UM BALANÇO DA VIDA
Tudo se interliga e interage. Os fatos e os atos
que surgem em nossa vida são produtos da nossa maneira de
pensar, de sentir e de agir; da nossa forma de nos
relacionarmos.
Nada acontece por acaso, já nos ensinava Hermes
Trimegisto há milênios no Egito. Então, os fatos e os atos
que ocorrem no nosso viver são como as árvores e os arbustos
às margens das estradas. Nasceram ali porque alguma semente
caiu na terra, por uma das diversas maneiras de semear.
Os fatos e os atos oriundos de nós mesmos ou
advindos de terceiros provêm de sementes, igualmente. De
sementes de pensamentos que emitimos. Ou de sentimentos que
acalentamos em nossos corações.
Se esperar acontecimento bom, guarde em sua alma a
semente do mesmo, com esperança, empenhando-se em ação
conseqüente. Sempre em movimento na direção daquilo que
anseia colher. Tudo procede do MM – Meios e Metas! Da mesma
maneira, do onde e para aonde.
A qualidade de vida é como as safras. Para que elas
aconteçam, necessário se faz que sementes da mesma espécie
sejam plantadas em terreno adrede preparado. E que a
posteriori sejam tomados cuidados especiais com a semente
que brota e se transforma.
Um mundo pleno de fatos, atos e acontecimentos
alvissareiros só surge na vida se o seu modelo se encontrar
na mente de cada um de nós. E cada qual cumprir a sua parte
nessa construção. É como um lago ou um rio. Só se compõe de
água cristalina e pura, se todas as gotas estiverem puras,
limpas e sem contaminação. Trata-se de tarefa penosa, mas
necessária para que o mundo seja o que sonhamos. Com o seu
surgimento, com a sua realidade em nossas vidas,
encontraremos a satisfação por havermos feito a nossa parte
e nos interessado pela de outros ao nosso redor.
A nossa atitude para com os nossos pais segue o
mesmo caminho e se origina mais cedo. Deles proviemos e com
eles convivemos desde o amanhecer de nossas vidas. Quem são
os nossos pais? Que foram para conosco, se já passamos pela
adolescência e presentemente já somos adultos? Foram as
primeiras pessoas que nos transmitiram energia e nos legaram
a sua maneira de ser e de agir.
Somos um pouco ou muito deles. Talvez porque, por
descuido ou por zelo, quiseram nos esculpir iguais a eles.
Algumas diferenças aconteceram e marcaram, com certeza, as
nossas vidas. São traços característicos de suas
personalidades que se impregnaram na nossa. Como nas suas
estiveram presentes os dos seus pais. Transformaram-se em um
mapa de comportamentos, de maneiras, e de hábitos que vieram
fortalecer ou debilitar o nosso caráter. Como agir, se
constituíram marca ruim para conosco?
Feliz quem nunca rompeu com os pais!
É extremamente imprescindível nessa relação
descobrir o amor. O pai que ama os seus filhos e almeja
conferir-lhes as magníficas lições do amor, carece, antes de
tudo, amar-se... Para que o pai disponha de condições para
amar os filhos deve antes amar os próprios pais!... Pai
algum amará em plenitude os filhos se estiver em desarmonia
constante com os pais!...
Por conseqüência, esse relacionamento doméstico
pode prejudicar o profissional e a parte social. Talvez, por
essa razão, algumas carreiras profissionais deixam de manter
avanços constantes. Como também, se a situação é inversa no
ambiente de trabalho, leva para casa as suas cargas e os
seus pesos.
Sabe quantos fatos desagradáveis passa para seus
filhos porque recebeu dos ancestrais? É forçoso romper com o
círculo vicioso que se conduz como bola de neve, passando-se
sempre o que se recebeu. Assim vai de geração em geração. É
necessário, com coragem e sabedoria, cortar esse errôneo
caminhar.
Sem esse ato audacioso e sábio, o mundo explodirá
de tanto ódio acumulado, de tão grande violência, de
tamanhas injustiças. Mesmo que estejam guardados em níveis
inconscientes. É mister grande ousadia para acabar com essa
corrente tão prejudicial.
Aproveitemos esta época para um balanço pessoal de
nossa vida...
Professor João Beserra da Silva
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