O estranho (e fantástico) Mundo Trouxa

Os Louros da Vitória

Mesmo vivendo em uma era Cristã, os trouxas ainda usam imagens e metáforas 'olímpicas' para sua jornada nos esportes. Os melhores entre eles são os escolhidos dos deuses e recebem os louros da vitória, a coroa feita de ramos de oliveira, árvore sagrada que foi presente da deusa Atenas à humanidade, é que cinge a fronte dos campeões.

O esporte ocupa espaço importante tanto no mundo bruxo, quanto no mundo trouxa, com diferenças óbvias, entretanto baseados no mesmo ideal, superar limites. Onde no mundo bruxo a magia atua como ponte, entre trouxas a tecnologia trabalha lado a lado com os atletas, para fornecerem meios para que o corpo humano possa exprimir seu poder ao máximo. Para os nadadores, roupas que diminuem o atrito com a água, para os corredores calçados traçados com exatidão para a anatomia dos pés humanos. Se em nosso mundo feitiços e encantos tornam uma firebolt com uma capacidade de aceleração de até 210 km/h, no mundo deles são criados, com engenharia mecânica altamente sofisticad, automóveis capazes de correr em velocidades altíssimas.

Mas os parelelos entre os dois mundos são tanto para o bem, quanto para o mal. Tanto trouxas quanto bruxos inventam maneiras de aumentar suas "habilidades" de maneira não muito honesta. Fazendo com que resultados sejam fabricados. E nos dois lados os esforços devem ser feitos ao máximo, para garantir que os desonestos não levem a festa.

Uma parte que não passa apagada são as comemorações. Choros, abraços, dedicatórias, forças encontradas em algum lugar desconhecido para todos, para enfim agradecer. Mas uma coisa peculiar acaba reunindo todos. O ritual de vitória trouxa:

- Ao ser declarado campeão - risos, choro, beijos, eu te amo para todos os lados. E até mesmo os inimigos.
- Segundos após - Abraços com os companheiros, tanto de time como de prova. 
- A preparação para o podium - entrevistas de "como foi difícil a caminhada..." e fotos, muitas. Todas devidamente enrolado na bandeira de seu país.
- A premiação - os segundos que antecendem o nome a ser chamado é tomado por expressões, sérias, de cansaço e até choro reprimido. Assim que o nome é dito é como se uma explosão de alegria ocorresse. Sorrisos, tchauzinhos, beijinhos na pessoa importante que está te entregando a medalha (em alguns casos, sortudos são premiados pelos próprios ídolos, o que acarreta declarações apaixonadas de fãs). 
- O hino - bandeira no alto a tremular, olhos cheios de água e o hino de fundo. Nessa hora todos do local mais alto do podium se sentem algo estranhamente estranho.
- Fim solene - Alguns terminam com acenos, outros com corridas em volta do estádio. Já outros mais sortudos vão para a champagne.
- E o fim realmente - Acabou-se a formalidade. Atletas e torcedores vão todos encher a cara. Seja com o que for. E a recepção do atleta é regada com desfiles, homenagens e festa! Ou seja bebidas...

Na verdade não parece ser tão diferente assim do mundo Bruxo. E aí, aceita uma amanteigada?


Por Marie Estelle Esphandour - Terceiro Ano Vulpecula, a nova guia do Profeta em suas incurssões pelo mundo trouxa!
Hosted by www.Geocities.ws

1