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  Setembro/2000
 

Date: Fri Sep 1, 2000 3:49am
Subject: Caixa lança PGBL com meta ousada
A Caixa Econômica Federal (CEF) começa a vender na segunda-feira feria os fundos de pensão do tipo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), com aplicação mínima de R$ 50,00. De acordo com o diretor de administração de recursos de terceiros da Caixa, Jorge Ávila, o banco tem uma meta `ousada` de vender 40 mil planos até dezembro. Este ano, a Caixa já vendeu 70 mil planos de previdência privada tradicional, o Federal Prev.
Por um mês, venderá os dois produtos e aí decidirá se deixará de negociar o Federal Prev, plano com renda garantida de 6% ao ano mais IGP-M. Os clientes serão incentivados a migrar para o PGBL, que não tem renda garantida, mas repassa ao beneficiário todo o ganho com a aplicação a financeira. O produto será ofertado em três modalidades: uma apenas com renda fixa, um com 15% e outro com 30% em ações.
 

Date: Mon Sep 4, 2000 2:19pm
Subject: Ganho da Icatu cai 10%
A Icatu Hartford fechou o primeiro semestre com lucro líquido R$ 11,9 milhões, resultado 10% inferior aos R$ 13,1 milhões registrados no mesmo período de 99. O volume de prêmios chegou a R$ 218 milhões, o que reflete crescimento de 21,11% em relação aos primeiros seis meses do ano passado. Carlos Trindade, presidente da companhia, disse que a meta da empresa é fechar o ano com R$ 500 milhões de receita de prêmios.
O foco principal da companhia será os Planos Geradores de Benefício Livre (PGBLs), segundo Trindade. Para o executivo, este é o segmento com maior potencial de desenvolvimento. A Icatu Hartford cresceu 33,5% em previdência no primeiro semestre.
Outra estratégia importante para a Icatu Hartford é a expansão do canal de distribuição de seus produtos. Como a companhia não tem o apoio de bancos de rede, o foco passa pela atuação de corretores e também parcerias com lojas de departamentos e empresas de cartão de crédito.
(Gazeta Mercantil, 04/09/00 , Finanças & Mercado, B2)
Suzano Santos
 
 

