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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2002
CAPÍTULO 11
Lentamente, Anabela foi recobrando os sentidos. Sentiu o leve
balançar do carro e nesse instante lembrou-se do que
acontecera. Sentia que sua mente trabalhava muito devagar, e a
sensação do corpo anestesiado ainda era forte.
Anabela sabia que Veridiana não hesitaria em matá-la
se fosse preciso, e isso reforçava ainda mais a certeza de
que deveria guardar segredo absoluto sobre tudo que Vítor
havia lhe dito.
Era difícil acreditar no que Vítor lhe contara
minutos antes de ser assassinado. Ah... tudo teria dado tão
certo... se não fosse por Veridiana, somente mais algumas
semanas e eles estariam em algum lugar muito longe do Brasil, com
todos os milhões da Organização nas mãos.
Anabela não se importaria em viver como fugitiva e
traidora. Estaria ao lado do homem que amava, e somente isso lhe
bastaria. Mas agora tudo estava acabado...
Uma freada brusca do automóvel fez com que ela voltasse a
si. Ouviu as portas do carro abrirem. Mantinha os olhos fechados
para ganhar tempo e estar um pouco mais lúcida durante o
interrogatório que a esperava. Um homem
a pegou nos braços, sentiu a brisa fria nas pernas nuas,
mas não tinha noção de que lugar seria
aquele. Adentraram numa espécie de galpão, onde a
voz de Veridiana produzia um leve eco. O corpo amolecido de
Anabela foi colocado em uma poltrona de couro, e ela pensou que a
deixariam ali até o efeito dos entorpecentes passar, mas
foi obrigada a abrir os olhos num estalo. E outro se seguiram logo
depois.
Era Veridiana, que lhe dava vários tapas na cara. Anabela
sentia a visão embaçada e a boca seca. A dormência
do corpo a impedia de sentir a dor dos tapas violentos. Sentia
somente medo e humilhação, e um sentimento de vingança
pela morte de Vítor. Teria que pensar, e rápido, em
algum meio de sair das mãos daquela mulher com vida. Mas
como? Será que Veridiana sabia das suspeitas de Vítor
sobre a Organização? Teria sido ela a mandante
daquele crime tão misterioso? E por onde andaria Artur? Ele
era o único em quem ela ainda confiava...
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> Este capítulo foi escrito por
tati.
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2002
CAPÍTULO 10
"foi o bastante?", "sim...mais uma gota a mataria."
aquele corpo moreno no banco de trás responderia a algumas
perguntas de artur. aquele perfume no banco de trás, também.
Anabela achou melhor, relaxar um pouco, descansara realmente muito
pouco nesses ultimos dias, a morte de vitor, toda a pressão
da missão, as reuniões...era como se carregasse
pedras sobre seus ombros, colocou o roupão sobre o balcão
do banheiro, ligou a torneira da banheira, retorna ao quarto, sais
de banho...
vitor, aqueles sais italianos, Veneza, bons tempos, impossível
esquece-lo, estava impregnado em sua alma como um perfume. Derrama
uma porção generosa, entra, devagar. Estava tão
mergulhada em suas lembraças com vitor, que nem percebia a
movimentação discreta, no andar de baixo, uma
mulher, tres homens, tentavam abrir a porta da sala, porém,
sem força-la. Anabela sai, enxuga seu corpo, volta ao
quarto, põe a camisola, fita o caderninho na cômoda "melhor
coloca-lo num lugar seguro" pensa, estica o corpo, numa
tentativa de relaxar um pouco mais.
O barulho da maçaneta abrindo era inconfundível,
abre o criado mudo, a arma, desce as escadas sorrateira,"Boa
noite bela..." um sorriso vingativo a cumprimenta, Anabela
aponta a arma, " O que você faz aqui ?!", "ora
não posso visita-la? pensei que fossemos sócias..."anabela
puxa o cão da arma deixando bem claro que não
hesitaria, dois braços a agarram por trás, outro a
desarma, ana bela o derruba sobre a mesinha da sala, a picada,
seus olhos pesam rapidamente, não pode falar, não
pode andar. "revistem o quarto, não deixem rastros."
diz a mulher, que se dirige a cozinha.
