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As queimadas
representam uma séria ameaça às áreas naturais de nosso país. Elas ocorrem
com facilidade nas épocas mais secas do ano e causam graves desastres
ambientais. Os grandes incêndios florestais têm início com pequenos focos
que podem surgir de diversas maneiras como:
Uma vez iniciado, o fogo se alastra pela ação dos ventos e, somado à falta de chuvas, pode permanecer por dias ou semanas, destruindo ambientes inteiros. O fogo pode surgir também de maneira natural pela ação dos raios. Este é um fenômeno raro, ocorrendo uma ou no máximo duas vezes por década. No bioma do cerrado, o fogo serve de estímulo para que as sementes do solo germinem e as plantas adultas são adaptadas para resistir à queima. Porém, o fogo freqüente e excessivo, causado pelo descuido humano, tem colocado em sérios riscos não só os ambientes do cerrado, como também da Floresta Amazônica e da Floresta Atlântica. Grande parte das queimadas em ambientes naturais no Brasil tem inicio nas áreas rurais, onde o fogo é utilizado para limpeza ou preparo do solo. Esta técnica, apesar das conseqüências para a natureza, ainda é bastante utilizada pelos produtores por ser aparentemente um mecanismo barato. Áreas naturais que sofrem a ação do fogo uma vez ficam mais sujeitas a queimar novamente, pois a vegetação torna-se espaçada e a luz solar atinge o solo com maior facilidade, secando galhos e folhas que acabam servindo de combustível para o próximo incêndio. Durante a segunda queimada o fogo é sempre mais intenso: chega a ser duas vezes maior e dez vezes mais quente, podendo destruir árvores de maior porte sobreviventes à queimada anterior. Assim a floresta gradativamente perde sua resistência e vai desaparecendo. Além de destruir a vegetação, a queimada causa a morte de muitos animais que ficam ilhados pelo fogo. O solo também é prejudicado, ele perde a camada de húmus e os microorganismos que fazem a decomposição da matéria morta são destruídos. Desta forma, os nutrientes não são renovados e a terra torna-se pobre e infértil. Sem a cobertura vegetal há, ainda, o aumento da erosão e da compactação do solo que impede a infiltração da água de chuva. Grandes queimadas liberam muita fumaça, que faz diminuir a quantidade de luz que chega até as plantas, atrapalhando seu crescimento e diminuindo as taxas de fotossíntese. O resultado é a redução da disponibilidade de alimento, já que as plantas são os produtores da cadeia alimentar. A fumaça misturada à fuligem, também causa problemas respiratórios nas pessoas. Estudos recentes apontam que a fuligem pode atrapalhar também o processo de formação das chuvas, pois ela absorve o vapor d’água que deixa de condensar-se para formar as gotas da chuva. Veja como isso pode formar um forte círculo vicioso: quanto mais fogo, menos chuva, quanto menos chuva, mais fogo e, desta forma, mais comprometidos ficam os ecossistemas. A queimada ainda contribui para o superaquecimento do planeta, já que emite grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2), o gás responsável por este efeito global. Veja alguns números de queimadas no Brasil:
Segundo a Lei de Crimes Ambientais 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, provocar queimada é crime e a punição varia de seis meses a quatro anos de reclusão e multa. Esta lei se refere a todas as pessoas que provocarem incêndios em florestas, fabricam ou soltam balões, aplicam fogo em áreas agropastoris sem autorização dos órgãos ambientais ou colocam fogo em áreas urbanas, por qualquer motivo. |