IVOLÂNDIA FAZ HISTÓRIA COM O PIONEIRISMO

          

            Pequi, fruto típico do cerrado de sabor e aroma irresistível, rico em retinol, que é a vitamina A sintetizada além de vitamina C, é encontrado em abundância em Ivolândia e vem sendo comercializado desde 1969 por dona Maria Alves (foto) já falecida a um ano e meio, que fez bastante conservas caseiras e comercializou-as na capital do Estado.

   

          O sabor exótico desse produto não parou por aí, houve enormes procura e mais pessoas da cidade como Antônio Luis da Silva e Maria Borges da Silva começaram a trabalhar, também em casa, contando com a mão de obra familiar e de alguns amigos. Vendo suas vendas crescerem devido a boa aceitação no mercado dona Maria Borges abriu sua fábrica no dia 11 de setembro de 1998 com o nome “Indústria de Conservas Rio Claro” homenageando um dos maiores rios da região onde passou boa parte de sua infância.

          A pequena indústria inaugurou, em Goiás, a fase industrial do pequi. Fez história no Estado e mudou a rotina da comunidade local. É a Conserva de Pequi Rio Claro, que está virando cartão postal de Ivolândia, cidadezinha de pouco mais de 2.000 habitantes, 198 Km de Goiânia, microrregião do Mato Grosso goiano, oeste do Estado. A empresa tem 7 anos de funcionamento é motivo de orgulho dos moradores, ponto obrigatório de parada para quem visita a cidade.

Antiga Fábrica.

 

           Difícil resistir à compra de alguns produtos. Alem da velha conhecida conserva do fruto inteiro ou de fatias da poupa, há o óleo comestível e medicinal e o creme, a mais nova invenção da casa, Maria Borges transportou para a cozinha industrial a experiência de vinte anos de produção caseira.

          O empreendimento já beneficia o município e o Estado não só com o recolhimento de imposto, mas também com a divulgação do produto típico da culinária goiana e absorção de mão-de-obra.

          A indústria de Conservas de Pequi Rio Claro em Ivolândia/Go oferece muitos empregos, no período da safra que vai de outubro a janeiro. Conta com, aproximadamente, 60 pessoas empregadas em sua estrutura produtiva, envolvendo desde o corte até o preparo do produto para o seu devido frasco.

          Essa indústria exporta para várias cidades, entre elas estão: Piracanjuba, Mato-Grosso, Rondônia, Caldas Novas, São L. M. Belos, Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro. Ela exporta também  para a empresa Copo sul de São Paulo. Essa empresa usa os produtos para a fabricação de vários outros, os quais  são mandados para outros países, entre eles estão os Estados Unidos e outros.

       A Fábrica exporta o produto, via Empresa de Anápolis-GO (COMBRASIL) para o Japão, Itália, Inglaterra, EUA, entre outros. Consome, a título de compra diária do produto, cerca de 2.600 litros de pequi; possuindo transporte, do produto, próprio. A produção de 2006 é para superar 100.000 Kg do produto em escala de produção para o consumo.

Atualmente a Fábrica de Pequi “Rio Claro” se encontra na cidade de Ivolândia – GO, na avenida Contorno, Centro em Sede Própria com os respectivos telefones para contato: (64) 3685 1160, (64) 36851287.

        Seus proprietários são: Maria Borges da Silva e Antônio Luís da Silva (O Goiano).

          Emails de contatos: [email protected]  e  [email protected]     

O nome científico:

Caryocar Brasiliense Camb

          O período do florescimento  do pequi em nossa região é do mês de setembro a outubro, ilustrando a paisagem do cerrado com flores de coloração amarela e vermelha, em seguida começa a formação do caroço, sua frutificação e colheita vão de outubro a janeiro.O pequi é rico em vitaminas A,C e E. Ele tem um aroma inconfundível e os seus frutos são muito apreciados pelos moradores da região.

 

          Na região ainda não tem plantação de lavoura de pequi. A polinização se dá pelo ato alimentar dos animais, tendo como principal o morcego, que atraído pelo cheiro tenta levar o pesado caroço para seu habitat, deixando-o cair no trajeto, espalhando assim sua germinação pelas mais longínquas distâncias. Na cidade de Ivolândia o pequi  e seus derivados não são muito vendidos, pois a região oferece em grande quantidade o produto.

          Segundo a empresária Maria Borges conhecida por Fatinha: "em minhas conservas não usamos conservantes, os produtos têm validade para consumo por 15, após abertura dos fracos. Para abaixar o PH (ponto de acidez )  do pequi que é 4.5, usamos o vinagre ou o ácido cítrico para deixá-lo em 4.2". Esse PH é uma acidez do pequi que deve ser abaixada, pois causa o botulismo e outras doenças. Se o pequi for consumido naturalmente não tem problema, mas se for fazer a conserva é necessário que abaixe o PH.

 

          A matéria prima para a fabricação dos produtos da fábrica é retirada das fazendas situadas na região de Ivolândia, o pequi é comprado de várias famílias do município que na safra é a principal fonte de renda. A poupa é utilizada para fazer a conserva em caroço, fatiada e o creme. Para fazer o óleo a poupa não pode ser reaproveitada.

          Como as sementes não são aproveitadas pela fábrica, elas são vendidas para a Universidade Federal de Goiás que realiza o processo de reflorestamento com os acadêmicos, sendo assim o pequi já é considerado alvo de influência na luta pela conservação do nosso meio ambiente.

          A indústria Conservas de Pequi Rio Claro é a primeira a produzir o creme industrialmente em Goiás, a partir de técnica própria que D.Maria Borges (Fatinha) desenvolveu por experimentação.O creme é interessante aos apreciadores que não têm tempo para a cozinha. Pré- cozido, ele pode ir direto para o prato ou para a receita já pronta, como o frango ao molho,o arroz, o risoto, etc.

 
     

A Lenda do Pequi

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