Duelos

Não resisti a tentação maior do que a minha própria vontade de falar sobre o que vou falar na coluna de hoje. Minha primeira intenção era de contar-lhes uma nova tática da qual tomei conhecimento, mas depois de ver este duelo, não houve como não mudar de idéia. Além da inteligência tática de um dos duelistas, as atitudes do outro duelistas são tão engraçadas... Acho que todos tem o direito de se divertir, assim como eu.

O duelo em questão é o que se deu entre Viktor Askov, da Monoceros e Max de Perald, da Drago; as portas de uma bela igreja. Max deveria ter aproveitado que estava tão próximo de uma igreja para rezar, e pedir a Deus que o guiasse no duelo. Talvez, se tivesse feito isso, perderia com mais classe, e não feito em pedaços, como perdeu.

Logo no começo mostrou sua falta de conhecimento, ao usar um feitiço que não existe. Patético, diga-se de passagem. Enquanto ele cometia esse “ato de irracionalidade”, Viktor começava uma tática que, à primeira vista, parecia muito simples, e até mesmo fraca, mas, ao longo do duelo, se revelou brilhante. Invocou um Fractius Életrico e fê-lo atacar Max.

Um Fractius sempre me pareceu um animal inútil. Bem, qualquer animal é inútil, mas um Fractius conseguia fazer a façanha de ser mais inútil do que qualquer outro. Incapaz de causar um grande dano, para pessoas com mania de grandeza ele não é de grande serventia. Mas tem suas vantagens. Os Fractius, que estejam no mesmo campo que um Fractil Elétrico, não sofrem enjôo do invocação e tem poderes elementais especiais. Ainda assim, muita gente, e o colunista que vos fala, acha esses poderes não pagam o preço da inutilidade deles, porém, Viktor provou que tudo isso é errado.

Nesse momento, um dos detalhes hilários do duelo apareceu. Viktor provocou Max, fazendo uma claro ilusão ao seu ato pra lá de ridículo de usar um feitiço que não existe. E, para completar, invocou outro fractius, atacando Max com os dois animais juntos, causando mais dano. Max tentou, em vão, sustentar sua incompetência numa tática, lançando um “Meditato” sobre si mesmo, mas, de nada adiantou, pois o Fractius Gélido que Viktor acabara de invocar conseguiu, por uma graça divina, que assistia tudo de frente, congelar Max, incapacitando o garoto de fazer qualquer coisa, exceto se concentrar, e tentar prejudicar Viktor de alguma forma. Mas o Monoceros estava pronto para isso, e se defendendo através de um bom e velho “Circle of Protection”, tornou impossível qualquer ataque por parte de Max, e, ainda por cima, atacou-o com os dois Fractius. A única coisa que Max foi capaz de fazer foi se concentrar.

Max, para provar que sabia pelo menos lançar um feitiço que funcionasse, e se defendeu do “Petrificus Totalus” de Viktor também com um “Circle of Protection”. Mas, ao ver o ataque tardio através dos Fractius de Viktor, o drago teve um ataque. Insultou a juíza e, covardemente, ameaçou abandonar o duelo. Porém, para que a cena não ficasse tão terrível assim para ele, acabou por mudar de idéia e permanecer no duelo. Lançou um “Incendius” em Viktor. Ataque desesperado, ao meu ver, apenas para poder sair dali dizendo que causou algum dano no Monoceros. Depois da ceninha do garoto, Askov invocou mais um Fractius e atacou novamente seu oponente, causando um dano consideravelmente grande em Max.

Finalmente, depois de tudo isso, o golpe de misericórdia de Askov veio. Usando o feitiço “Destreza e Fadiga”, Viktor foi capaz de lançar um “Ciclone de Areia” e invocar mais um Fractius, causando muito dano de uma vez só. Max, para completar sua incompetência em todo o duelo, não fez nada para se defender do ataque, e se deixou ser derrotado. Fim de jogo, num duelo brilhante, no que se trata de Viktor, e patético, no que se trata de Max.

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Por Alksey Askov - Sextanista da Monoceros, mostrando que, na arte dos duelos, existe muito mais entre o 'expelliarmus' e 'petrificus' que supõe a nossa vã filosofia.
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