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CDurao
Colocada: Dom Mai 17, 2009 5:52 am Responder com Citação
Registrado em: 30 Mar 2007 Mensagens: 745
Gascon, Gascon, companheiro (és galego, não?), já suspeitava eu que ia sair esta:

"A respeito do ceceio de certos (duros e truculentos) galegos, e com vistas a sermos admitidos e aceitados na Lusofonia com todo o respecto, eu proporia um programa de encerramento de galegos suspeitos de vivirem do lado errado da issoglosa que nos concerne, para lá receberem um adoctrinamento sobre a conveniencia de renunciar a tal perniciosa prática dialectal. Se isto nom resultasse bem sucedido, poderiamos entom passar a pensar em medidas mais expeditivas. Nom queremos é que a Lusofonia possa pensar que somos casteláns ou moldavos e nos pechem as portas."

Perde cuidado, camarada, não está isso nesta mente que aqui tecleia. Nada disse eu nem remotamente parecido; mas talvez tenhas agora um pequeno sabor do que se sente sendo sesseante neste mar cada vez mais ceceante: discriminação laboral, racismo, insultos, etc.; sim, já sei, está "muito bem" em certos contextos (lúdicos, p.ex.), até é engraçado como adubo na conversa, etc., etc., mas que não entre em contextos "cultos", ah! isso sim que não... Pois eis o "challenge", mate! Utilizá-lo sem pejo nesse terreninho; que "levanta pústulas"? Pois que levante; se não arremetemos com esta, não damos feito, my man!

E, please, tenhamos cortesia com os nossos visitantes (pessoalmente agradeço imenso o Marcelo e o Miguel estarem aqui conosco a debater estas cousas, assim, com "ou", na nossa Língua).

Cheerio! No hard feelings!

Carlos
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Marcelo Pereira
Colocada: Dom Mai 17, 2009 6:35 am Responder com Citação Editar/Remover esta mensagem
Registrado em: 29 Mar 2009 Mensagens: 61 Local/Origem: São Paulo, Brasil
CDurao escreveu:
Caro Marcelo: grande obrigado pela iniciativa, à que penso contribuir na medida das minhas capacidades e tempo (vou estar fora a próxima semana, mas “je reviens”...). Prefiro, pelo menos no início, uma transcrição o menos técnica possível (e acho que é “possível”!), e aproximada; para evitar confusão, ponho com maiúscula a vogal acentuada. E finalmente: transcrevo no galego “ocidental” que eu conheço, quer dizer com “sesseio” mas sem “gheada”. Animo a/os meus colegas a fazer o mesmo.




Prezado Carlos:


Muitíssimo obrigado pela atenção. Baseado no Dicionário Berlitz Português-Holandês/Holandês-Português (cuja pronúncia figurada é lusitana), no Oxford Portuguese Minidictionary (cuja figurada é brasileira) e na sua ótima transcrição fonética, eu comecei a preparar ontem à noite uma lista com as pronúncias de Portugal e do Brasil. Eu espero postá-la mais tarde para enriquecer a nossa discussão.

Yours faithfully,

Marcelo
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gascon
Colocada: Dom Mai 17, 2009 8:42 am Responder com Citação
Registrado em: 08 Jul 2008 Mensagens: 335 Local/Origem: raioto
Citação:
Para mim e muitos brasileiros, no Brasil se fala brasileiro. Esta é a nossa verdadeira língua (nem galego nem português)!



Errou de novo, amigo brasileiro. Citando ao Senhor Anderson, “the reason your latest upgrade has failed to hack into my program, or to even make a single ripple in it, refers to the rents of your cupped hands. The tongue escapes through them, you should line your hands, Mr Smith, otherwise you are doomed to fail again, you won’t be able to drink from IT. You cannot claim that the brogue, the patois you speak is THE TONGUE. It is just too pretentious. I feel extremely hurt and demand a prompt and adequate apology”

