A Questão Balcânica

 

A Questão Balcânica colocou em campos opostos os países da Tríplice Entente e da Tríplice Aliança.A disputa pelos Bálcãs – região entre os mares Negro e Adriático – iniciou-se no final do século XIX, com o desmembramento do império Turco-Otomano, que se encontrava em rápida desagregação. A intervenção imperialista internacional na região e as lutas nacionalistas dos diversos povos que faziam parte do Império originaram agudas crises locais e internacionais.

 

A Rússia defendia o pan-eslavismo, pretendendo unificar os eslavos balcânicos, libertando-os do Império Turco. Com essa política, a Rússia tencionava dominar a região do mar Negro ao mar Egeu, passando pelos Bálcãs, apresentando-se como protetora e incentivadora da independência das minorias nacionais.

 

Os russos, entretanto, encontraram resistência do Império Austro-Húngaro, protetor do império Turco, e da Alemanha, que projetava construir a estrada de ferro Berlim-Bagdá, barrando a descida russa para o sul, pelos estreitos de Bósforo e Dardanelos, pertencentes ao Império Turco.

 

De outro lado, a construção da estrada de ferro permitiria à Alemanha o acesso às áreas petrolíferas do golfo Pérsico, ameaçando a hegemonia inglesa nessa região.

 

A Sérvia encabeçou o movimento pan-eslavista balcânico, buscando a independência do domínio turco e idealizando a construção da Grande Sérvia. Quando em 1908, a Áustria anexou as regiões eslavas da Bósnia e Herzegovina, tomadas ao decadente Império Turco, o ideal de unificação eslava tornou-se mais distante, pois seria necessário lutar tanto contra o Império Turco como contra o Império Austro-Húngaro. Nos anos seguintes, a Sérvia, com respaldo russo, fomentou diversas agitações nacionalistas.

 

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