O
atual estado de coisas a que assistimos reflete, em última análise,
a singularidade e o comportamento individual de cada um de nós.
Uma preocupação desmesurada com o bem-estar material, sobrepujando
em muito o espiritual, determina o desvirtuamento dos verdadeiros valores -
aqueles cuja ordem natural e a sã consciência das civilizações
ancestrais nos legaram. A história muda, os tempos passam-se, mas a essência
dos valores permanece imutável e extemporânea.
A ciência e a tecnologia evoluem e, no entanto, o tratamento dado à
condição humana estagna-se, quando não regride. A própria
educação, aparentemente em constante evolução, esconde
na didática, na pedagogia e na propedêutica a sua essência
humanista.
Somente quando forem aceitos e colocados em prática os valores que interessam
à plenitude do homem, estaremos em condições de eliminar
da sociedade tudo aquilo que impede a humanização do mundo.