“You can speak it and even write it as you wish, Mr Smith, but should respect your elders. Otherwise, your children won’t respect you either in your ripen old days. They will rise up against you, the same way you rebelled against their grandparents. You’re last days will be your saddest: you will look at your empty hands to see how your precious has vanished only to rest in your own children’s hands, and in their covetous eyes you will see with great discomfort the same unquenchable fire that consumes your obstinate dreams. They will cut it up, they will wave and fling slices of it at each other, hoping that their bit is as big and whole as the real thing, THE TONGUE. Some fragments will dry, in the same way the Galician fallacy will, because of their self-denial and demented narcissism. Others, those who keep linked to THE TONGUE, will prosper.”
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gascon
Colocada: Dom Mai 17, 2009 9:29 am Responder com Citação
Registrado em: 08 Jul 2008 Mensagens: 335 Local/Origem: raioto
Compadre Carlos, na minha opiniom a criaçom de umha norma prosódica ou proepia ou como se chame especificamente galega, sim é fundamental. O galego oficial simplesmente se limitou a consagrar os usos acastelanados, e agora achamo-nos numa situaçom tal que a intercomprensom entre locutores galegos e portugueses parece ter o espanhol como toda referência. Eu creio que essa norma que estandes a debater (mesmo criar?) neste e noutros fios e foros, deveria ser umha das tarefas da AGLP. A norma oral AGAL (ela existe, ou nom?), os usos rurais galegos, os trasmontanos (já quase que desaparecidos de todo: basta ver na RTP quando falam os trasmontanos, que nem se lhes reconhece como tais), deveriam ser as referências, e nom o espanhol. No caso dos cultismos, ou criandes umas novas pautas, ou simplesmente agarrar no padrom de lisboa, por que nom?

O sesseio, polo seu valor simbólico, sim que o tomo a sério. Mas insisto: na gramatica Cunha & Cintra aparece o ceceio como proprio dos dialectos galegos do portugues (sim, ja sei que os dialetos galegos nom som dialetos do portugues, mas do romance iberico occidental)

Umha vez criado esse padrom oral, ainda ficará tudo por fazer!

Ora, eu acho que a norma AGAL ainda tem umha funçom e lugar nesta loita. Com AO ou sem ele, com brasileiro aparte do português ou nom, o que verdadeiramente conta som os contatos entre os locutores e o intercâmbio de escritos e de todo tipo de actividades culturais. É assim que entendo eu que o galego tem viabilidade.

E se tais contatos se fizerem mais prolíficos, entom também seria inevitável umha certa "lisboetizaçom" do galego, e mesmo umha certa espanholizaçom, via galego, do português, nom nos enganemos. Esse é o preço a pagar. Veremos quem está disposto a pagá-lo, quem é espanholista (por anti-lusista) e quem é verdadeiro ou falso amigo.

Mas por enquanto, jaora que que os usos orais imperantes na Galiza, a todos os níveis, fazem um grande dano: na Lusofonia, ou som percebidos como próprios de espanhois, ou portunholes, ou dificultam a comunicaçom e alimentam o mito do galego ser umha língua distinta do português.

É umha situaçom crítica, e de nom fazermos algo e já, estamos f*******!
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CDurao
Colocada: Dom Mai 17, 2009 10:07 am Responder com Citação
Registrado em: 30 Mar 2007 Mensagens: 745
Gascon: por partes:

“achamo-nos numa situaçom tal que a intercomprensom entre locutores galegos e portugueses parece ter o espanhol como toda referência”

Falache! Isto é um desastre como uma catedral. Para essa “viagem” era melhor passar duma p. vez ao castelhano, e pronto!

“Eu creio que essa norma que estandes a debater (mesmo criar?) neste e noutros fios e foros, deveria ser umha das tarefas da AGLP”

E por quê não botas uma mão, hó?

“A norma oral AGAL (ela existe, ou nom?)”

Não existe, e fogem de a definir, nem sequer falar no “hot potato”!

“os usos rurais galegos, os trasmontanos [...] deveriam ser as referências”

Concordo.
“No caso dos cultismos, ou criandes umas novas pautas, ou simplesmente agarrar no padrom de lisboa, por que nom?”

E por quê a pronúncia dos cultismos não se pode basear na do parágrafo anterior? Em todo o caso não vejo por quê haveria que recorrer a Lisboa: a Lusofonia é imensa (já nem menciono o evidente Brasil!). Avonda com expor (com humildade) os olhos e os ouvidos às escritas e falas dos demais lusófonos.