Anabela cambaleia e cai sobre a cristaleira, um bloco de notas e
um velho batom, seria o suficiente. " A jude- m e"
atira-se ao chão, e num ultimo esforço esconde o
papel sobre o seu corpo. "não tem nada lá
encima." "nossa menininha vai nos ajudar, não
vai? levem ela para o carro de trás" arrastaram até
a porta depois carregaram até o banco de tras do carro. "para
onde vamos senhora?" "até o cais, no armazém
ela nos dirá tudo."os carros sem velozmente da rua.
ATENÇÃO: estas cenas passam-se poucas horas
antes dos acontecimentos descritos no Capítulo 9.
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> Este capítulo foi escrito por bozo.
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Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2002
CAPÍTULO 9
"As folhas caem no outono e novas nascem na primavera",
repetiu Artur para si mesmo, "Mas o que isso quer dizer? Onde
será que está Anabela?" Os minutos se passavam
e Artur estava ali parado, imóvel, repetindo para si mesmo
o enigma encontrado... Pegou o primeiro bilhete que havia
encontrado ao entrar no apartamento, cheirou-o novamente, aquele
cheiro, aquela menina...Onde estará Anabela? "Onde
estará a minha menina?"
As letras dos dois pedaços de papel eram diferentes, o
primeiro, o pedido de ajuda, possuía uma letra arrendodada,
femina, já o segundo... A letra não era a mesma do
primeiro bilhete, também não era a mesma letra que
se encontra nas folhas do caderno azul. Mas o que será que
aquilo tudo queria dizer?
Artur olhou para o relógio e se deu conta do tempo que
ficará ali naquele quarto, ele não tinha mais tempo
e se Anabela precisasse de ajuda? Guardou os dois pedaços
de papel no bolso, deu mais uma rápida olhada em volta "quem
sabe alguma pista?" e saiu, saiu sem olhar para trás,
desceu as escadas de forma apressada. Deixando para trás o
livro azul em cima do colchão bagunçado e aos pés
da cama um pequeno isqueiro prateado.
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> Este capítulo foi escrito por waleska .
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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2002
CAPÍTULO 8
Os vinte minutos que levaram para Artur chegar à casa da
Anabela foram para ele como vinte longos e ansiosos séculos.
Ele estava preocupado, estava em sua face, apesar de ser um homem
de disfarces. Não bateu na porta quando chegou para não
criar olhares curiosos a sua volta
. Olhou ao seu redor, a sala era bem apresentável: com
cadeiras e poltronas, mesinha, tapete, flores, muitas flores...
havia algo que o impressionou no ambiente, uma marca de algo
arrastado pelo tapete. Seguiu pelo corredor e encontrou um papel
caído no chão.
Abriu e nele estava escrito:"Ajude-me". Seria de
Anabela aquela letra? Levou o papel a sua face e sentiu o cheiro
do perfume de Anabela, aquele mesmo cheiro que havia sentido a um
tempo atrás. "Não posso perdê-la
novamente. Não agora que ela está sem Vítor".
Entrou no quarto e a cama estava com os lençóis
emaranhados. Ímpossível, Anabela era muito certinha
e nunca deixaria sua cama nesse estado. Revirou o quarto atrás
de algo que pudesse revelar seu mistério e quando levantou
o colchão da cama, viu o livro azul. Dentro dele havia um
papel com o seguinte enigma: "As folhas caem no outono e
novas nascem na primavera".
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> Este capítulo foi escrito por ludmilla
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editado por luiz ... - às 07:26:05.
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Domingo, 10 de Fevereiro de 2002
CAPÍTULO 7 (terceira versão)
Na sala, Artur nota a ausência de Anabela. Havia notado
quando Veridiana saiu, mas a pequena sumira como mágica.
Começou a preocupar-se, sabia que Anabela escondia algo e
que teria que forçá-la a falar se preciso. Os homens
na sala começavam a se retirar e um deles, Mauro, a quem
Veridiana entregara o papel antes de sair, aproxima-se de Artur.
"Não se preocupe. Encontraremos um modo de reparar
este erro. Agora com licensa, preciso resolver um assunto
importante. Qualquer coisa, me avise." E fez sinal para
outros dois homens o seguirem. Artur não estava gostando do
tom de voz de Mauro. Sabia muito bem quando algo não estava
certo.
