REESCREVA A SUA HISTÓRIA
Que
história podem escrever os nossos conhecimentos e as nossas
ações? Enquanto muitas pessoas se atolam no lodaçal da
indecisão, outras tantas mais audazes, afeitas a desafios e
atentas às mudanças dos novos tempos procuram integrar o
familiar com o surpreendente. O que vem a ser esse binômio:
familiar e surpreendente?
Familiar é o que nós, qualquer que seja a nossa atividade,
conhecemos como aprendizado advindo do nosso tempo na
Universidade, ou ainda nos cursos de pós-graduação,
mestrado, especialização e outros congêneres. Ou das nossas
vivências; ou, ainda, dos hábitos e costumes mesclados com
os padrões impostos. Surpreendente são aqueles fatos e os
acontecimentos das mudanças vertiginosas que a tecnologia
nos apresenta em benefício da nossa profissão, e da nossa
própria vida, com o que as faculdades só vão familiarizar-se
mais tarde, após comprovação quantitativa, dentro do chamado
cunho científico. Para conferi-lo, elas necessitam da
experimentação comprovada, o que leva anos. Quando essa
certificação chegar, terá sofrido nova mudança. O
surpreendente é a própria mudança, que é característica do
espírito criativo de quem está livre da rigidez de regras,
dogmas e dos postulados de paradigmas ultrapassados. O
surpreendente rompe barreiras, quebra paradigmas, ultrapassa
limites, inova, cria, avança com alegria, revelando-se
fora-de-série.
Todos
nós sabemos que é perigoso ficar adstritos ao que aprendemos
no nosso tempo de estudantes nem mesmo pensar que aqueles
conhecimentos são eternos e imutáveis. Tudo muda, como tudo
se transforma. É como o capital, qualquer que seja o seu
gênero. Se permanecer parado, imóvel, estático, limitado,
inútil, sem uso e sem aplicação, desvaloriza-se. Assim, são
os nossos conhecimentos acadêmicos; hoje nos servem
tão-somente como base, como alicerce do nosso saber
científico. Conferem-nos a faculdade de exercer.
As
mudanças estão aí em todos os campos, igualmente, grandes.
Quem estiver desatualizado, estará fadado a ficar no passado
e ser ultrapassado, perdendo a noção do presente, onde se
situam as nossas ações. Ainda mais na atualidade, quando os
clientes estão bem informados, trazendo, algumas vezes, as
novidades de nossa área de trabalho. Os clientes, tanto os
internos quanto os externos, estão mais espertos, mais
exigentes, fugindo das corriqueiras técnicas de persuasão.
Aguardam pelo surpreendente, querem encantar-se com o
vislumbre de quem lhes ofereça a oportunidade de realizar os
seus sonhos e de satisfazer os seus desejos, como atender às
suas necessidades, sem técnicas, sem passos estudados, mas
seduzindo-se pela criatividade, pela imaginação e
sinceridade daquele que possa realizar o seu sonho.
Por
conseguinte, na Gestão do Conhecimento, como em nossa
matéria anterior abordamos, é imprescindível que
possibilitemos a nós mesmos a oportunidade de periodicamente
nos reciclar, conferindo esse mesmo direito aos que
colaboram conosco em nosso dia-a-dia. Nada mais importante,
entre tanto que nos é primacial no aprimoramento pessoal,
que saibamos respeitar a Ética Humana, como da mesma forma
compreender que todos nós necessitamos de Motivação Humana.
Nessa trilha, há tantos que sabem tanto, com inúmeros cursos
no exterior e aqui, mas se esquecem de que todos somos
carentes de calor humano e de auto-estima. Todos carecemos
de troques sutis em nossas almas, no que temos de mais caro
e profundo, que é a satisfação de nossos desejos e
necessidades.
O
Espírito humano está acima da carne e das emoções da
vaidade, do egoísmo, da prepotência, elevando-se na
simplicidade, pelo poder da humildade, que é o pedestal da
sabedoria. É penoso perceber que há muitas pessoas em
posição de mando, sem liderança e sem o conhecimento da alma
humana. Talvez nem tratar os filhos saibam, mas se arvoram
em poderosos, donos do mundo. De que valem os seus
conhecimentos acadêmicos e os seus títulos, se desconhecem
as regras elementares do Gerenciamento das Relações Humanas?
Como, de igual modo, são pobres na comunicação verbal e em
postura social. Entretanto, quando a sua Divisão de Recursos
Humanos lhes recomenda um curso ou um evento nesse nível,
alegam que já sabem tudo. São os chamados auto-suficientes,
que se bastam a si mesmos e de nada mais precisam. Serão
vítimas da sua própria arrogância e os números da
produtividade de sua área dir-lhes-ão adiante,
dolorosamente, quando descobrirem que estão extenuados pelo
estresse emocional.
É
primordial, pois, o debate dos problemas da profissão de
cada um, mas ainda mais básico é que os Diretores de
Recursos Humanos tenham em mente que o valor maior que está
à disposição para administrar e desenvolver é o próprio ser
humano. Tanto o psicólogo deve conhecê-lo, como todos nós em
nossas lides temos por dever embrenharmo-nos nesse
conhecimento. É o relacionamento amistoso que conduz uma
equipe à vitória, por seu espírito sinergético e pelo
carisma do seu líder.
Somente assim serão escritas histórias estimuladoras, fruto
da aplicação do conhecimento correto e das ações ajustadas e
justas. Esse é o mundo do III Milênio. Esse é o nosso novo
mundo. Quem se apresentar despreparado para ele, estará à
margem de uma sociedade melhor, mais humana e muito mais
feliz, porque os nossos filhos merecem uma melhor do que
essa que aí está, comprovadamente corrompida, nos mais altos
escalões.
Aí
estão os passos para você reescrever a sua história e
permitir que os seus, igualmente, possam reinventar a sua,
com sabedoria, poder, autoridade, entendimento e
discernimento.
Professor João Beserra da Silva
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