“na gramatica Cunha & Cintra aparece o ceceio como proprio dos dialectos galegos do portugues”

Caro: estes dous valentes gramáticos queriam arroupar as nossas falas na Lusofonia (e bem que fôram criticados por isso, como o grande Lapa); foi, digamos um gesto de “bons e generosos”, se me permites o pondalismo); agora temos que nós ser tb “bons e generosos” e aceitar o que é tão evidente que deslumbra...

“Umha vez criado esse padrom oral, ainda ficará tudo por fazer!”

Pois! Convido-te a trabalhar!

“Ora, eu acho que a norma AGAL ainda tem umha funçom e lugar nesta loita”

Mmmm, não che sei (e olha que sou acusado de paciençudo!...)

“também seria inevitável umha certa "lisboetizaçom" do galego, e mesmo umha certa espanholizaçom, via galego, do português”

Pois não vejo por quê!

“os usos orais imperantes na Galiza, a todos os níveis, fazem um grande dano: na Lusofonia, ou som percebidos como próprios de espanhois, ou portunholes, ou dificultam a comunicaçom e alimentam o mito do galego ser umha língua distinta do português.

É umha situaçom crítica, e de nom fazermos algo e já, estamos f*******!”

Agreed, mate!

(Se não volto por aqui é que já iniciei uma viagem que me vai levar uma semana: mas volto, perde cuidado, this is very close to my heart!)

Saudinha!

Carlos
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Marcelo Pereira
Colocada: Dom Mai 17, 2009 6:05 pm Responder com Citação Editar/Remover esta mensagem
Registrado em: 29 Mar 2009 Mensagens: 61 Local/Origem: São Paulo, Brasil
REPRESENTAÇÃO FONÉTICA

chi= “chi” castelhano ou galego (= “tchi” no Brasil);
dji = “gi” italiano;
j = “j” francês ou “ll” argentino;
w = “u”;
z = “z” inglês;
A(r) = “á” na língua falada e geralmente /ar/ ou /ah/ em leitura ou na fala de apresentadores de telejornais;
E(r) = “ê” na língua falada e geralmente /êr/ ou /êh/ em leitura ou na fala de apresentadores de telejornais;
I(r) = “í” na língua falada e geralmente /ir/ ou /ih/ em leitura ou na fala de apresentadores de telejornais;


[1]= pronúncia típica do Rio de Janeiro e das regiões Norte e Nordeste;
[II] = pronúncia típica do Centro-Sul (composto pelos Estados do Centro-Oeste, Sudeste e Sul *).
[III] = pronúncia típica do Nordeste, com exceção de partes da Bahia (em Salvador, o “s” é sempre sibilado e o “te” no final de palavras e o “ti” são pronunciados “chi”/“tchi”);
[RJ]= típica do Rio de Janeiro.

*Obs.: Em partes do Sul , as vogais “o” e “e” também se pronunciam “ô” e “ê” . Isso ocorre sobretudo na fala dos nativos de Curitiba e de outras cidades do Estado do Paraná.



Pronúncia de “ão”

O Dicionário Berlitz representa o “a” de “ão” como um schwa com um til, seguido de “u” (/ãu/). O Minidicionário Oxford, por outro lado, representa o “ão” brasileiro de maneira quase semelhante ao Berlitz, porém “like ow in English how but nasalized” – /ãw/. Há uma diferença na maneira como os portugueses e os brasileiros pronunciam “ão”. Na minha opinião, o “ão” português soa mais próximo de um how nasalizado; o “ão” brasileiro soa “âung” (o “g” indicando apenas a nasalização de “n”). Como no Alfabeto Fonético Internacional “ão” brasileiro é representado como /ãw/ (exatamente como no Minidicionário Oxford), eu optei por “ãu” tanto na transcrição brasileira quanto na portuguesa.

Outras pronúncias nasais

“Ẽ” também representa o ditongo “Êĩ” (=“Êing”), típico da cidade de São Paulo e de algumas outras partes do Brasil.

O Dicionário Berlitz apresenta três distintas pronúncias figuradas para “en” lusitano: /ẽ/ (em encher, p. ex.), /ẽn/ (em excêntrico) e /ẽŋ/ (em encontro). Eu optei pelo uso de “ẽ” porque a ditongação de “en” também ocorre em Portugal (ainda que eu desconheça o grau) e porque certas pronúncias portuguesas de “en” não são tão diferentes de algumas brasileiras.

