Evolução historica do computador.
Ábaco
A primeira
calculadora que se tem notícias é o ábaco, de origem chinesa, do século V a.C. (antes de Cristo) capaz de efetuar
operações algébricas elementares.
Calculadoras mecânicas
Anteriormente à década de 40 já existiam
calculadoras mecânicas, dentre elas, pode- se destacar: a calculadora de
Charles Babbage
Primeira geração – ENIAC
Foi na década de
40 que surgiram as primeiras válvulas
eletrônicas, o exército americano necessitava de um equipamento para
efetuar cálculos de balística, foi quando se iniciaram os estudos neste
sentido.
Cada válvula era
capaz de representar um bit de informação (somente aceita dois estados, ligada
ou desligada). Os bytes eram compostos por oito válvulas.
Como não se
tinha muita confiança nos resultados, devido à constante queima de válvulas,
cada cálculo era efetuado por três circuitos diferentes e os resultados
comparados, se dois deles coincidissem, aquele era considerado o resultado
certo.
Portanto, por exemplo, para 2 KB de memória
seriam necessárias 16.384 válvulas e para três circuitos 16.384 x 3 = 49.152
válvulas. Os computadores eram verdadeiros monstros eletrônicos que ocupavam
muito espaço e consumiam muita energia.
O ENIAC
(Eletronic Numerical Integrator and Computer), construído em 1948 tinha 19.000 válvulas e consumia cerca de 200
quilowatts, um absurdo para a época.
Comemora-se na
Universidade da Pensylvania os cinqüenta
anos do ENIAC, e para tal foi montado o ENIAC num chip, com as mesmas funções
do original.
CHIP ENIAC
desenvolvido
para as comemorações dos 50 anos do ENIAC
tamanho: 7.44mm x 5.29mm;
174.569 transistores;
Segunda Geração
Foi em 1947 que
surgiu o primeiro transistor, produzido pela Bell Telephone Laboratories. Esta
descoberta revolucionou a eletrônica, os circuitos passaram a consumir
muitíssimo menos energia , a ocupar menos espaço, isto a um custo bem
satisfatório. Os transistores eram e
são muito mais confiáveis que as válvulas. São feitos de cristal de silício, o
elemento mais abundante na Terra.
Em 1954 a Texas Instruments iniciou a produção
comercial de transistores. Da mesma forma os transistores, nos circuitos digitais foram utilizados para representar os dois
estados: ligado/desligado, ou seja, zero/um. Nos anos 60 e 70 devido ao emprego
do transistor nos circuitos, se deu a explosão, o boom do uso de computadores. Ocupavam menos espaço
e tinham um custo satisfatório.
Em 1968 chegou o
primeiro computador da UNICAMP, um IBM 1130, com 16KB de memória e um disco de
1 MB, foi um acontecimento, ele trabalhava com cartões perfurados. Rodava
programas em ASSEMBLER, Fortran, e PL1. Para dar partida, se utilizava da
console e cartões perfurados especialmente
codificados, denominados “ cold start ”, funções executadas hoje pela
ROM e o BIOS.
Terceira geração
Nos anos 60,
iniciou-se o encapsulamento de mais de um transistor num mesmo receptáculo,
surgiu assim o Circuito Integrado - CI,
os primeiros contavam com cerca de 8 a
10 transistores por capsula ( chip ).
Quarta geração
Em novembro de
1971, a Intel introduziu o primeiro microprocessador
comercial, o 4004, inventado por três engenheiros de Intel. Primitivo aos
padrões de hoje, ele continha somente 2.300 transistores e executava cerca de
60.000 cálculos por segundo. Nos dias de hoje, vinte e sete anos depois, um
microprocessador é o produto mais complexo produzido em massa, com mais de 5.5
milhões de transistores, executando centenas de milhões de cálculos por
segundo.
PCXT Operando a
4.77 MHz, evoluíram para 8 MHz, 10 MHz e até 12 MHz. Os slots conhecidos como
slots ISA (Industry Standard Architeture). Os microcomputadores da linha PC XT
produzidos a partir de 1981durante os anos oitenta. Tinham suas Placas Mãe
baseadas em diversos microprocessadores, 8088 da Intel, os NEC V20 e os 8086
Intel. Tais placas, inicialmente eram para 8 bits e as placas operavam a 8 MHz.