Date: Wed Sep 13, 2000 11:38am
Subject: Seguros: só o governo ainda não viu
O não-comparecimento do ministro Pedro Malan, substituído pelo Dr. Eduardo Amadeu, como conferencista da Conseguro (Conferência Nacional de Seguros, Resseguros, Previdência e Capitalização) mostra de forma clara o absoluto desconhecimento do governo brasileiro sobre um ramo de atividade que nos países mais ricos está entre os mais importantes geradores de poupança de longo prazo e uma ferramenta extraordinariamente eficaz para a proteção e desenvolvimento social. Aliás, é justamente esse desconhecimento, que beira as fronteiras da ignorância, que está criando uma situação altamente constrangedora para o país na comunidade financeira internacional, com alguns dos principais `players` do mercado começando a se questionar seriamente sobre nossa capacidade de entender o que acontece no mundo.
Por conta de não conseguir privatizar a IRB Brasil Resseguros, companhia que sucedeu o antigo Instituto de Resseguros do Brasil, justamente para poder ser privatizada, o governo federal conseguiu duas façanhas quase inacreditáveis: a primeira, nos colocar como um dos únicos três países do planeta a manter o monopólio do resseguro, e a segunda, fazer com que uma empresa que há três anos valeria perto de US$ 1 bilhão, atualmente, além de não valer nada de vagamente parecido, chegue ao fim do seu caminho correndo o risco de não ter comprador.
Se os danos decorrentes da falta de interesse do governo pelo setor parassem por aí, já seria lamentável, só que eles vão muito além, e isso quer dizer que quem está pagando a conta é a sociedade brasileira como um todo. A existência do monopólio do resseguro, que no passado foi importante para o desenvolvimento das companhias de seguros brasileiras, hoje faz com que nossas apólices custem mais caro, não só porque o seu preço é maior, mas, principalmente, porque o país não consegue uma série de seguros que protegem nossos concorrentes comerciais, dando-lhes garantias patrimoniais e financeiras altamente sofisticadas dentro de um cenário cada vez mais globalizado e no qual as margens são cada vez mais apertadas.
Ao não dispor desses produtos, todos eles obrigatoriamente garantidos por complexos planos de resseguro, os quais a IRB Brasil Resseguros mal sabe que existem, o `custo Brasil`, que já é a pedra no nosso sapato, fica mais alto ainda, porque a falta dessa proteção se reflete nos preços finais de nosso produtos, que precisam levar em conta os riscos das empresas produtoras, que não os podem transferir para o mercado internacional porque aqui o que vale é o monopólio.
Seria estafante para o leitor se aprofundar no que quer dizer um mercado ser obrigado a funcionar contratando apenas resseguros facultativos, mas essa é a nossa realidade e ela é muito cara.
Por outro lado, o governo também não percebeu que o seguro de vida e os planos de previdência complementar são as melhores alavancas para recursos de longo prazo já inventadas pelo homem. É só olhar quanto essas organizações administram nos Estados Unidos, na União Européia e no Japão e o tamanho de seus parques produtivos para ter certeza da sua importância inigualável como financiadoras dos investimentos de base, essenciais para a criação de uma infra-estrutura eficiente, que dê suporte para o desenvolvimento do país. Em bom português, são elas as responsáveis pela poupança interna, que essas nações têm de sobra e que tanta falta nos faz e pela qual ainda pagamos um preço tão alto.
O melhor exemplo do total desconhecimento do tema é a incidência do IOF sobre as operações de seguro de vida e os planos de previdência serem isentos, porque em um produto o segurado paga `prêmio` e no outro `contribuição`.
E, mesmo assim, o crescimento do setor, no primeiro semestre, foi muito superior ao da média da economia nacional. Os planos de previdência privada aberta, puxados pelos PGBL`s, tiveram um desenvolvimento de praticamente 45%, enquanto os prêmios de seguro fecharam o período com um faturamento de R$ 15,6 bilhões, projetando para o final de 2000 um número acima dos R$ 30 bilhões, o que é espantoso, se comparado com os R$ 20 bilhões apresentados em dezembro de 99 e com as taxas de crescimento da economia brasileira como um todo.
Poucos setores têm um potencial de crescimento tão grande quanto seguro e previdência privada. Aliás, as grandes empresas internacionais não estão aqui porque nós somos bonitos, mas porque elas sabem disso e quanto isso pode representar em seus balanços consolidados.
A atividade seguradora nos países latinos que já alcançaram um desenvolvimento social maior do que o nosso representa algo entre 5 e 6% do PIB, ao passo que no Brasil essa ordem de grandeza ainda é de pouco mais que 2%. Vale dizer, nosso mercado tem tamanho para dobrar mais uma vez, e isso significa, em um PIB ao redor de R$ 800 bilhões, mais de R$ 60 bilhões e, mais importante ainda, a geração de mais de 100 mil empregos diretamente vinculados à atividade e pelo menos outros tantos indiretamente ligados.
Somando-se a isso o potencial de geração de poupança de longo prazo da previdência privada aberta, fica a pergunta: `O governo está esperando o quê?`.
(Folha de S.Paulo, 13.09.00 , Folha Dinheiro, )
ANTONIO PENTEADO MENDONÇA
 