Como (aparentemente) as diferentes nasalizações das vogais (isto é, de vogais + letra “n” ) não constituem um problema no Brasil e em Portugal, todas foram representados apenas com o til.



PORTUGAL // BRASIL


Exactamente – izatâmẼtâ // êzatamẼti [III], êzatamẼchi [Centro-Sul]
Exactidão –izatidẤu // êzatidÃu [III], êzachidẤu [Centro-Sul]
Exacto – izAtu //êzaAtu
Exagerado – izâjârAdu // êzajêrAdu
Exagerar – izâjârAr // izajêrA(r), êzajêrA(r)
Exalar – izâlAr // êzalA(r)
Exame – izÂmâ //izÂmi, êzÂmi
Examinar – izâminAr // êzaminA(r)
Exausto – izAuxtu // êzAuxtu [I], êzAustu [II]
Excedente - ixssâdẼtâ // êssêdẼchi, êssêdẼti [III]
Exceder – ixsâdEr // êssêdE(r)
Excelente - ixssâlẼntâ // êssêlẼti [III], êssêlẼchi
Excêntrico - ixssẼtricu // êssẼntricu
Excepto – ixssÉtu // êssÉtu
Excessivo – ixssâssIvu // êssêssIvu
Excesso – ixssÉssu // êssÉssu
Excitar – ixssitAr // êssitA(r)
Exclamar – ixclâmAr // ixclamA(r), [I] isclamA(r ) [II]
Excluir – ixcluIr // ixcluI(r) [I], iscluI(r) [II]
Exclusivamente – ixcluzivâmẼtâ // ixclusivamẼti [III], ixclusivamẼchi [RJ], isclusivamẼnchi [II]
Exclusivo – ixcluzIvu // ixcluzIvu [I], iscluzIvu [II]
Excursão – ixcursÃu// ixcursÃu [I], iscursÃu [II]
Execução – izâcussÃu //êzêcussÃu
Executar – izâcutAr // êzêcutA(r)
Exemplar – izẽplAr // êzẼplar
Exercer – izârsEr // êzêrsÊ(r)
Exercitar – izârsitAr/êzêrsitA(r)
Exército - izÉrsitu // ezÉrsitu
Exibir – izâbIr // izibI(r), êzibI(r)
Exigência – izijẼssiâ // ezijẼssia
Exilado – izilAdu // êzilAdu
Exílio – izIliu // êzIliu
Existir – izistIr // izistI(r) [Nordeste], êzischI(r)
êxito – Eizitu // Êzitu
Exótico – izÓticu // ezÓticu
Expandir – ixpãdIr // ixpãndI [III], ixpãndjI(r) [RJ], ispãdjI(r) [II]
Expectativa – ixpétâtIvâ // ixpêctatIva [III], ixpêctachIva [RJ], ispêctachIva [II]
Expedir – ixpâdIr // ixpêdI(r) [III], ixpêdjI(r) [RJ], ixpêdjI(r) [II]
Experiente – ixpâriẼtâ // ixpêriẼti [III], ixpêriẼchi [RJ], ispêriẼchi [II]
Experimentar – ixpârimẽtAr // ixpêrimẽtA(r) [I], ispêrimẽntA(r) [II]
Expirar – ixpirAr // ixpirA(r) [i], ispirA(r) [II]
Explicar – ixplicAr // ixplicA(r) [I], isplicA(r) [II]

