Registro das atividades do Proiniciar

Segundo semestre de 2005

Oficina 1: Rochas Ornamentais

 

Professor responsável: Akihisa Motoki

Departamento de Mineralogia e Petrologia Ígnea (DPMI/FGEL/CTC)

 

 

 

27 de Agosto de 2005, 14:00 a 16:00

 

Primeira oficina de “Rochas ornamentais” do projeto Proiniciar.

Na sala 4023, Bloco A., compareceram 7 alunos e foi dada a seguinte matéria.

 

1. Introdução

 

            Desde as eras pré-históricas, o ser humano utilizava rochas naturais como materiais nobres de construção. Na era da Civilização Megalítica, grandes monumentos monolíticos tais como Dólmen, Menhir, Stonehenge, foram construídos para de fins de homenagem dos ancestrais, utilizando-se grandes blocos naturais de rochas, sobretudo de granito, chamados popularmente de megálito.

            Há cerca de 3500 anos antes do Cristo, na civilização da Mesopotâmia antiga, rochas naturais foram utilizadas primeiramente para a pavimentação da avenida. Posteriormente, apareceram os santuários de rochas, chamado de Ziggurat, tal como da Ruína Ur de construção de 2100 anos antes do Cristo. Na civilização do Egito antigo, apareceram grandes pirâmides para homenagear os reis egípcios, chamados de Faraó, que é representado pela pirâmide do Faraó Khufu presente em Giza, há cerca de 2500 anos antes do Cristo. O corpo principal desta pirâmide é composto de calcários e, a tumba foi decorada por granito.

            A civilização da Grécia antiga, que começou a partir de 2200 antes do Cristo, utilizou amplamente rochas calcárias como material nobre para construção civil. O santuário de Parthenon de Acrópole de Atenas, uma arquitetura representativa desta civilização, foi construído em aproximadamente 560 anos antes do Cristo. Nas colunas e paredes das arquiteturas, encontram-se várias imagens gravadas nas rochas calcárias. Durante a época do Império Romano, o uso de rochas para construções urbanas foi explosivamente ampliado, havendo muitas obras de arquiteturas e construções civis, tais como: Maison Carree, um santuário; Pont du Gard, uma ponte para transporte de água; Anfiteatro; Pantheon; Colosseum; Arco di Tito. A pavimentação decorativa das calçadas feita de rochas brancas e pretas, denominada mosaico, chamada no Brasil de “pedra portuguesa”, apareceu naquela época. Certos nomes de rochas, tais como sienito e basalto, têm sua origem desta época.

            Na era medieval, as construções e arquiteturas de rochas foram desenvolvidas amplamente na Arábia, sucedendo a tecnologia grego-romana. As avenidas e ruas foram pavimentadas por paralelepípedos e muros altos de castelos foram construídos por acúmulo de rochas. Palácios foram construídos principalmente de rochas com decoração de alto nível artístico. Um exemplo preservado da construção daquela época é o Palácio de Alhambra (Al-Hamura) da Espanha. A partir da época das expedições das Cruzadas, a tecnologia de construção de rochas foi transferida pouco a pouco para a Europa. No século XXVII, as construções de rochas apresentaram o desenvolvimento específico em cada região da Europa.

            A maioria das rochas utilizadas para as arquitetura e construções civis das eras antiga e medieval foi mármore e calcário. Estas rochas têm baixa dureza e, portanto têm relativa facilidade na reforma, tais como corte e polimento manual com instrumentos de aço. A aplicação das rochas de alta dureza, tais como granito e pórfiro, eram excepcionais, sendo somente para salas dos Faraós e dos imperadores da Roma.

            Na era moderna da Europa, as chapas de mármore e calcários começaram ser utilizadas como matéria luxuosa de móveis. A indústria moderna das rochas começou na Itália, representada de mármore de Carrara, e se espalhou dentro da Europa inteira. No século XIX, estas móveis de alto luxo foram importadas para o Brasil e entregues às famílias da nobreza. Entrando no século XX, iniciou-se a fabricação nacional dos objetos de mármore. As rochas utilizadas são predominantemente mármore e calcário e, portanto os fabricantes e comerciantes que tratavam as rochas foram chamados de “marmoraria” (“marmista” em italiano).

            Após a Segunda Guerra Mundial, ocorreu notável avanço na tecnologia de corte, polimento, reforma e aplicação das rochas. A corte e polimento com o auxílio de granada e diamante industrial realizados por maquinário industrial pesado foram um destaque da inovação tecnológica. As rochas chegaram a ser cortadas em chapas polidas de espessura e tamanho definidos e utilizadas para revestimento de paredes, calçamento de pisos e construção de escadas. No Brasil, as rochas para aplicação decorativas de tal forma são denominadas “rochas ornamentais” (“rocce ornamentali” na Itália; “sôshoku sekizai” no Japão). Entretanto em muitos países estas são chamadas das expressões equivalentes de “rochas naturais” (“natural stone” nos Estados Unidos da América e Inglaterra; “piedra natural” na Espanha”; “pietre naturali” na Itália”. Devido à corte dimensionada, são chamadas também de “dimension stone” nos Estados Unidos da América e Austrália.

            O Brasil tem jazidas de rochas ornamentais de excelente qualidade e imensa reserva. Durante o século XX, este recurso não era suficientemente aproveitado. A razão principal era o maquinário obsoleto que não conseguia atender aos padrões dos consumidores do primeiro mundo. Entretanto, a partir do século XXI, começou a introdução dos equipamentos da tecnologia da ponta e, portanto a exportação das rochas ornamentais do Brasil conquistou um salto grande. De 2000 até 2005, o setor está crescendo em torno de 10% por ano. Atualmente, as rochas ornamentais fazem um papel indispensável para a beleza de construção urbana, constituindo recurso natural importante na mineração, aplicação à construção civil e exportação do Brasil.

 

Refere-se também http://geocities.yahoo.com.br/rochasornamentais

 

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