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Alga é um termo genérico, desprovido de significado taxonômico, que inclui organismos que possuem clorofila a e um talo não diferenciado em raiz, caule ou folhas, com hábito predominantemente aquático. Estes organismos não são necessariamente semelhantes entre si e nem sempre possuem origem evolutiva próxima. Desempenham um papel ecológico importante como produtores primários dos ecossistemas onde ocorrem, sendo provavelmente responsáveis por mais de 50% do total da produção primária de todo o planeta. O fato de serem clorofilados, não implica que sejam verdes, pois além da clorofila, possuem outros pigmentos denominados acessórios, que podem mascarar a presença da clorofila, proporcionando às algas colorações avermelhadas, azuladas, pardas, ou até enegrecidas. Quanto à organização do talo, as algas apresentam uma diversidade muito grande. Existem desde formas microscópicas até formas que atingem 60m de comprimento, como as algas pardas do gênero Macrocystis. As algas podem ser encontradas nos mais diversos ambientes, existindo desde formas terrestres e aquáticas, até formas que vivem em associações com outros organismos (ex: líquens: fungo + alga). As formas mais comuns são aquáticas , podendo ocorrer em rios, lagos, mangues e mares. Nestes ambientes, podem fazer parte do bentos (conjunto de indivíduos que vivem fixos ao substrato) ou plâncton (conjunto de indivíduos que vivem em suspensão na coluna de água devido sua pequena ou nula capacidade de locomoção). Quando se consideram organismos marinhos bentônicos (algas e animais), pode-se fazer uma distinção quanto a faixa do litoral que ocupam. O litoral pode ser dividido em supra-litoral, médio-litoral e infra-litoral. O supra- litoral corresponde a faixa mais alta do litoral, que mesmo nas marés mais altas não fica submerso. Está sujeito apenas a borrifos de água salgada, especialmente em locais muito batidos. O médio- litoral corresponde a faixa que pode ser temporariamente descoberta nas marés baixas. O infra-litoral corresponde a faixa que nunca fica exposta ao ar, mesmo nas marés mais baixas. Dentre as algas figuram os organismos mais antigos da Terra, havendo evidências de sua existência, já no Pré-Cambriano, há aproximadamente 3,5 bilhões de anos. Possivelmente foram os responsáveis pela produção e acúmulo de oxigênio na atmosfera primitiva e ainda hoje, desempenham papel importante na manutenção dos níveis deste gás, especialmente as formas marinhas planctônicas. Além disto, as algas têm sido reconhecidas como os organismos que deram origem a todos os outros vegetais existentes atualmente. O termo alga inclui organismos de linhagens filogenéticas completamente diferentes. A Ficologia, ciência que estuda as algas (PHYKOS, do grego = alga), é o ramo da biologia que abrange a maior diversidade de grande grupos de organismos (incluindo organismos procariontes e eucariontes). Harvey em 1836 classificou as algas baseado na sua composição pigmentar, esta classificação básica persiste até hoje, entretanto, as relações evolutivas entre os grupos de algas nunca foram muito claras devido a um registro fóssil muito limitado para a maioria dos grupos, a uma morfologia simples e a uma grande plasticidade fenotípica. Muitos avanços foram obtidos com a microscopia eletrônica que permitiu um detalhado estudo da ultraestrutura das células, e mais recentemente a biologia molecular tem sido uma ferramenta importante para estabelecer hipóteses sobre as relações evolutivas entre as várias linhagens de algas. Estudos moleculares mostraram definitivamente que as algas formam um grupo artificial que inclui taxa que muitas vezes são mais relacionados com organismos não fotossintéticos do que com outras algas. Os organismos
eucarióticos diversificaram-se em várias linhagens filogenéticas, das
quais as principais (chamadas em inglês de "crown lineages")
são:
Dentre as principais linhagens de algas eucarióticas podemos citar: Chlorophyta, Rhodophyta, Glaucocystophyta, Euglenophyta, Chlorarachniophyta, Heterokonta (Raphidophyta, Chrysophyta. Bacillariophyta, Xanthophyta, Eustigmatophyta e Phaeophyta), Haptophyta (= Prymnesiophyta), Cryptophyta e Dinophyta. Os últimos 4 grupos foram denominados de algas cromófitas devido a presença de clorofila a e c e várias xantofilas. |