Mauro chega à calçada e olha atentamente,
procurando Anabela. Nada. A menina sumira rapidamente. Ele então,
entra em seu carro, os dois outros homens o acompanham. "Você
tem algum plano?" Pergunta um deles a Mauro. Este sorri, um
sorriso cínico, traiçoeiro, e olha pelo retrovisor
para o parceiro.
"Tenho. Nós agora vamos visitar uma outra pessoa."
E sai com o carro. Artur permanece na sala, só e quieto...
quer procurar Anabela antes que alguém o faça,
descobrir o que a moça esconde antes que a informação
caia em mãos erradas. Pega seu casaco e corre para a rua.
Está decidido. Irá atrás de Anabela naquele
exato momento.
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> Este capítulo foi escrito por carol
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editado por luiz ... - às 20:20:18.
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CAPÍTULO 7 (segunda versão)
Anabela então fita o livrinho azul por alguns instantes
enquantos todas aquelas pessoas discutem o próximo passo.
Alheia à sua volta, Anabela, num pulo, apanha o livro de
cima da mesa e, em disparada, ganha os corredores e a escadaria do
hotel.
Somente do lado de fora, a moça cai em si. "O que
fiz? Meu Deus, e agora?". Mas já é tarde. Tinha
plena consciência de que não podia mais voltar
naquela sala. Sabia que era caro o preço da traição.
Guardando o livro no cós de sua calça, ela avança
pelas calçadas, às vezes olhando para trás, e
apressando mais um pouco o passo, desaparece no vai-vem das
pessoas."
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> Este capítulo foi escrito por bia.
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editado por luiz ... - às 16:50:49.
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CAPÍTULO 7 (primeira versão)
Observava a tudo mas permanecia calado. A pequena falhara, já
esperava isso. Tinha os encontrado no cais, quando fora entregar a
encomenda que Veridiana mandara. A pequena Anabela e Vítor,
envolvidos em um olhar que nem a lua escondida conseguia ocultar.
Desde aquele casual momento percebera que algo mais havia nessa
história.
Lembrou-se do primeiro instante, quando Anabela lutou para
conseguir essa missão. Das poucas palavras, quase
sussurradas, nas raras reuniões, as quais se mantinha
sempre esquiva de perguntas mais pessoais a respeito de Vitor.
"Ele tinha uma amante? Por onde ele andava a noite?
Precisamos saber o seu destino, quem sabe uma espiã em sua
cama nos seria útil?" E a pequena disfarçava a
irritação atrás da sua tosse nervosa de
fumante.
É, ela falhara. Deveriam ter percebido mas a percepção
fora enganada, era tarde. Vitor estava morto, ela o havia matado.
Será? Algo não se encaixava. Seus devaneios foram
cortados por um leve arrastar de cadeira. Percebeu Veridiana
andando em sua direção. Doce Veridiana.
Flashes do passado descortinaram sobre seus olhos mudos, doce
Veridiana. Caminhou até a janela a qual estava recostado, e
entregou um papel dobrado. "Te espero". Murmurou
secamente em seu ouvido e saiu da sala se despedindo. O papel foi
de um bolso a outro, numa lentidão enervante.
O lenço de cambraia deixado anonimamente sobre o banco do
carro deveria ter uma explicação mas agora
escondia-se no bolso da sua farda. Lembrou-se das marcas de batom
e a dúvida o assaltou. "Preciso sair daqui". Em
poucas palavras e exaustivos minutos, estava fora da sala,
respirando mais uma vez.
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> Este capítulo foi escrito por flor
do sol
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CAPÍTULO 6
Veridiana abre um sorriso debochado. "Vagabunda? Ora menina,
vejo que a convivência com Artur está a deixando bem
ousada." Todos na sala começam a rir. Anabela sente-se
desconsertada. Sabia que não podia competir com Veridiana
quando se tratava de respeito. Afinal, aquela mulher amarga nunca
falhara em missão. Anabela sentou-se à mesa, os
homens a encaravam com seriedade e um certo tom de curiosidade. O
que será, afinal, que esse moça havia conseguido em
seu encontro com Vítor?
