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MAGNETISMO |
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William Gilbert
(1844-1603)–/Físico/ Corte da rainha Elizabeth I da Inglaterra. |
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O termo magnetismo – magnetita – Magnésia (cidade da
antiga Grécia) |
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Supõe-se que o
magnetismo esteja associado a correntes térmicas elétricas que atuam no
interior do nosso Planeta – mais especificamente no núcleo externo. |
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Atualmente sabe-se que
as rochas que contém óxido de ferro (Fe3 O4); minerais denominados magnéticos são capazes de
adquirir plena magnetização. |
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O físico francês
Charles Coulomb (1736-1806), descobriu que as forças entre barras
magnetizadas se faziam diretamente em seus pontos extremos. A esses pontos
extremos denominou de Pólos. Todo magneto tem dois pólos. Cada um
deles atrai inversamente os pólos de outro magneto. |
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A força de atração
entre dois magnetos é dada pela lei de Coulomb. |
F = 1 P1 P2
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μ
r2 |
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P1
= força no pólo 1 |
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P2
= força no pólo 2 |
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r = distância entre P1
e P2 |
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A força polar é uma
medida de força que um pólo pode exercer em outro. |
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Um magneto possui uma unidade de força polar – (UFP) –> se um dos pólos exerce
a força de 1 dyna em outro pólo a 1 cm de distância. |
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1 dyna = 1 UFP = 1 cm |
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2 dyna = 2 UFPs =
1 cm |
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Não existe uma forma
de separar dois pólos de um magneto. Se quebrar-mos uma barra magnetizada nós
teremos imediatamente dois magnetos. Cada um terá um Pólo positivo (+) e um
Pólo Negativo (-). Devido a isso é comum dizer ou chamar um magneto de dipolo. |
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Sabe-se assim que um
magneto pode exercer uma força sobre outro magneto a alguma distância. Este é
um campo de força que se denomina campo
magnético. |
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Para descrever um
campo magnético você deve conhecer a sua intensidade
e direção (h = f/p). A intensidade do campo magnético é medida em OERSTED (Hans Christian
Oersted – 1777 - 1851). |
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1 Oersted – é igual à
força de 1 dyna dividida por uma unidade de força polar (UFP). |
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Tendo em vista ser
esta medida super dimensionada, para estimar-se os campos magnético
terrestre, adota-se atualmente o GAMA
= 10 –5 Oersted. |
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Na realidade a medida
de um campo de força é uma medida vetorial (direção e força). |
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Sua representação está
associada a um vetor cujo tamanho é proporcional à sua intensidade, cujo
sentido indica a direção predominante, a partir do qual pode-se construir
linhas de representativas de um campo de força. |
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Quando as linhas estão
muito próximas, estima-se que se esteja na presença de um campo de força
muito forte. |
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Os magnetômetros são
os aparelhos que medem a intensidade de um campo magnético. |
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Sabemos que o campo
magnético terrestre varia de: |
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2500
(gamas) – 0.25 oersted - próximo ao Equador, onde a inclinação é mínima = 0º. |
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70000
(gamas) – 0.70 oersted - nas regiões polares, onde a inclinação é máxima =
90º. |
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Devido às alterações
no conteúdo magmático das rochas, nas camadas internas da Terra, as variações
de intensidade no campo magnético, encontradas nos registros dos
magnetômetros são denominadas de anomalias
magnéticas. |
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Ao medir o campo de
força nós temos: |
Campo Total =
valor do campo principal + valor da anomalia
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Os pólos magnéticos
estão sempre defasados dos pólos geográficos. |
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Existe uma mudança
contínua ou secular do
posicionamento, denominada de Deriva para Oeste, da ordem de 0.2 graus por
ano. |
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De forma semelhante,
estima-se também uma perda constante da Força Polar, da ordem de
aproximadamente 1/ 15000 vezes a UFP. |
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Deve-se considerar
também a existência das variações pertinentes ao Ciclo Diário, que com
algumas variações latitudinais, mostra sua evolução de forma semelhante à da
figura abaixo: |
TEMPERATURA CÚRIE
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Constitui um conceito associado à capacidade
dos minerais em adquirirem magnetização. Nesse contexto considera-se que a
temperatura exerce um poder limitador neste processo.
