As
grandes preocupações que mais afligem a humanidade são
perenes e imutáveis, adquirindo maior importância à medida
que o homem evolui e conquista novos espaços orientando o sentido da
humanidade.
Porque é que não se acham soluções? Primeiramente
por causa de interesses de todos os tipos; porque a humanidade padece de um
tremendo egoísmo que deturpando a visão se opõe à
profundidade e à razão, encontrando superficialmente relativas
soluções capazes, temporariamente, de calarem estas preocupações.
Uma falta de sentido para as coisas determina o paradoxo existente entre a crescente
necessidade de soluções para a humanidade e os avanços
científicos e tecnológicos. Assim, urgem mudanças radicais
de mentalidade, baseados, sobretudo na razão, na atitude e no comportamento,
tendo em vista a solução dos grandes problemas que afligem o ser
humano.
Num mundo desprovido da razão, em que a verdade se adéqua ao comodismo
aparentemente confortável da vontade das maiorias; onde predominam os
interesses individuais, desvinculados de um bem de maior abrangência e
importância, que inclui, eu e os outros, eu comigo mesmo e eu com os outros;
causador de apatia generalizada inviabiliza-se a promoção da dignidade
humana, cujo valor mais alto seria o próprio homem em todas as suas dimensões.
O Projeto Abertura encontra na ética o vislumbrar de um mundo melhor;
valendo-se de metodologia própria, vai ao encontro das necessidades e
anseios do homem contemporâneo, apresentando a sensível diferença
existente entre aquilo que se é e aquilo que se poderia ser, que, se
desejado, os caminhos da razão e da procura pela verdade, logo conduzem
a uma vida melhor e, portanto, a um mundo melhor.
Fernando Figueirinhas