"Vamos Anabela. O que você tem para nós
querida?" Perguntou Veridiana, dando uma tragada em um
cigarro. Anabela apóia o rosto cabisbaixo sobre as mãos.
Passa as mãos pelo cabelo e a voz de Vítor surge em
sua mente "Bela, eles estão me perseguindo, vigiando
os meus passos..." Veridiana, impaciente, vira-se para Artur:
"Ela não tem nada para nos contar! Está parada
há uns cinco minutos, sem falar nada! Sugiro que tracemos
um novo plano, este só nos resultou em prejuízo."
Anabela sente a face ruborizar e o sangue ferver, bate na mesa
com o punho e grita "Eu não o matei. Não estava
nos planos!!! Alguém entrou lá nqüanto..."
"VOCÊ O DEIXOU SOZINHO????" Berrou Artur.
Veridiana agora, sorria calmamente, deliciando-se com a tristeza e
a vergonha nos olhos da moça. "Deixei.... eu o
deixei... quando voltei, havia alguém no quarto, mas a
minha arma estava lá, eu não poderia entrar....
eu.... falhei..." Artur apóia as mãos na mesa
cabisbaixo, os homens na sala ficam agitados, citando nomes e
pensando em hipóteses.
Veridiana pega a sua bolsa preta e dela tira um bloco. Anota algo
e entrega discretamente a um dos homens de farda, sussurrando algo
e se despedindo de todos em seguida. Anabela, agora deixando
algumas lágrimas rolarem, permanece sentada, o olhar
perdido na chama de uma vela que estava em cima da estante a sua
frente. De repente, escondido perto de um vaso, entre milhares de
pastas, ela vê o pequeno livro azul. Aquele que Vítor
mencionara na noite em que foi morto.
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> Este capítulo foi escrito por carol
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Sábado, 09 de Fevereiro de 2002
CAPÍTULO 5 (terceira versão)
Anabela olha todos aqueles homens reunidos na sala enevoada de
fumaça de cigarro. Artur segura seu braço e dá-lhe
um leve empurrão. "Nossa amiga tem algumas
interessantes revelações a nos fazer", diz.
Anabela sente um arrepio subir-lhe pela espinha ao perceber, no
tom de voz de Artur, uma leve ironia. Ela tem medo deste
comportamento de Artur, pois sabe que este é um indício
de que está sozinha, sem amparo ou proteção
diante daquela platéia silenciosa.
"Já não era sem tempo". Anabela estremece
ao ouvir a voz que sai do fundo da sala. Lentamente, caminhando
como uma pantera prestes a dar o bote, Veridiana surge sob a
claridade do grande abajur cuja luz se espalha fracamente pelo
canto esquerdo da sala. "Surpresa, Anabela? Veja só o
seu espanto, querida. Parece que viu uma assombração..."
Anabela recua. A última vez que estivera com Veridiana fora
no gabinete de Franklin, dois anos atrás. Não fora
um encontro dos mais agradáveis.
Franklin já despontava como um dos senadores mais
combativos da política nacional. Ocupava sempre bom espaço
na mídia graças às suas constantes intervenções
contra os interesses internacionais no setor energético
brasileiro. Fizera memorável discurso no senado quando
vazara a correspondência secreta de Getúlio Vargas
com Adolf Hitler, o ditador alemão que ampliava seu poderio
sobre a Europa em guerra.
Na correspondência com Hitler, Vargas sugeria a instalação,
em território nacional, de empresas alemãs que
poderiam gerenciar a energia elétrica do Brasil. Ao mesmo
temo, segundo insinuações do ditator, os
administradores dessas empresas também poderiam comandar células
nazistas. Franklin subira à tribuna para fazer a denúncia,
que chegou aos jornais. Em poucos dias, no entanto, o assunto
tornou-se esquecido, graças à pressão de
Vargas sobre os comandantes da imprensa brasileira.
Na época, Veridiana era amante de Franklin. E, agora,
ambas se enfrentavam novamente, ressuscitando as desavenças
do passado. Anabela olha fixamente os olhos da mulher e, tomada de
súbita coragem, aproxima-se de Veridiana, levanta a cabeça
com altivez e, olho no olho, sussurra entre-dentes: "O quê
esta vagabunda está fazendo aqui?". Enquanto despejava
sua ira sobre Veridiana, Anabela instantaneamente lembra-se de Vítor,
mas não o homem morto na cama do Hotel Copacabana Palace. O
Vítor que, um dia, a enfeitiçara com um olhar.
