CLASSIFICAÇÃO DOS MOLUSCOS
|
Classe Polyplacophora A superfície dorsal desses moluscos apresenta uma armadura calcária composta por placas parcialmente sobrepostas. Um representante é o quíton. São todos marinhos.
Classe Scaphopoda Os escafópodos vivem freqüentemente enterrados na areia das águas rasas, mas podem também ser encontrados em profundidades de até 4. 5000 metros. Tem o corpo dotado de uma concha tubular protetora, recurvada como um grande canino, medindo cerca de 6 cm de comprimento e aberta nas duas extremidades. O animal possui um pequeno pé cônico, como o qual se movimenta o se fixa às pedras. Exemplo: Dentalium meridionale.
Classe Gastropoda Aqui se encontram numerosas espécies de moluscos muito conhecidos. O corpo possui nitidamente cabeça, pé e massa visceral. O pé achatado em forma de palmilha e cobre toda a porção ventral da massa visceral, daí o nome da classe (do grego gaster, ‘ventre’ e pous, podos , ‘pés’). Os gastrópodos revelam como principais características:
Classe Bivalvia Também são encontrados em água doce ou salgada. Sua concha possui duas partes que encerram completamente o corpo do animal. Os exemplos mais familiares são as ostras, os mexilhões e os mariscos. Apresentam as brânquias recobertas por uma camada de muco; ao passar pelas brânquias, partículas alimentares ficam aderidas ao muco e são levadas para a boca. Os bivalos são os responsáveis pela produção das pérolas de valor comercial, embora qualquer molusco dotado de concha possa fabricá-las. As pérolas são formadas pela deposição de nácar ao redor de uma partícula estranha que penetra entre o manto e a concha.
Classe Cephalopoda Os cefalópodos não possuem concha, a não ser o Nautilus (uma espécie rara) e a fêmea do Argonauta (outra espécie também em extinção). As lulas e calamares possuem um rudimento de concha interna — a pena, siba ou gládio, de natureza calcária e rígida. A característica principal dessa classe, contudo, é a presença de pés transformados em tentáculos ligados diretamente à cabeça, explicando-se assim a origem do nome (do grego cephale, ‘cabeça’, pous, podos, ‘pés’). Os polvos (Octopus vulgaris) e as lulas (Loligo brasiliensis e Sepia officinalis) possuem, respectivamente, oito e dez tentáculos. Nos polvos, a massa visceral fica contida num saco pendente da cabeça. São também portadores de uma bolsa de tinta que utilizam nos momentos de perigo. As lulas se deslocam por um princípio de jato-propulsão, à custa da eliminação brusca e violenta de égua por um sifão situado junto à reprega do manto que forma as brânquias. Os polvos possuem tentáculos com ventosas que ajudam a fixação do animal às pedras ou a retenção das suas presas. Há nesses animais um par de olhos que atingem máximo desenvolvimento em invertebrados. São olhos muito parecidos com os dos animais superiores, tendo córnea, íris com pupila, cristalino e retina com bastonetes, que permite a formação de imagens bem definidas.
|