O estranho Mundo Trouxa


O estático Mundo Trouxa

Um dos maiores choques culturais, de meus primeiros contatos com trouxas, foi a ausência de movimento. O mundo dos trouxas é estranhamente estático, fotos, quadro, esculturas nada se mexe, chega a ser assustador... ^^” Eles acham isso super normal e provavelmente infartariam se ao passar casualmente pela sala encontrassem dois de seus quadros num bate papo animado. Cada qual com seu espanto...

Nós bruxos estamos acostumado a dinâmica em elementos comuns de nosso cotidiano, seja na foto que ilustra uma matéria do jornal, no quadro do corredor ou nos livros de história.

Talvez o fato de estarem acostumados a inércia explique a paixão dos trouxas pelo que eles chamam de sétima arte, o Cinema. O cinematógrafo foi criado em Dezembro de 1895, pelos irmãos Auguste e Louis Lumière, dois abortos (filhos de bruxos sem poderes mágicos) que não se conformavam em viver em um mundo sem movimento.

Este entretenimento denominado “cinema” move multidões para estréias de filmes, gera fãs incondicionais de certos títulos e vende milhares de cópias para serem vistas em uma tela menor, mas com quase as mesmas funções do cinema, e que 99% dos trouxas tem em casa.

Atualmente a indústria do cinema trouxa movimenta enormes quantidades de dinheiro. Agora pasmem senhoras e senhores, grande quota deste dinheiro é destinada ao que eles chamam de efeitos especiais. Estes tais efeitos tentam reproduzir nas telas grande parte da magia que existe em nosso dia a dia.

Como são contraditórios nossos queridos trouxas, se esforçam em negar a existência da magia no mundo real, mas deliram e cultuam filmes que retratam variados aspectos da magia.



In loco

Cinema - A máquina de sonhos dos Trouxas


Diversão é um assunto muito sério, tanto entre bruxos quanto entre trouxas, embora grandes diferenças separem os dois mundos. Como um jornalista deve imergir em sua matéria, eu estive nas últimas férias no tal “cinema”. Existe todo um ritual que precede a entrada no cinema propriamente dito, ele começa enfrentando uma fila enorme para comprar o ingresso. Depois uma parada para comprar: pipoca, refrigerante, chocolate, balas, chiclete... Isto me fez considerar se teríamos tempo de ver o tal filme, com tanta coisa para comer. Quando as luzes se apagaram, começou a exibição do filme, nessa hora eu agradeci por termos comprado tanta comida, pois o “filme” não era nada mais que uma gigantesca foto bruxa.

Prue Shidou - Que a cada dia se surpreende mais com este estranho mundo trouxa.

Por Prudence Shidou - Quartanista da Monoceros e que veio 'lufar' no lugar da tia Lil..
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