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> Este capítulo foi escrito por luiz
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editado por luiz ... - às 15:45:43.
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CAPÍTULO 5 (segunda versão)
Anabela estava nervosa. Em sua mão, um novo cigarro
acabava de ser aceso. A verdade é que havia algo que ela não
podia deixar que percebessem. Sim, a morte de Vitor não
estava nos planos. Mas não era isso. Fazia tempo que
Anabela havia sido convocada para investigar a vida do homem, mas
com o passar do tempo, aquela proximidade toda despertara
sentimentos que não poderiam surgir. E era justamente isso
que a moça tentava disfarçar.
Fora chamada para dar explicações sobre a noite
anterior. E ia fazer isso. Mas devia, a todo custo, disfarçar
seu nervosismo exacerbado. O coração batia acelerado
a cada vez que tocavam no nome "Vitor". E ela já
não sabia se os homens a sua volta estavam percebendo um "algo
mais"..."
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> Este capítulo foi escrito por bia
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editado por luiz ... - às 14:57:30.
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CAPÍTULO 5 (primeira versão)
Artur surpreende anabela, mandando o carro parar antes do destino
ordenado, notara aquele carro preto que os seguia desde
copacabana, precisavam despistar "os homens de franklin são
muito eficientes", pela primeira vez Artur deixa
escapar algum nome, ela nunca soube ao certo com quem ou contra
quem estava lidando. Seguem por uma ruela umida e suja, bêbados
amontoados clamavam por bebida barata, rua da carioca, outro táxi,
seguem até o cassino pelo caminho inverso, não
podiam saber a localização da reunião.
pelo acesso lateral, um leão de chácara abre a
porta, seguem pela série de suntuosos corredores, anabela
estava apreensiva. Acendeu um cigarro, precisava dormir Dirigiu-se
ao banheiro, as marcas no pescoço já se despediam, ,
lavou o rosto abatido, retocou a maquiagem, dirigiu-se a sala,
arthur a apresenta a todos aqueles senhores, a falta da iluminação
da sala maquiava aqueles homens, seu nervosismo era quase
aparente, arthur explanava fatos, horários, números,
a fumaça dos charutos acizentava seu olhar, mas não
a impedia de ver alguns homens fardados.
Artur por vezes é cercado de perguntas, um senhor fardado
e murmura, para outro homem ao seu lado, que por sua vez se dirige
a arthur "o que mais vitor sabia?",artur,sem hesitar "acho
que a senhorita Anabela poderia nos dizer...Anabela?!". Ela
engole toda a secura de sua garganta, e num unico esforço
levanta, caminha decidida até a frente daquela mesa
enevoada. "bom dia a todos, colhi tudo o que podia,vitor os
subornava há anos, ele seria riscado mais cedo ou mais
tarde" é interrompida, não dava pra ver quem a
interrompera"vitor está morto?quem o matou? "eu
mesma"...um silêncio ensurdecedor enche aquele lugar
..."desde a posse de Franklin, vitor ficou numa posição
favorável, após a saída de franklin do poder,
vitor já não tinha a mesma liberdade, mas tinha em
suas mãos todo os documentos, tenho nesse papel."
desaprovação, outra voz, tão àspera
quanto distante, a atinge como um tiro "só? tantos
anos e só?!" anabela reponde desviando os olhos, "infelizmente
os outros papéis foram roubados." o burburinho tornou
o ambiente, completamente confuso, um homem de terno se levanta "como
os homens da inteligência souberam que vitor estava no Rio?"
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> Este capítulo foi escrito por bozo.
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CAPÍTULO 4 (primeira versão)
Uma onda de pavor tomou conta de seu ser. Ela mandou o táxi
voltar ao lugar de partida. Precisava daquele número, era
novo e ela ainda não o havia decorado. O taxi parou e
Anabela desceu, correndo em direção à praia,
procurando pelo banco. O avistou ao longe, fez sinal de espera
para o taxista, que concordou, acenando com a cabeça. Ela
correu o mais rápido que pôde, agarrou o sobretudo e,
num gesto de desespero, enfiou a mão no bolso, vasculhando
cada centímetro de tecido. Em seu olhar, o desespero
crescia.