Explícito – ixplíssitu // ixplIssitu [I], isplIssitu [II]
Explodir – ixpludIr // ixpludI(r) [Nordeste], ixpludjI(r) [RJ], ispludjI(r) [II]
Explorar – ixplurAr // ixplôrA(r) [I], ixplôrA(r) [II]
Explosivo – ixpluzIvu // ixplôzIvu [I], isplôzIvu [II]
Expor – ixpÔr // ixpÔ(r) [RJ], ispÔ(r) [II]
Exportação – ixpurtassÃu // ixpôrtassÃu [I], ispôrtassÃu [II]
Exportar – ixpurtAr // ixpôrtA(r), [I], ispôrtA(r) [II]
Exposição – ixpuzissÃu // ixpuzissÃu [partes do Nordeste], ixpôzissÃu – [I] ispôzissÃu [II]
Expressar – ixprâssAr // ixprêssA(r) [I], ixprêssA(r) [II]
Exprimir – ixprimIR // ixprimI(r) [I], isprimI(r) [II]
Expulsar – ixpulsAr // ixpuwsA(r) [I], ispuwsA(r) [II]
Êxtase – Eixtâzâ // Êxtazi [I], Êstazi [II]
Extensão - ixtẽssÃu // ixtẽssÃu [I], istẽssÃu [II]
Extensivo - ixtẽsivu // ixtẽssivu [I], istẽssivu [II]
Extenso - ixtẼssu // ixtẼssu [I], istẼssu [II]
Extenuar – ixtânuAr // ixtênuA(r) [I], istênuA(r) [II]
Exterior – ixtâriÔr // ixtêriÔ(r) [I], istêriÔ(r) [II]
Externo – ixtÉrnu // ixtÉrnu [I], istÉrnu [II]
Extinguir – ixtĩguIr// ixtĩguI(r) [III], ixchĩguI(r) [RJ], ischĩguI(r )
Extintor – ixtĩtÔr // ixtĩtÔ(r) [I], istĩntÔr ou êstĩtôr [II]
Extorquir – ixturquIr // ixtôrquI(r) [I], istôrquI(r) [II]
Extorsão - ixtursÃu // ixtôrsÃu [I], istôrsÃu [II]
Extraditar – ixtraditAr // ixtraditAr [III] ixtradjitA(r) [I], istradjitA(r) [II]
Extrair – ixtrâIr // ixtraI(r) [I], istraI(r) [II]
Extraordinário – ixtrâurdinAriu // ixtraôrdjinAriu [RJ], istraôrdinAriu [II]
Extravagante – ixtrâvâgÃtâ // ixtravagÃti [III], ixtravagÃchi [RJ], istravagÃchi [II]
Extraviar – ixtraviAr // ixtraviA(r) [I], istraviA(r)
Extremidade - ixtrâmidAdâ // ixtrêmidAdi [III], ixtrêmidAdji [RJ], istrêmidAdji [II]
Extremo - ixtrÊmu // ixtrÊmu [I], istrÊmu [II]
Exuberante – izuBârÃtâ // ézubérÃti [Nordeste?], êzubêrÃchi [RJ], êzubêrÃchi [II]


Eu ainda não apresentei a segunda lista porque eu não sei como os portugueses pronunciam a maior parte das palavras dela. Finalmente, parece que esta questão interessa apenas ao Carlos.


Editado pela última vez por Marcelo Pereira em Ter Mai 19, 2009 6:23 am, num total de 4 vezes
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Marcelo Pereira
Colocada: Seg Mai 18, 2009 3:02 am Responder com Citação Editar/Remover esta mensagem
Registrado em: 29 Mar 2009 Mensagens: 61 Local/Origem: São Paulo, Brasil
Caros galegos, o intuito da minha lista de palavras também era apontar as semelhanças entre as pronúncias galegas e brasileiras.

De todas as pronúncias indicadas pelo Carlos, as das listas abaixo também são brasileiras (ainda que "an", "ên" e "in" possam soar nasais.)


Pronúncias tipicamente sulistas*

Excedente - êssêdÊntê
Exceder- êssêdÊr
Excelente - êssêlÊntê
Excêntrico -êssÊntricô [tb êssÊntricu]
Excepto - êssÉtô [tb êssÉtu]
Excesso - êssÉssô [tb êssÉssu]
Excitar- êssitAr
Exclamar - êsclamAr
Excluir- êscluIr
Expandir – êspandIr
Expedir – êspêdIr
Experiente - êspêriÊntê
Experimentar - êspêrimêntAr
Expirar - êspirAr
Explicar - êsplicAr
Explícito - êsplIssitô [tb êsplIssitu]
Explodir - êsplôdIr
Explorar êsplôrAr
Expor - êspÔr
Exporta - êspôrtAr
Expressar - êsprêssAr
Exprimir - êsprimIr
Expulsar - êspulsAr
Extenso - êstÊnsô (tb êstÊnsu)
Extenuar- êstênuAr
Exterior - êstêriÔr
Externo - êstÉrnô (tb êstÉrnu)
Extinguir - êstinguIr
Extintor - êstintÔr
Extorquir - êstôrquIr
Extraditar - êstraditAr
Extrair - êstraIr
Extremidade - êstremidAdê
Extremo - êstrÊmô (tb êstrÊmu)
Auxílio - aussIliô (tb aussIliu)
Experto - êspÉrtô
Expensas êspÊnsas
Extra - Éstra
Léxico - lÉcsicô
Tóxico - tÓcsicô

*Obs.: Diferentes da maioria esmagadora dos brasileiros, parece que certos curitibanos sempre pronunciam o “r” dos verbos infinitivos.




