dá um colorido diferente a quem chega. Mas está sempre de malas prontas pois, com a mesma intensidade com que vem, pode partir. Livre, pode ir e vir...
"Eterno enquanto dura" este é o sentimento do poeta e provavelmente do jovem que põe em prática o verso.
(Sônia Ferronatto)