Ouviu
então uma voz atrás dela dizer "Mulheres...
sempre descuidadas...." E uma mão se estendeu,
entregando-lhe o papel com o número. Anabela sentiu um
calafrio percorrer a espinha. Detestava aquele tom de voz,
desdenhoso, sem vida... Virou-se, tentando manter uma pose
confiante, mas havia um brilho vacilante em seus olhos e isso, ela
não podia camuflar. "Algo saiu errado." disse,
com a voz baixa. Artur encarou-a. Seu olhar frio e maldoso,
encontrava agora o olhar perturbado da mulher. "NADA podia
sair errado." Falou com a voz firme-"O que aconteceu?"
Perguntou agora, com a voz em tom baixo e suave. "Vítor
está morto."
As palavras soaram como um trovão para Artur. Seu rosto
assumiu uma forma agressiva, seus punhos se fecharam e ele prendeu
a respiração. Tentou manter a calma e em voz baixa
perguntou "Mas você conseguiu a informação?".
Anabela respondeu que conseguira parte dela e desviou os olhos,
buscando o movimento das ondas da praia. O taxista buzinou. Artur
disse que iria com ela, precisavam passar no Cassino antes.
Precisava dar uns telefonemas. Ele sabia que sentiriam a falta de
Vítor e que logo sairíam à sua busca. Antes
de entrar no carro, procurou um orelhão e avisou para todos
se organizarem. As coisas agora, tomariam um rumo diferente.
Desligou e entrou no carro.
Olhou para Anabela, recostada no banco do carro, perdida em
pensamentos. Artur sentiu o cheiro que vinha da roupa e disse "Não
se preocupe Bela, vamos nos livrar dessa roupa e você ganhará
outra. Teremos uma reunião agora e você contará
o que conseguiu." A moça olhou rapidamente para Artur
com olhar baixo. Sabia que a calma que Artur demonstrava era
passageira e que logo, ela teria que se explicar. Voltou então
a olhar a paisagem pela janela do taxi.
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> Este capítulo foi escrito por carol.
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CAPÍTULO 4 (segunda versão)
Anabela correu à praia na esperança de encontrar o
maldito papel. Olhou em todos os lados, em todos os becos e nada.
Como iria chegar ao seu destino sem fazer a ligação?
"Devia ter ligado naquele momento", pensou. Avistou a
uma mendiga. "O casaco! Tenho que conseguí-lo de
volta!". Chegou perto da mendiga e gentilmente pediu para q
ela o devolvesse. "Achado não é roubado",
disse a velha mendiga.
Num gesto de fúria, como havia feito na noite anterior,
puxou o gatilho e pegou seu casaco, deixando a velha mendiga morta
no chão. "Dessa, ninguém sentirá falta!",
disse, friamente. Agora estava com o número do seu destino
em mãos, e também o casaco. De um jeito ou de outro,
o morto não a deixaria em paz.
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> Este capítulo foi escrito por ludmilla.
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Sexta-feira, 08 de Fevereiro de 2002
CAPÍTULO 3 (primeira versão)
Ainda atordoada com tudo o que havia acontecido, Anabela
atravessou a rua sem prestar muita atenção e
sentou-se - os olhos fixos em algum ponto do horizonte - num banco
na beira da praia. Uma idéia então lhe ocorreu!
Tirou o casaco como se sentisse uma ponta de calor e, deixando-o
sobre o banco após certificar-se de que ninguém
acompanhava seus movimentos, andou até a água e
depois foi embora rapidamente. Precisava sair dali antes que algum
pedestre avisasse que havia esquecido seu sobretudo.
Não precisou esperar muito para conseguir um táxi.
E apenas quando sentou-se no áspero estofado do carro, se
deu conta de que o dia já amanhecera. Balbuciou o nome de
uma rua em Copacabana mesmo, e logo afundou em um turbilhão
de pensamentos desconexos. Enquanto espiava pela janela os
primeiros passantes e as lojas que abriam aos poucos suas portas,
tentava colocar suas idéias em ordem.
