MANUAL PARA A AVALIAÇÃO DO SEU CÃO

 

A saúde do animal

Os cães que participam de terapias com idosos devem seguir algumas normas para serem aceitos no projeto de visita aos asilos.

Vacinação: é imperativo que todos os animais estejam vacinados contra a raiva e estejam imunizados contra a leptospirose, doença transmitida pela urina dos ratos que pode contaminar também o homem. As vacinas polivalentes que existem hoje no mercado protegem contra os tipos mais comuns de leptospirose que afetam os cães. Ex. Vacina V-8

Exame de fezes: não só vermes, os cães podem contrair protozoários como Giardia e Ameba e podem transmitir às pessoas. Muitas vezes os protozoários não causam sintomas nos animais, mas nos humanos podem causar dores abdominais e diarréia. Assim, devemos fazer exame de fezes regulares nos cães (pelo menos a cada 2 meses) para que eles não transmitam esses parasitas aos idosos. É um exame barato que pode ser feito através de clínicas veterinárias.

Tártaro: a placa bacteriana origina o tártaro. Além do cão poder perder seus dentes precocemente, o tártaro torna a boca do cão um foco de bactérias. Assim, os animais não devem lamber os idosos, principalmente no rosto, sob o perigo de haver inalação de bactérias e comprometimento da saúde dos velhinhos (pneumonia, faringite ou laringite). Cães com tártaro em excesso devem procurar o veterinário ou centros odontológicos para a extração dessas placas.

Otites: a inflamação nos ouvidos é comum em cães e pode ter como causa a entrada de água durante os banhos ou parasitas. O cão com o ouvido inflamado pode reagir negativamente ao afago na região da cabeça e/ou orelhas, e morder por sentir dor. Mal cheiro, excesso de cera, vermelhidão, coçar ou chacoalhar a cabeça com freqüência, são sinais de problemas nos ouvidos.

Problemas de pele: alguns parasitas da pele podem contaminar as pessoas. É o caso dos ácaros (sarna) e fungos (micose). Devemos estar atentos para falhas de pêlo, coceira e descamações. Nem todo o problema de pele é contagioso, mas na dúvida, procure o veterinário antes de seu cão ter contato com os idosos.

Resfriados: o vírus da gripe humana não é transmitido aos animais e vice-versa, porém, um dos microorganismo que pode causar a "gripe canina" pode ser transmitido ao idoso causando pneumonia. Assim, os cães devem ser vacinados contra a gripe canina e, os que não forem, não devem participar o projeto se estiverem com espirros ou tosse (similar a um engasgo).

Temperamento: os cães que participam do projeto devem ser socializados, ou seja, ter contato com pessoas e animais estranhos ao seu convívio e ser receptivo a carinhos e afagos. Se o animal rosna em qualquer situação, detesta outros cães ou não aceita determinados tipos de carinho, NÃO DEVE participar do projeto.

Idade dos animais: entre 1 e 7 anos. Cães muito jovens são agitados e podem morder para brincar. Cães mais velhos podem se cansar ao término da visita.

Cães de grande porte: raças grande como labradores, golden retriever, etc.. , por mais mansos e sociáveis que sejam, devem obedecer ordens de comando básico com "senta", "deita" e "fica". Do contrário, poderão, num gesto de amizade, pular nos idosos ou tentar subir no colo das pessoas, o que poderá ocasionar a queda dos velhinhos, fraturas graves ou hematomas.

Para todos os cães: evitar que os animais transitem livremente, sem guia, nas dependências do asilo. Os idosos podem tropeçar nos cães ou serem derrubados pelo entusiasmo dos animais.

Banho: banhar o animal antes da visita, preferencialmente com produtos anti-pulgas. Animais com infestações de pulgas ou carrapatos não poderão participar das visitas até que estejam desparasitados.

Lembrando que os idosos têm a resistência orgânica muito mais baixa, assim como maior fragilidade óssea. Devemos ficar atentos com a saúde de nossos cães para que não causem transtornos de saúde aos velhinhos.

 

Não esqueça:

Vacina anti-rábica e V-8 anualmente;

Exame de fezes a cada 2 meses;

Banho anti-pulgas antes da visita;

Uso de guia durante a permanência na casa de saúde;

 

Cães que não podem participar:

muito jovens ou idosos, apresentando micoses ou sarna, com espirros ou tosse, sem vacina, sem exame de fezes, agressivos com cães ou pessoas;

 

Cada proprietário é responsável pela saúde e conduta do seu cão.

Dra. Silvia C. Parisi - médica veterinária ( CRMV SP 5532 )

 

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