
| NGC | 6523 |
| Consteleção | Sagitário |
| Magnitude | *5.0 |
| Dimensão | 90'
x 40' |
| Distância | 5.200
anos luz |
| Visível a olho nu? | sim |
*IMPORTANTE: Alguns autores fazem a separação da Nebulosa da Lagoa de NGC 6530, outros, entretanto, a relacionam conjuntamente. No intuíto de facilitar a informação para o inciante decidimos adotar M8 e NGC 6530 como partes de um único objeto.
Informações gerais:
Aglomerado NGC 6530 descoberto por Flamsteed aproximadamente em 1680. Nebulosa da Lagoa descoberta por Le Gentil em 1747.
Como freqüentemente
ocorre com nebulosas difusas, o aglomerado de novas estrelas que
foi formado pelo material proveniente da nebulosa foi descoberto
antes da nebulosa. Neste caso o novo aglomerado aberto NGC 6530
a leste de M8 foi descoberto por Flamsteed aproximadamente em 1680,
e observado novamente por De
Chéseaux em 1746, antes de Le Gentil, que encontrou a
Nebulosa em 1747. Abbe
Nicholas Louis de la Caille catalogou-a em sua compilação
1751-52 como Lacaille III.14. Quando Charles Messier catalogou este
objeto em 23 de maio de 1764, também descreveu primeiramente
o aglomerado e mencionou a nebulosa separadamente como circundando
a estrela 9 Sagitário; sua posição original
é mais próxima da posição moderna do
aglomerado do que da nebulosa. Não obstante, é a nebulosa
quem é considerada atualmente como "Messier 8".
De acordo com Kenneth Glyn Jones, a Nebulosa da lagoa tem um tamanho
aparente de 90x40 minutos de arco, que é 3 x 1.1/3 do diâmetro
aparente da lua cheia, e corresponde a aproximadamente 140 x 60
anos-luz, com base na nossa distância de 5.200 anos-luz, o
que pode estar ligeiramente incorreto. Fontes mais recentes indicam
outros valores: 4850 (Glyn Jones) a 6500, mas David J. Eichler estabeleceu
o valor de 5.200 anos-luz ( Eichler 1996 ).
Uma das características notáveis da Nebulosa da Lagoa
é a presença de nebulosas escuras conhecidas como
'glóbulos' (Burnham) que são nuvens protoestelares
em colapso com diâmetros de aproximadamente 10.000 unidades
astronômicas. Elas podem também ser vistas, através
de outros detalhes, na imagem de M8
do DSSM. Alguns dos mais conspícuos glóbulos foram
catalogados no catálogo de nebulosas escuras de E.E. Barnard.
Conforme publicado em janeiro de 1997, o telescópio espacial Hubble foi usado para estudo da região da Nebulosa da Ampulheta na Nebulosa da Lagoa M8.
A Nebulosa da lagoa é um objeto magnífico para o astro-fotógrafo amador, como Brad Wallis e Robert Provin demonstraram com suas imagens proeminentes, e o Dr. Andjelko Glivar com suas fotos feitas com um Celestron 8.
(Tradução e adaptação: Paulo Oshikawa)
Fontes: http://www.seds.org/messie-r/m/m008.html
DICAS |
M 8
NEBULOSA DA LAGOA