Date: Tue Sep 19, 2000 3:50am
Subject: Venda de PGBL pela internet
A Canada Life Pactual Previdência e Seguros, cujos ativos somavam US$ 39 bilhões em julho deste ano, inaugura dentro de dois meses seu canal de distribuição de fundos de pensão PGBL pela internet. A companhia entrou no mercado brasileiro este ano, com a compra de 70% da Pactual Previdência, e está apostando num forte crescimento da previdência privada no Brasil.
Atualmente, já administra US$ 5 milhões em fundos PGBL, com cerca de 3 mil clientes, e espera fechar o ano com R$ 20 milhões. Para os próximos quatro anos projeta um patrimônio de R$ 700 milhões. Seu vice-presidente comercial e de marketing, Geraldo Magela Lopes, acredita que pode obter isso antes.
No mercado internacional, a empresa faturou até julho US$ 3 bilhões e esperar fechar o ano com uma receita de prêmios 20% superior a de 1999, que foi de US$ 5,2 bilhões. Para suas operações no Brasil, fez um aporte de capital de US$ 5 milhões e pretende investir US$ 25 milhões em quatro anos.
(Gazeta Mercantil, Finanças & Mercados, B4)
Lúcia Rebouças

Date: Wed Sep 20, 2000 4:07am
Subject: Renda garantida terá regulamentação
Os dois novos fundos de pensão com renda garantida - Plano com Remuneração Garantida e Performance (PRGP) e Plano com Atualização Garantida e Performance (PAGP) - devem estar regulamentados esta semana. O lançamento está dependendo apenas da circular que estabelece o cálculo do excedente financeiro que, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), pode sair hoje.
Os novos fundos deverão ser os herdeiros do atual plano tradicional - o único produto com renda garanntida da previdência privada aberta -, mas quem vai decidir sobre a sobrevivência desses planos é o próprio mercado. A intenção inicial era acabar com o plano tradicional, mas a versão final da regulamentação que criou o PRGP e o PAGP acabou sendo mais amena, porque a obrigatoriedade de que todos os planos se enquadrassem nas novas regras teria um custo muito alto.
 
 

Date: Wed Sep 20, 2000 3:10pm
Subject: Cresce fundo de pensão aberto
Os fundos de pensão abertos registraram ingresso de R$ 500 milhões em apenas um mês. Os fundos fecharam agosto com carteira de investimentos de cerca de R$ 15,5 bilhões. No final de julho, o total era de R$ 14,9 bilhões.
Os números de agosto ainda são estimativas do mercado. Os dados oficiais serão divulgados somente amanhã, durante a solenidade de posse do novo presidente da Associação Nacional das Empresas de Previdência Privada (Anapp), Fuad Noman. Segundo ele, o lançamento de novos produtos está sustentando um crescimento constante da previdência aberta em torno de 45% ao ano.
As projeções são de que haja uma aceleração do crescimento, puxada, sobretudo, pelo Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). No momento, porém, a maior parte da receita das empresas de previdência ainda vem dos planos tradicionais - os primeiros produtos da previdência aberta a entrar no mercado.
(Gazeta Mercantil, 20.09.00 , Finanças & Mercados, B2)
Lucia Rebouças
 
 

Date: Fri Sep 22, 2000 4:01am
Subject: Previdência privada cresce 45%
A carteira de investimentos das empresas de previdência privada aberta no Brasil atingiu R$ 15,4 bilhões em agosto deste ano, refletindo crescimento de 45,6% em relação ao mesmo período de 1999. O presidente da Associação Nacional das Empresas de Previdência Privada (Anapp), Fuad Noman, estima que até o fim do ano a carteira chegará a R$ 17 bilhões. Para ele, a média de crescimento anual até 2005 ficará no mesmo patamar de 45%.
A receita dos planos de previdência aberta no período de janeiro a agosto deste ano ficou em R$ 3,2 bilhões, refletindo crescimento de 44,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Este patamar de evolução anual também é esperado para os próximos cinco anos, segundo Noman.
O presidente da Anapp disse que o forte crescimento no segmento justifica-se pela estabilidade econômica, pela discussão pública da reforma previdenciária, pelo benefício fiscal de 12% no imposto de renda e também pela atuação do órgão regular.
(Gazeta Mercantil, 22.09.00 , Finanças & Mercados, B3)
Suzana Santos
 
 
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