O
mundo das aparências não se dá conta de suas obras! Não
só das materiais, mas, sobretudo, das invisíveis, daquelas que
partem do espírito, da vontade, que revelam os princípios e os
valores, que regem as ações, que fazem as coisas de um jeito determinado,
previamente estabelecido, irradiando-as para o mundo tendo este que aceitá-las
resignadamente e estruturar-se em conformidade com os interesses das aparências.
O que importa é ostentar aquilo que se é capaz de fazer, como
se fosse um troféu; sobretudo em benefício próprio; com
recursos alheios, ou escusos; com a exclusão social de muitos; contra
a vontade da maioria? Ou construir algo verdadeiramente útil, concreto,
profundo, que inclua a todos, que raramente se veja que perdure que, promova
o bem estar em seus múltiplos aspectos, e um desenvolvimento pleno do
ser humano que a todos convenha?
Fernando Figueirinhas