CICLO REPRODUTIVO DE UM VÍRUS DE GRIPE

Existem centenas de variedades de vírus de gripe, todos portadores de RNA, que é seu material hereditário.

A infecção gripal começa quando o vírion adere a substâncias receptoras presentes na superfície das células hospedeiras, geralmente as que revestem as vias respiratórias. A partícula viral penetra inteira, nisso diferindo do bacteriófago, em que apenas o DNA viral penetra na célula.

No interior da célula o capsídio é digerido por enzimas, libertando o RNA no citoplasina. O RNA do vírus da gripe e de outros vírus de RNA (exceto os retrovírus) é capaz de se duplicar, originando inúmeras cópias dentro da célula hospedeira. As informações genéticas do RNA viral são então traduzidas, dando origem aos componentes protéicos do capsídio.

A reunião de ácidos nucléicos e capsídios origina novos vírions, que se libertam das células infectadas. Não há, necessariamente, a morte da célula hospedeira, embora isso possa ocorrer em virtude das perturbações causadas pela infecção viral.

Figura 1. Etapas da reprodução de um vírus de gripe em células do aparelho respiratório humano. (1) Fixação do vírion à membrana da célula. (2) e (3) Englobamento do vírion. (4)Destruição do envoltório protéico e liberação das oito moléculas de RNA que constituem o genoma viral. (5) Síntese de RNA mensageiro viral. (6) Duplicação do RNA viral. (7)síntese das proteínas virais na membrana celular. (9) Empacotamento do RNA viral com proteínas. (10) Eliminação do vírion pela célula. O detalhe (quadrinho) mostra os encaixes moleculares que permitem a ligação do vírus à célula hospedeira.
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