1ª VARA DO TRABALHO DE DUQUE DE CAXIAS

 

Processo 01167-2007-201-01-00-0

 

ATA DE AUDIÊNCIA

 

                      Aos sete (7) dias do mês de dezembro do ano dois mil e sete, às 12h, na sala de audiências da 1ª Vara do Trabalho de Duque de Caxias, na presença da MM. Juíza do Trabalho, Drª. ELIANE ZAHAR, foram apregoados os litigantes ANDERSON TAYTHSON, Reclamante, e D. DUQUE COMÉRCIO DE BEBIDAS LTDA., Reclamada.

                          Partes ausentes.

                          Em seguida, observadas as formalidades legais, foi proferida a seguinte

S E N T E N Ç A

 

R E L A T Ó R I O

 

                            A parte autora ajuizou a presente ação, postulando os títulos constantes da peça exordial, pelos fundamentos de fato e de direito que ali se contêm.

                            Com a inicial vieram documentos.

                            Aberta a audiência foi realizada a primeira proposta conciliatória, sem êxito, tendo a parte ré oferecido contestação, acompanhada por documentos.

                            Alçada fixada no valor da inicial.

                            Colhidos os depoimentos dos demandantes e ouvidas duas testemunhas.

                            Sem mais provas, reportaram-se os demandantes aos elementos dos autos, inconciliáveis.

                            É O RELATÓRIO. DECIDO:

                           

F U N D A M E N T A Ç Ã O

 

Assistência judiciária

 

                            Não vislumbrada a hipótese do art. 14 da Lei 5584/70, deixo de conceder à parte autora o benefício da assistência judiciária gratuita.

 

Jornada de trabalho

 

                            O Reclamante alegou ter laborado em jornada extraordinária, sem que tenha recebido, corretamente, a remuneração pela sobrejornada prestada.

 

                            A reclamada negou a existência de diferenças de horas extras e sustentou que sempre que extrapolou sua jornada contratual o reclamante registrou as horas extras nos controles de ponto e recebeu pagamento da integralidade das horas prestadas.

 

                            A prova testemunhal produzida nos autos não foi capaz de convencer este Juízo da alegada inidoneidade dos controles de ponto, muito menos da existência efetiva de diferenças de horas extras.

 

                            Com efeito, a testemunha trazida ao Juízo pelo autor afirmou que registrava pessoal e corretamente seus controles de ponto mas, ao final do mês, quando lhe era apresentado o espelho do ponto, "verificava que os horários ali constantes não eram os efetivamente registrados".

 

                            Dita testemunha, no entanto, não soube sequer dizer ao Juízo se, no final do mês, recebia o quantitativo de horas extras efetivamente devidos, tendo se limitado a declarar que "acredita que o número de horas extras não fosse o correto, pois não fazia o controle pessoal das horas extras prestadas".

 

                            Frise-se que a referida testemunha trabalhava em rota completamente diferente daquela em que trabalhava o reclamante e somente encontrava o autor pela manhã; não o encontrava na empresa ao término nem ao longo da jornada.

 

                            Portanto, a testemunha não foi capaz de confirmar nem a alegada inidoneidade dos controles de ponto, nem o horário de trabalho declinado na inicial, nem o pagamento parcial de horas extras, nem a existência efetiva de diferenças.

 

                            A testemunha trazida a Juízo pela parte ré declarou que registrava pessoal e corretamente os controles de ponto e que o espelho do ponto que lhe era apresentado no final do mês "batia" com os horários registrados no controle.

 

                            Frise-se que os recibos de pagamento existentes nos autos indicam o pagamento de um grande número de horas extras, não tendo o Reclamante se desincumbido do ônus de provar o fato constitutivo alegado (arts. 818, CLT e 333, I, CPC), ou seja, a existência de diferenças de horas extras devidas, além daquelas tantas que já foram pagas em contracheque.

 

                            Julgo, pois, improcedentes os pedidos de pagamento de diferenças de horas extras e verbas reflexas, formulados nas alíneas A, B, C, D, E, F, G.

 

 

Multa

 

                        Não havendo nenhuma verba resilitória a ser paga, julgo improcedente o pedido formulado na alínea H.

 

 

D I S P O S I T I V O

 

                 ISTO POSTO, julgo IMPROCEDENTE a pretensão formulada, na forma da fundamentação supra.

 

                         Custas de R$ 310,00, pelo reclamante, calculadas sobre o valor de R$ 15.500,00 atribuído à causa, na inicial.

 

                         Sentença proferida em audiência (Súmula 197/TST).

 

                         E, para constar, foi lavrada a presente ata, que vai  devidamente assinada, na forma da lei.

 

 

ELIANE ZAHAR

Juíza do Trabalho

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