Nós, do Profeta Corvinal, temos o orgulho de lhes apresentar a nossa heroína mais querida que, por um pequeno relapso de Titia Jô, foi esquecida dos livros HPs: Rô Habertah (ou Robenilde Arantes da Silva, tanto faz).
Esta pequena magricela é exatamente como qualquer garota de sua idade e, por sua vez, faz tudo o que nós (meros-seres-humanos-sem-qualidades-suficientes-para-sermos-uma-JulianaPaes-ou-uma-JuliaRoberts)fazemos.
Você pensa que ela tem namorado? Enganou-se. Você pensa que ela é popular? Enganou-se novamente. Então o que faz desta pré adolescente destaque de um caderno especial em nosso tão famoso jornal?! Bem, ela não tem talentos evidentes, mas é feliz nos pequenos momentos de sua vida...
Você já parou pra pensar quanto tempo de sua vida você gasta fazendo coisas simples que, provavelmente, nem se recorda depois de cinco ou dez minutos? Coisas como escovar os dentes, coçar o olho, usar a privada, tomar banho e etc.
Quem sabe após ler o cotidiano de Rô Habertah você não passe a ver o seu dia como um milagre (ou como uma tremenda babaquice) que deveria ser vista de maneira diferente sempre.
 

... Aproveite seu dia...

*|A Magnífica e Esquecida Arte de Escovar os Dentes*


   Era meia-noite, o sol raiava verticalmente no belo-horizonte da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Rô Habertah se encontrava sentada de pé em sua cama no dormitório feminino da torre da Corvinal, preparando-se psicológicamente para a mais importante, mais difícil, mais magnífica, extraordinária, "salve, salve, Brasil de um sonho inten..."
   PS.: As palavras entre áspas citadas à cima devem ser ignoradas.
   Ela se prepara para superar todos os limites da raça humana. Um ato já executado por vários homens, porém não com esta singularidade, não como Rô Habertah. Um ato que, se fosse hamanamente possível ser filmado, seria matéria de vários domingos no Fantástico, quiçá do Discovery Channel.
   *Música de fundo: Danúbio Azul (aquela músiquinha do filme 2001: Uma Odisséia no Espaço)*
    Um fato que nem mesmo Freud explica. Algo que penetrará, com toda ambiguidade que esta palavra possa proporcionar, para a história da humanidade. Algo que mudará sua vida para sempre; depois de ler isso você nunca mais será o mesmo, pois isso abalará completamente sua estrutura psicológica.
    É chegado o momento, é chegada a hora......... Preparem-se para o maior espetáculo da Terra! *musiquinha de circo*
    Rô Habertah caminha parada em sireção ao palco do show que o mundo aguarda com tamanha ansiedade: o banheiro. Este magnífico lugar onde ela despeja todas suas angústias, seus medos suas inseguranças, sua podridão interna. Ele é o punico amigo que socorre nos tristes momentos de aperto, e jamais lhe ignora após uma feijoada com salada de ovos cozidos, repolho e batata doce.
    Rô Habertah adentra ao banheiro; olha para a privada e aproxima-se da pia. Vê o reflexo de uma garota morena, de olhos azuis, um rosto pálido corado pelo sol, obesamente magra, refletida no espelho.
     - Meu Deus, que menina bonita! nunca vi uma garota tão meiga, sensível, maravilhosa, charmosa, sexy, inteligente, simpática, sensível, carismática, linda... E esses olhos então?! Azuis como ébano! Essa menina é o cúmulo da perfeição! Ai meu Deus, estou apaixonada por uma... garota?! Ai eu sou lésbica! Ah não, essa sou eu... É que eu ainda não e acostumei com minha beleza e humildade.
    Após de mais alguns minutos de auto-comtemplação narcisista, Rô Habertah pega no seu instrumento de trabalho. Um objeto comprido, o qual as garotas sentem prazer ao levar á boca, um obejto que ficará entrando e saindo de sua região bucal.Ela coloca em seu objeto de trabalho, uma escova de dentes que brilha apagada no escuro, a coisa mole, braca e refrescante: a pasta de dentes. Com um leve jogo de braços, Rô Habertah inicia sua peregrinação bucal.
    A consistência branca que se encontrava na superfície de sua escova começa a espumar, transformando a linda e modesta menina num perfeito retrato de cão raivoso. Esta imagem causa um distpurbio psicológico em Rô Habertah, que começa a se imaginar como um vira-latas pulguente e sarnento, cheio de Violeta pelo corpo, o que a incentivou a escovar os dentes cada vez mais frenéticamente, em movimentos atrozes, para descontar a raiva da visão que ela teve do Próprio, do Cão.
    Porém esses movimentos caem em contradição e, ao invés de exprimir sua raiva, começa a satisfazê-la. O prazer é tão intenso que seu corpo começa a suar, seus olhos começam a virar, suas roupas íntimas se umedecem devido á um problema na beixiga; o prazer é tão, mas tão intenso que Rô Habertah grita, Rô Habertah esperneia, Rô Habertah saltita pelo banheiro como Bambi pela floresta, Rô Habertah, enfim, planta bananeira.
    E entre gritos e gemidos, Rô Habertah chega ao ápice, ao momento de êxtase, ao Nirvana!(Mas sem efeitos sonoros porque o vocalista, Kurt Cobain, faleceu).
Mas como diz o ditado: "Tudo que sobe tem que descer", Rô Habertah chega ao fim de sua extasiante escovação de dentes. Calmamente ela desintroduz o objeto de sua boca; a espuma que dantes estava apenas em sua boca, agora preenchia toda sua face. Ela mira novamente o espelho, encontrando mais uma vez o cão raivoso, porém ela não mais o odeia, pois graças á ele teve uma escovação boa pra cachorro.
    Agora nossa heroína, salvadora do mundo, nova garota propaganda da Colgate, se sente viva para mais um dia de sua vida.

Texto: Deaba Deabenta

 

 

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