As esponjas são animais de características primitivas, mas sua estratégia evolutiva é inegavelmente bem-sucedida, pois esse grupo de animais foi um dos primeiros a se formar e é abundante até hoje.

As esponjas constituem o filo Porifera (do grego poris, poro, e phoros, portador), que significa "poroso, esponjoso". Também são denominadas espongiários ou poríferos.

O filo Porifera é dividido em três classes, de acordo com os elementos de sustentação esquelética presentes. A classe Calcarea reúne representantes com elementos esqueléticos, denominados espículas, compostos de carbonato de cálcio (espículas calcárias). A classe Hexactinellida reúne representantes com espículas compostas de sílica (espículas silicosas). A classe Desmospongiae reúne representantes que tanto podem apresentar espículas silicosas como fibras de uma proteína chamada espongina. Em algumas espécies, espículas silicosas e fibras de espongina estão presentes no mesmo animal.

O termo "esponja" faz lembrar um objeto de textura porosa e macia. Foram essas qualidades que levaram os antigos gregos a usar o esqueleto poroso e flexível de certas esponjas marinhas para polir elmos e armaduras de metal. Já os romanos, além de utilizar as esponjas para tomar banho e para fabricar esfregões, tinham o curioso hábito de encharcá-las com vinho, esprendo-as para beber.

As esponjas crescem aderidas a substratos submersos, tais como madeira, pedras, conchas, etc.Por não apresentar qualquer movimentação ou reação a estímulos, elas foram, durante muito consideradas plantas. A simplicidade de certas esponjas é tal que, se forem trituradas e passadas através de uma peneira fina, de modo que suas células se separem, estas poderão se reagrupar e regenerar uma nova esponja, semelhante à original.

Esponjas são organismos imóveis, porém capazes de movimentar a água ao seu redor. Se pequenas partículas coloridas forem espalhadas em torno de uma esponja, veremos que elas são atraídas em direção ao animal, penetrando em seu corpo através de microscópicos poros. É assim que a esponja se alimenta: ela aspira lentamente a água que a cerca, de onde retira partículas de alimento.

São conhecidas quase 5 mil espécies de esponjas, todas aquáticas. A maioria vive no mar, geralmente em águas costeiras, rasas e quentes. Há umas poucas espécies de água doce, que vivem em rios e lagos de água limpa.

Figura 1. As esponjas apresentam-se sob variadas formas e cores. A maioria delas habita águas costeiras de mares tropicais e subtropicais. Acima, ambiente onde vivem diversas espécies.
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