Assim que chegasse avisaria sobre a noite anterior. Só não
o tinha feito antes pois precisava livrar-se daquele casaco, sua única
ligação com o morto. Foi então que,
paralizada de terror, Anabela percebeu que, junto do sobretudo, o
telefone para o qual ela deveria ligar também havia sido
deixado na praia.
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> Este capítulo foi escrito por bia.
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CAPÍTULO 3 (segunda versão)
Anabela levanta a gola do sobretudo e esconde a mancha
avermelhada do pescoço enquanto acompanha o homem para o
interior do cassino. Na entrada principal dois empregados estão
discutindo em voz alta. Passam por eles, apressados. São
quase dez horas da manhã. Outros empregados estão
distraídos com suas tarefas, polindo as mesas de carteado,
bacará, roleta, varrendo o linóleo do piso,
retirando os cinzeiros repletos de uma massa escura e fedorenta,
restos da noite passada.
O homem pára diante da porta onde a placa diz "Gerência".
Lança um olhar investigativo sobre Anabela, que abaixa os
olhos, ainda segurando a gola do sobretudo sobre a mancha do pescoço.
"Você não parece nada bem. Olha só essas
olheiras! Que ressaca, hein?". Ele solta um guincho de rato
esmagado por uma bota. Anabela não presta atenção
ao homem. O perfume impregnado no sobretudo torna-se insuportável.
Artur está fumando, sentado na poltrona de couro de
espaldar alto. À sua frente espalham-se papéis,
notas promissórias, maços de dinheiro. O homem e
Anabela páram diante de Artur que levanta os olhos
semi-fechados e encara a mulher com um sorriso torto,
transformando sua boca num ângulo esquisito. "Anabela,
meu amor, meu amor, meu amorzinho... que cara horrível é
essa?".
Anabela sente o perfume do sobretudo subir por todo o corpo,
envolvendo sua pele, seus cabelos, sua respiração. "Ele
morreu". O sussurro de Anabela parece inaudível. Artur
arregala os olhos, a boca entorta mais ainda: "O QUÊ???".
"Ele morreu, morreu..." Artur tenta se levantar mas
deixa o corpo cairpesadamente sobre a poltrona. A perplexidade está
visível no ar de espanto que agora faz do seu rosto o
retrato do pânico. "O QUÊ???".
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> Este capítulo foi escrito por luiz.
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CAPÍTULO 2 (primeira versão)
Observa o corredor. Ninguém. Um silêncio fantasmagórico
pairava no Hotel. Era possível ouvir o ruído de sua
espiração perturbada, ansiando por sair daquele
lugar o mais rápido possível. Olhou bruscamente para
seu lado esquerdo. Pensara por um momento ter notado a presença
de uma sombra, mas não havia ninguém lá.
Sentia o coração pulsar mais forte, a garganta
secar... sentia-se perturbada com o barulho da chuva caindo e a
todo momento, relances da noite passada tomavam seus pensamentos.
Ela precisava sair dali. Desceu pelo elevador calmamente.
Tentando disfarçar seu nervosismo. Abriu a bolsa
procurando o maço de cigarros, pegou o isqueiro e acendeu
um. Escondia as mãos trêmulas no sobretudo, cruzando
os braços. O perfume dele ainda estava na peça de
roupa e isso a incomodava. O elevador parecia levar uma eternidade
para chegar ao térreo. A acessorista está
devaniando, com um walkman no ouvido, não repara na
inquietude da mulher. O elevador pára. As portas se abrem e
Anabela observa o ambiente. Uma nova excursão chegara.
Muitos senhores sorridentes com suas esposas e filhos, a agitação
dos funcionários para carregarem as bagagens na esperança
de uma gorgeta satisfatória. Anabela decide que é a
hora adequada para sair dali. Sem hesitar, anda apressadamente até
a porta, olhando de soslaio para garantir que ninguém
acompanha seus passos. Confirma que todos estão distraídos
com alguma outra tarefa e se retira, passando pela multidão.
Do lado de fora, a chuva começa a enfraquecer. A rua não
está movimentada e o ar frio deixado pela chuva invade seu
corpo. Ela joga fora o cigarro e procura por um orelhão,
precisa avisar, aquilo não estava em seus planos. Ela corre
para um telefone público, certifica-se de que ninguém
a seguiu, tira o fone do gancho e disca rapidamente o número.
