Uma
Estranha Sensação
Não que fosse ruim
Por fim, é boa
A razão, sem explicação
Renasce à toa
Mas de mim
Nada conseguirá
Meus sentidos
Estão n’outro lugar
Estou à flor da pele
Nua, desprovida
Insaciável mesmo
Um conjunto de palavras
Vai se formando
E jorrando boca a fora
Todas com um único
objetivo
Você
E cá estou
À mercê dos seus
carinhos
E me perco em desalinho
Vens me invadindo
Tomando conta de tudo
Se apoderando de mim
E eu, perdida, me entrego
Aos prazeres da carne
Que lasciva expele meu
aroma
Em pele nua e crua
Sou tua
E como escrava, obedeço
Aos seus lampejos
Sinto teu toque
Arrepiando-me cada vez
mais
E ais que ouço de dentro
São os meus próprios
Neste momento nada existe
Além disso aqui
Dessa permissividade de
invasão
De sentimentos aflorados
Antes recatados
Me entrego de corpo e
alma, lavada
Por seus encantos
Por delícias de sensações
Que agora são minhas
Pois estão encravadas em
mim
Jesus Diogo Xavier