PC AT Os PC XTs evoluíram um pouco e surgiram os
PC AT 286, um pouco mais robustos, já possuíam uma bateria que mantinha num
chip, uma pequena RAM, as informações do hardware do computador e os dados do
relógio calendário, mesmo quando este estivesse desligado, o CMOS. As Placas
Mãe para 286 já operavam com slots duplos, para placas ISA 16 bits, porém ainda
operando a 8 MHz .
PC 386 A
novidade, em 1990, nos PCs 386 DX era
possuírem bancos de memória de 32 bits e
chips VLSI ( Very Large Scale Integration ). Usavam memórias em módulos
do tipo SIPP ( Single In-Line Package )
que foram rapidamente substituídas. As placas lançadas em 1992, já
utilizavam módulos SIMM, (Single Inline
Memory Modules) - módulo de memória RAM com fileira única de contatos alinhados
- módulo de expansão de memória (1 Mb, 4 Mb, 8
Mb, etc.); pequena placa na qual são montados os chips de memória. Os
módulos de 30 pinos ou vias trabalham simultaneamente com até 8 bits.
Com os 386 atingindo velocidades de 20 MHz, as memórias já se tornavam lentas
e para compensar esta deficiência, as placas começaram a ser produzidas com o
recurso de memória cache externa, equipadas com até 32kB.
PC 486
As primeiras
placas dos 486, já nos anos 93 e 94, dispunham de barramento VLS (VESA Local
Bus ), que operavam com 32 bits, podendo transferis até 132 MB/s, bem superior
aos 8 MB/s do barramento ISA. ( VESA - Vídeo Eletronics Standards Association).
As placas fabricadas até 1993 que utilizavam módulos, de 8 bits e 30 pinos,
necessitavam de grupos de quatro para perfazer os 32 bits requeridos pelas CPU´s 486.Outras placas já
utilizavam blocos de 72 pinos.
Pentium
As placas para
CPUs Pentium apresentam barramento de 64 bits e utilizam módulos de memória de
32 bits, esses módulos são utilizados dois a dois para formarem os 64 bits
requeridos. Por razões técnicas, a grande dissipação do chip das CPUs, as
mesmas tem contar com um microventilador acoplado para resfriá- las. Como
implementações, essas placas dispõem de
soquete do tipo ZIF ( Zero Insertion Force ) para o chip da CPU, barramento do tipo PCI (Periferal
Component Intercinnect ) operando com 32 bits, memória cache SRAM até 512 kB em
módulos do tipo COAST.
COAST (Cache on
a Stick), semelhantes aos módulos de memória RAM tipo SIMM. Outras
implementações são as placas de interface incorporadas nas Placas Mãe. São
elas: duas interfaces IDE, uma interface para drives, duas interfaces seriais e
uma interface paralela. Certos fabricantes ainda fornecem placas com interfaces de som e SVGA incorporadas.
Socket 7
O Socket 7 é o mais popular dentre os
soquetes atuais, contém 321 pinos, opera com voltagens 2.5v e 3.3v. Aceita chips de processadores Pentium
desde 75 MHz até 200 MHz K5, K6, 6x86, 6x86MX, and Pentium MMX. As placas
Socket 7 geralmente incorporam reguladores de voltagem para possibilitar
demandas abaixo de 3.3V.
Slot 1
A Intel mudou
totalmente o contexto ao lançar o uso do soquete Slot1, e alojando os
processadores da linha Pentium II em placas. A vantagem foi poder colocar na
mesma placa, contíguo ao chip da CPU, os módulos de memória cache. Isto veio a
possibilitar transferências de dados a altas velocidades entre a cache e a CPU.
O Slot1 tem 242 pinos e opera com voltagens entre 2.8 e 3.3v.
Diferenças entre microprocessadores da linha Pentium
A primeira
questão, e muito importante é a velocidade, ou seja a freqüência do clock
interno. De certa forma, entre chips de uma mesma linha, quanto maior o clock
melhor, porém outros fatores influem na velocidade do sistema como um todo.
Podemos citar, o chip set, o tamanho da memória cache e quanto de memória RAM.
