BRYON (grego) = musgo
PHYTON (grego) = planta


A Divisão Bryophyta compreende vegetais terrestres com morfologia bastante simples, conhecidos popularmente como "musgos" ou "hepáticas". São organismos eucariontes, pluricelulares, onde apenas os elementos reprodutivos são unicelulares, enquadrando-se no Reino Plantae, como todos os demais grupos de plantas terrestres.


CARACTERÍSTICAS BÁSICAS

- Clorofila a, b;
- Reserva: amido;
- Parede- celulose;
- Presença de cutícula;
- Ciclo de vida diplobionte heteromórfico, esporófito parcial ou completamente dependente do gametófito;
- Reprodução oogâmica;
- Esporófito não ramificado, com um único esporângio terminal;
- Gametângio e esporângeos envolvidos por camada de células estéreis.


OCORRÊNCIA

As briófitas são características de ambientes terrestres úmidos. Entretanto, algumas apresentam adaptações que permitem a ocupação dos mais variados tipos de ambientes, resistindo tanto à imersão, em ambientes totalmente aquáticos, como a desidratação quando atuam como sucessores primários na colonização, por exemplo de rochas nuas ou mesmo ao congelamento em regiões polares. Apresentam-se entretanto sempre dependentes da água, ao menos para o deslocamento do anterozóide flagelado até a oosfera.


A
REPRODUÇÃO

As briófitas podem apresntar 3 tipos de reprodução:

Gamética

Em condições adequadas de umidade, os anterozóides pequenos e biflagelados são liberados pelo rompimento da parede do anterídio, enquanto as células do canal do arquegônio rompem-se, liberando um fluido que direciona os anterozóides até a oosfera, havendo então a fecundação;

Espórica

A liberação dos esporos ocorre através de movimentos higroscópicos dos dentes do peristômio. Esses movimentos são devidos a variação da umidade do ar;

Vegetativa

Tem 4 formas de reprodução:

  • Fragmentação: desenvolvimento de fragmentos do talo em outro indivíduo.
  • Gemas (ou propágulos): estruturas especialmente diferenciadas, com forma definida, que darão origem a um novo indivíduo. As gemas são produzidas dentro de estruturas em forma de taça denominadas conceptáculos.
  • Aposporia: desenvolvimento do esporófito em gametófito sem que ocorra meiose. Normalmente ocorre a partir de um fragmento da seta cuja regeneração origina um gametófito. Pode resultar na formação de organismos poliplóides.
  • Apogamia: desenvolvimento do gametófito em esporófito sem que haja fecundação. Pode ocorrer não apenas a partir de gametas, mas também de filídios ou do próprio protonema.

CLASSIFICAÇÃO

Na antiguidade, o termo "muscus" era utilizado por estudiosos gregos e romanos englobando, além das briófitas propriamente ditas, os líquens e algumas algas, plantas vasculares e mesmo invertebrados.

Embora na Renascença, alguns autores tenham estudado gêneros de interesse médico, Dillenius (1741) em sua obra "História Muscarum" foi o primeiro autor a estudar esses organismos de forma mais compreensiva. No entanto, o trabalho interpreta erroneamente a cápsula (esporângeo) como classifica as briófitas como próximas a angiospermas.

A interpretação correta das estruturas encontradas nesses vegetais, não apenas referentes ao esporófito, mas também ao ciclo de vida, a função de anterídios e arquegônios foi dada por Hedwig ( 1801), permitindo o estabelecimento de bases mais corretas para sua classificação.

Atualmente briófitas são separadas pela maioria dos autores em três classes, Hepaticae, Anthocerotae e Musci (eg. Schofield, 1985). Outros autores tratam essas 3 classes como Divisões.

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