Então coloca o fone novamente no lugar. Ainda não
era a hora. Ela sente novamente o perfume dele no sobretudo.
Precisava se livrar daquela veste.
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Este capítulo foi escrito por carol.
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CAPÍTULO 2 (segunda versão)
anabela passa pelo corredor, não dormira na noite
anterior, realmente não havia como, suas mãos quase
trêmulas conduziam o cigarro a boca, dois meninos muito
brancos correm pelo corredor , americanos talvez, por pouco não
a derrubam. Abre a grade do elevador, um senhor no canto atras do
acensorista observa seu pescoço meio avermelhado , anabela
se acautela para não tranpassar nenhum sentimento,
felizmente sua atenção é desviada pelos dois
meninos brancos, que entram no elevador no andar seguinte.
E a correria recomeça no saguão, seguranças
do hotel entram apressadamente no elevador,seus passos ferem o
tapete, chegou a frente do hotel, o carregador logo tratou de
chamar o Lincom preto, "-cassino por favor", aquele
conhecido sorriso, carregado em sarcasmo estava a espera no banco
de tras, conforme o combinado desceram, após uma boa
gorjeta, praça 15, num beco uma quadra antes do cassino, "esteve
com ele?", "-ótimo". caminharam
apressadamente até o cassino.
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> Este capítulo foi escrito por bozo.
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Quinta-feira, 07 de Fevereiro de 2002
CAPÍTULO 1
Rio de Janeiro, 7 de fevereiro de 1949
Chove desde as sete horas da manhã. A cidade mergulha no
silêncio e na névoa que transforma o Cristo Redentor
numa diluída miragem sobre as nuvens. Na Avenida Atlântica
poucos carros circulam. As raras pessoas que se atrevem a deixar
suas casas parecem fantasmas navegando na opacidade da água
que se derrama pelas ruas e transborda, vazando das bocas-de-lobo
entupidas. Um caminhão da prefeitura atravessa a Avenida,
lento e soltando fumaça escura, recolhendo o lixo. O neón
dos letreiros de bares e restaurantes permanece acesso, piscando
um arco-íris despropositado.
Anabela mal consegue ver as ondas do mar
correndo pelas areias da praia. A cortina da chuva e o vento
estremecem os vidros da janela do quinto andar do hotel Copacabana
Palace onde a mulher está imóvel, com o olhar
perdido na vastidão do horizonte nublado. Anabela
estremece: alguém passa pelo corredor empurrando algo metálico.
O ruído se prolonga, a mulher recua da janela, encosta-se
na parede com o coração batendo forte. Leva a mão
à garganta, os olhos muito abertos. O som de metal contra
metal começa a desaparecer, sumindo no pipocar da chuva nos
vidros da janela.
A mulher aproxima-se da cama. Ele continua imóvel,
com o braço esquerdo esticado para o chão, de
costas, o rosto apertado contra o travesseiro. Os olhos
arregalados e fixos na mesinha de cabeceira perderam o brilho. O
cobertor, arrastado num impulso de luta, está quase
totalmente puxado até o meio da cama, deixando à
mostra as pernas nuas do homem. Na altura do ombro esquerdo o
sangue coagulado formou uma crosta escura que oculta o buraco da
bala. Anabela observa a cena por alguns instantes e depois veste o
sobretudo. Num gesto rápido, recolhe o revólver
semi-oculto nas dobras do cobertor.
Com a bolsa debaixo do braço, Anabela
vasculha o quarto, observando com atenção qualquer
vestígio de sua presença deixado para trás.
Vai ao banheiro, abre o guarda-roupa, verifica se há marcas
de baton nos cigarros deixados no cinzeiro. Com um lenço de
cambraia limpa o copo onde bebeu uísque na noite passada,
retirando qualquer sinal de impressões digitais. Apanha o
lenço de papel onde enxugou as lágrimas e o empurra
dentro da bolsa. Calça os sapatos e aproxima-se da porta.
Lança um último olhar para o interior do quarto e
sai, fechando a porta sem um único ruído.
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luiz.
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