Pronúncias tipicamente brasileiras


Extraordinário - êstraórdinAriô (tb êstraórdinAriu)
Ex- Êis
Extra - Éstra
Máxima - mAssima
Nascer – nassÊr
Oxítono - ócsItônô (tb ócsItônu)
Paradoxo - paradÓcsô (tb paradÓcsu)
Paroxítono - parócsItônô (parócsItônu)
Próximo - prÓssimô (tb prÓssimu)
Sexteto - sêstÊtô (tb sêstÊtu)
Sintaxe - sintAsse/sintAcse
Toxina - tócsIna
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serna
Colocada: Qua Mai 20, 2009 6:08 am Responder com Citação
Registrado em: 14 Jan 2008 Mensagens: 354
Marcelo Pereira escreveu:
REPRESENTAÇÃO FONÉTICA

Eu ainda não apresentei a segunda lista porque eu não sei como os portugueses pronunciam a maior parte das palavras dela. Finalmente, parece que esta questão interessa apenas ao Carlos.


Caro Marcelo, a questão interessa-nos a muitos. E encorajo à gente a que participe nela, debata e proponha como se vinha fazendo no fio anterior. Opino ser cousa de primeira necessidade para a Galiza estabelecer um padrão oral culto. A nível pessoal não tenho conhecimentos para fazer nenhuma achega, além da opinião.

Colo, isso sim, uma interessante ligação com arquivos sonoros de todo o âmbito lusófono:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dialectos_da_língua_portuguesa

Desde ali pode aceder-se à dos arquivos sonoros da Galiza:

http://www.consellodacultura.org/arquivos/asg/anosafala.php

Nos arquivos da Galiza, espontâneos, às vezes são frequentes os castelhanismos. Até onde cliquei resultou-me curioso que há menos nos arquivos do Leste do que nos do Oeste.
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amaeo
Colocada: Qua Mai 20, 2009 11:26 am Responder com Citação
Registrado em: 03 Abr 2007 Mensagens: 79
Concordo com Serna. Acho o tema do maior interesse. Os meus conhecimentos são poucos, e sempre me resulta mais fácil detetar os diferentes sotaques num registo sonoro.

Por certo, há pouco falei com um brasileiro de Pernambuco, e, achei o seu sotaque muito claro e mais semelhante ao galego, que o de outros paisanos seus.


E falando de sotaques galegos, eu que sou de perto de Santiago, sempre achei fascinante o de Maçaricos. É foneticamente riquisimo e acho que um bom modelo 100% galego que pode ser reconhecido também como propriamente lusofono. Que opinais'


http://www.consellodacultura.org/arquivos/asg/anosafala.php
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amaeo
Colocada: Qua Mai 20, 2009 12:05 pm Responder com Citação
Registrado em: 03 Abr 2007 Mensagens: 79
Bem, para quem não o saiba, o sotaque de Maçaricos está na faixa occidental da Galiza...( pensei que colara a ligação direta).
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serna
Colocada: Qua Mai 20, 2009 2:58 pm Responder com Citação
Registrado em: 14 Jan 2008 Mensagens: 354
Opino que esse sotaque vale um império!
Dos rasgos fonéticos mais evidente apenas tiraria a gheada.
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Marcelo Pereira
Colocada: Qui Mai 21, 2009 6:00 am Responder com Citação Editar/Remover esta mensagem
Registrado em: 29 Mar 2009 Mensagens: 61 Local/Origem: São Paulo, Brasil
serna escreveu:
Opino que esse sotaque vale um império!
Dos rasgos fonéticos mais evidente apenas tiraria a gheada.


Soa muito lusitano! E, diferente do ceceio, a gheada é quase imperceptível (além de não parecer, aos meus ouvidos, típica do castelhano).
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