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Assim, considere-se a
temperatura entre 500º C e 600º C; limite a partir do qual os movimentos
termais dos átomos tornam-se tão intensos, que o domínio magnético não pode
mais existir. |
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Diz-se que os minerais
ferromagnéticos não possuem magnetismo em temperaturas superiores à
temperatura Curie. |
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Compostos semelhantes ao
Magma ao resfriarem-se tendem a alinhar seus compostos ferreo-magnéticos aos
campos de força sob os quais estão afetos à época em foram resfriados. |
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Assim, devido à associação
com a temperatura, nós podemos dizer que os materiais que sofreram este
processo guardam características de alinhamentos condizentes com os campos
magnéticos pretéritos da época em que se deu o processo de magnetização, ao
que se denomina de: |
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Magnetismo
termo-remanente. |
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Quando sabemos que o capo magnético já se alterou
diversas vezes no passado podemos falar em paleomagmetismo, que é atualmente a ciência que estuda o
campo magnético terrestre no passado geológico. |
PALEOMAGNETISMO
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Paleomagnetismo
é o estudo da história do campo magnético da Terra registrada nas rochas
formadas ao longo de tempo geológico. É uma ferramenta fundamental que
fornece provas da teoria da TECTÔNICA de PLACAS. |
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O
campo magnético da Terra pode ser considerado tendo como origem um imã de uma
barra gigantesca colocada ao centro da Terra. As linhas de força magnética
estão alinhadas norte-sul, como em uma bússola. As linhas de força também têm
uma inclinação. Quer dizer, elas não se apresentam em todos lugares
perfeitamente horizontais, mas possuem variações verticais que vão se
tornando cada vez menores a partir das regiões polares, progressivamente até
que ficarem horizontais no Equador. Considerando-se que a posição atual do
norte magnético não coincida exatamente com o norte geográfico, sabe-se que
esta variação faz parte de processos normais ao longo do tempo estimando-se
períodos de 10,000 a 20,000 anos (curto por padrões geológicos) par que as
duas posições (geográfica e magnética) coincidam no tempo. |
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Quando
uma rocha é formada, a direção de magnetização dos minerais magnéticos
presentes na rocha, como a magnetita e hematita, alinha-se com o campo
magnético da Terra. Por exemplo, quando a lava solidifica esfria em uma
temperatura crítica, chamada Curie, o sentido da polaridade global é
preservada, e os minerais são magnetizados com uma direção paralela ao campo
magnético da Terra. Em muitos casos a magnetização adquirida pelas rochas
pode permanecer inalterada por centenas de milhões de anos. Isto provê um
registro permanente da direção do campo magnético da Terra. |
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Estudando
a magnetização em sucessões de lavas, deduziu-se que o campo magnético da
Terra inverteu sua polaridade muitas vezes no passado. A última reversão
completa aconteceu aproximadamente 780,000 anos atrás, tempo em que o campo
magnético da Terra mudou de polaridade inversa à polaridade normal presente. |
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O
Paleomagnetismo tem um papel importante na determinação dos movimentos dos
continentes como descritos pela teoria da Tectônica de Placas. |
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A
magnetosfera é uma região vasta que cerca a Terra. Está cheia de partículas
eletricamente carregadas, ou protoplasmas, com radiação eletromagnética. A
magnetosfera é o local de ocorrência de fenômenos como as TEMPESTADES
MAGNÉTICAS e AURORAS, e é um gerador natural gigantesco de cerca de 100
bilhões watts de potência. Essa energia é produzida pela interação do campo
magnético do planeta (TERRA, CAMPO GEOMAGNETICO) com o fluxo de partículas
que vêm do Sol (VENTO SOLAR). Outros planetas com campos magnéticos, como o
Mercúrio, Júpiter, e Saturno, também têm magnetosferas. |
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A
forma da magnetosfera varia um pouco de acordo com as mudanças na atividade
solar. Porém, basicamente, a forma é semelhante à de um cometa. A cabeça
deste cometa barra à entrada do vento solar a uma distância aproximadamente
10 vezes o raio da Terra. Uma onda de choque, ou frente de choque,
teoricamente propaga-se a alguns raios de Terra mais próxima ao Sol, na
frente desta cabeça imaginária. A parte posterior ou “rabo da magnetosfera”
propaga-se arrastando para fora da Terra, partículas solares para muitos
milhões de quilômetros. |
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A
magnetosfera pode ser dividida em vários domínios que são caracterizados
pelos tipos de protoplasma que eles contêm. Eles incluem o CINTURÃO DE
RADIAÇÃO VAN ALLEN, ou esfera de plasma, e uma película de protoplasma
(FÍSICAS do PROTOPLASMA). Estes domínios são unidos um ao outro por vários
mecanismos de energia e transferência de massa, e as correntes elétricas
fortes deles/delas distorcem o campo de geomagnético do planeta. |
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O
campo de geomagnético já foi medido em muitos pontos na superfície da Terra e
também, com aeronaves e satélites artificiais, em diversos pontos do planeta.
Estas pesquisas magnéticas revelaram detalhes da distribuição do campo de
geomagnético na superfície e no espaço ao redor da Terra. Eles também
demonstraram que o campo de geomagnético consiste de além do campo magnético
principal, campos magnéticos locais relativamente pequenos de várias origens,
que são relacionadas de perto às estruturas geológicas da superfície da
Terra. Por exemplo, são magnetizadas muito mais fortemente as rochas ígneas
do que as sedimentares. Assim, os campos geomagnéticos próximos a tais corpos
ígneos, como vulcões, estão sistematicamente alterados. |
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Pesquisas
magnéticas detalhadas podem identificar corpos geológicos magnetizados
subterrâneos e podem também determinar suas estruturas. Pesquisas sugerem que
movimentos dos materiais rochosos em estado fluido no núcleo exterior da
Terra são responsáveis pelas mudanças no campo magnético da Terra. |
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Variação |
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O campo de geomagnético principal está mudando com tempo. Sua intensidade tem diminuído continuamente antes das seis por cento todo 100 anos, e anomalias estão variando um valor médio de cerca de 0.2º para Oeste por ano. Estas variações seculares foram observadas diretamente durante os últimos 100 anos. Porém, análises do Paleomagnetismo das rochas não só revelou, as variações seculares do campo de geomagnética durante um tempo geológico longo, mas também reversões completas freqüentes no seu padrão de distribuição durante períodos, comparativamente curtos (2,000 a 10,000 anos). Esta reversão de polaridade é a característica mais distinta do campo de geomagnético (PALEOMAGNETISMO). |
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Teoria
de dínamo |
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Uma
interpretação teórica do mecanismo que produz e mantém o campo de
geomagnético deve explicar tanto as suas variações notáveis como também sua
intensidade e outras características. A teoria mais plausível é conhecida
como a teoria de dínamo.
Desenvolvida por físicos britânicos W.M. Elasser e Senhor Edward Bullard, ela
atribui o magnetismo da Terra, às correntes que fluem dentro de seu núcleo
exterior fluido, responsáveis pela conversão desta energia mecânica em
energia eletromagnética. Geralmente aceita-se a hipótese de que a fonte que
mantém separadas as camadas em movimento no núcleo é devida à energia das
marés ou ao próprio calor gerado no interior do globo. |