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O Pantanal, a mais extensa área úmida do planeta, é uma das mais ricas reservas de vida silvestre do mundo. Sua planície inundável abrange 200.000 km2, dos quais 140.000 km2 encontram-se em território brasileiro, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e o restante, dividi-se entre Paraguai e Bolívia. A vegetação típica, conhecida como Complexo do Pantanal, é composta por um mosaico de formações, com espécies características do Cerrado, das florestas Amazônica e Atlântica e das várzeas alagadas. Dentre as árvores mais comuns destacam-se o angico, a peroba, o ipê roxo, o jatobá e a timbaúva. Água é vida do Pantanal. O ciclo bem definido de cheias e secas favorece a concentração de animais. As enchentes começam em março e formam lençóis contínuos de água que, a partir dos leitos dos rios, podem alcançar vários quilômetros. As águas da inundação trazem sedimentos e nutrientes que fertilizam águas e solo, criando condições para a existência de fauna e flora tão abundantes. Neste período, os animais se aglomeram nas cordilheiras (partes mais altas) e na seca, ocupam as áreas de baías e corixos (partes mais baixas). Diversas espécies de animais são encontradas no Pantanal: répteis como a sucuri e o jacaré, peixes como o dourado, a piranha, o curimbatá e o pintado, aves, especialmente as aquáticas, que são os seres mais adaptados às condições ambientais da região, além de mamíferos como a anta, a onça-pintada, o cervo-do-pantanal e a capivara, o maior roedor do mundo. O animal símbolo do Pantanal é o tuiuiu, uma ave que pode chegar a mais de 1 metro de altura e cerca de 3 metros de envergadura (distância da ponta de uma asa aberta à outra). A característica mais notável nos adultos é uma faixa vermelha ao redor do pescoço que só se torna visível nos filhotes a partir do 6° mês de vida. A expansão desordenada da agricultura e pecuária, a utilização de pesadas cargas de agrotóxicos e a exploração de diamantes e de ouro com utilização intensiva de mercúrio, são os principais responsáveis pelas profundas transformações observadas na região Pantanal. |