Quinta geração
Pentium P55C ou MMX
A evolução das
aplicações de multimídia, envolvendo gráficos, imagens e sons tornou uma
necessidade a implementação de instruções que facilitassem sua execução. Assim,
a Intel adicionou ao Pentium, 57 novas instruções voltadas para este tipo de
processamento, são as chamadas instruções MMX, ou seja Multimedia Extentions.
São instruções que englobam várias instruções comuns, e são executadas por
hardware, facilitando os produtores de software na criação de seus programas já
se valendo destas novas instruções. Tais instruções propiciam um bom ganho em
velocidade de processamento. O P55C apresenta uma cache interna de 32 kB, o
dobro das dos Pentiums P54C. Isto pode se traduzir por uma melhoria de
performance da ordem de 10% nos processamentos ditos normais, não envolvendo as
funções MMX.
Pentium II
Engloba o poder
de processamento de 32 bits do Pentium PRO, uma melhor performance nos
programas de 16 bits e as facilidades do Pentium MMX, operando com clock
interno de 266 MHz e até 300 MHz. Seu encapsulamento com uma cache externa ou
cache 2, que contígua ao processador, facilita o gerenciamento da memória e
melhora seu desempenho.
Pentium II Celeron
Semelhante ao
Pentium II, uma opção mais barata, também operando com um clock externo de 66
MHz e um clock interno de 300 MHz, porém sem a cache 2 e as vantagens advindas
da mesma.
Tipos de Computadores
Os computadores podem ser classificados quanto
a sua capacidade de processamento (porte) em:
grande
(mainframes) ! médio (minicomputadores) ! pequeno (microcomputadores)
Grande Porte (Mainframes) - São
destinados para um grande volume de dados, têm grandes dimensões, requerendo
uma grande variedade de pessoal especializado para a sua operação. Esses
equipamentos estão distribuídos em uma ampla sala, com possibilidade de
instalação de terminais em ambientes remotos.
Médio
Porte (Minicomputadores) - Computadores destinados a empresas que tenham um
volume médio de processamento de dados. São usados em controle de processos,
comunicações e sistemas de informações. Possuem uma capacidade de memória e
velociade de processametno inferiores aos de grande porte. Hoje já estão em
desuso e sendo substituídos pelo microcomputadores.
Pequeno Porte (Microcomputadores) - Os
computadores de pequeno porte apresentam-se em diversos formatos e com diversas
características. Os microcomputadores são computadores pessoais (PC),
monousuarios, destinados ao uso de empresas que tenham um pequeno, mas variado
tipo de processamento de dados. Atualmente, existem microcomputadores com
capacidade de processamento muito grande, que superam os grandes computadores
de 10 ou 20 anos atrás.
Apresentação
física Os microcomputadores podem ter várias apresentações físicas, algumas
delas são:
Não Portáteis Desktops - São os
computadores projetados para ficar sobre a mesa, os modelos mais comuns
normalmente apresentam o vídeo e teclado separados do gabinete. Esse é o
tamanho convencional de microcomputador. Computador tipo torre - Gabinete de
computador projetado para ficar no chão, geralmente perto da mesa. Os gabinetes
conhecidos como mini-torre tem um tamanho menor e, portanto, ficam sobre a
mesa.
Portáteis O portátil é um computador
pequeno, leve e que pode ser transportado facilmente, tem tela e teclado
incorporados, eliminando a necessidade de cabos para conectar esses
dispositivos. Normalmente são alimentados por baterias recarregáveis, com
duração variada, assim, é possível usá-lo em qualquer local ou hora. Tipos de
portáteis:
Laptop - O laptop é um computador portátil que
pesa entre 3,5 Kg e 4,5 Kg. Foi projetado para ser facilmente carregado de um
lado para o outro. Os laptops já estão obsoletos, uma vez que já existem os
notebooks que são mais leves.
Notebook - O notebook pesa entre 2,7 Kg e 3,6 Kg
e tem o tamanho de uma pasta para papel. O notebook pode executar a maioria das
funções que os computadores de mesa.
Subnotebook - O subnotebook pesa entre 1 Kg e 2,7
Kg. Eles têm menos poder, menos espaço de armazenamento e telas menores do que
os notebooks. Esse tipo de portátil é ideal para quem viaja muito porque pesa
pouco.
Palmtop - O palmtop é um computador que cabe na
palma da mão e pesa menos de 0,5 Kg. Esse tipo de portátil é mais usado como
agenda eletrônica.