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I n í c i o  M a t é r i a s  M o d e r a d o r e s  I n s c r e v a
 
  Outubro/2000
 
 
 Date: Thu Oct 19, 2000 7:03pm
Subject: Necessidade de transparência muda planos
 
Necessidade de transparência muda planos
Susep está desenhando produtos que tendem a substituir os tradicionais

Dar transparência aos planos de previdência privada é o motivo principal para a apresentação de novos produtos que deverá ser feita pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em breve. A entidade está regulamentando dois novos planos, o de Remuneração Garantida e Performance (PRGP) e o de Atualização Garantida e Performance (PAGP). Eles estão sendo estruturados com os mesmos parâmetros do Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL). A expectativa é que esses dois novos planos, por garantirem rendimento atrelado à inflação ou à inflação mais uma taxa de juro, substituam o tradicional.

Neles e nos PGBLs a transparência é maior. Um motivo é que o dinheiro do participante não se mistura aos recursos da instituição, como nos planos tradicionais mais antigos, porque fica isolado em um fundo.

Nos tradicionais, o investidor não interfere na composição da carteira. Não pode também acompanhar o desempenho dia a dia. Nos PGBLs, escolhe o perfil da carteira, e sabe que no produto pelo qual optar haverá maior ou menor porcentual de ações. E há divulgação diária do valor de cotas.

A distribuição de excedentes financeiros é outro ponto polêmico nos planos tradicionais: a crítica é que os aplicadores têm dificuldades para checar se os valores creditados são corretos. Nos PGBLs, não há distribuição de excedentes, porque toda a rentabilidade é do aplicador. Nos novos planos, haverá o excedente, mas o demonstrativo dos cálculos mensais será discriminado aos participantes.
 
 
 
 

 Date: Fri Oct 27, 2000 12:06pm
Subject: Planos de previdência para crianças crescem 15%

Planos de previdência para crianças crescem 15%

   Uma nova modalidade de previdência, voltada para crianças e adolescentes, está ganhando espaço no mercado. Este tipo de seguridade, em alguns casos, já representa mais da metade das carteiras das empresas, como é o caso da Brasil Previ, do Banco do Brasil. A partir de R$50, os responsáveis podem garantir aos seus dependentes, quando completarem 21 anos, o pagamento da universidade, a retirada do capital para investir em um negócio próprio, a compra de uma sala comercial ou, até mesmo, dar continuidade ao plano, garantindo uma aposentadoria mais rentável.

   O gerente de mercado do Banco do Brasil, Márcio Sérgio Aragão, destacou que este tipo de plano previdenciário teve uma resposta acima das expectativas, quando lançado em 1999. A taxa de crescimento da procura é de mais de 15% ao ano. O BrasilPrevi Júnior é destinado a crianças e adolescentes de 0 a 20 anos. A reserva formada é aplicada através do Banco do Brasil no mercado financeiro, distribuído entre vários tipos de investimentos. Esta reserva é corrigida mensalmente com base no IGP-M/FGV + 6% de juros ao ano, segundo ele, maior do que a maioria das aplicações financeiras feitas isoladamente.

   O BrasilPrev Júnior oferece a garantia de, no caso de falecimento do responsável, todas as contribuições serão quitadas, mensalmente, até o jovem completar 21 anos. O valor das contribuições pagas pelo participante também é dedutível no cálculo do Imposto de Renda. A tolerância com inadimplência é de 90 dias.

   O superintendente de Planos Individuais da Sul América, Luiz Barsotti, afirmou que, hoje, na carteira de previdência de toda a empresa, 15% dos participantes têm menos de 14 anos e 18% têm menos de 21 anos. `É um público importante para a companhia`, diz. Para este ano, o objetivo da Sul América é aumentar, em todo o país, o número de participantes da carteira de previdência, tanto no plano infantil, chamado de Educaprevi, como no tradicional. A seguradora quer passar dos atuais 20 mil para 33 mil participantes até o final do ano.

   O Prev Jovem, do Bradesco, é outra opção de previdência que permite a formação de uma reserva para custear os estudos dos filhos. O participante faz aplicações mensais ou esporádicas, de acordo com sua disponibilidade, podendo realizar aportes adicionais quando desejar. Em caso de morte do participante, o beneficiário recebe uma cobertura de pensão ou pecúlio. Além de contratar uma renda ou acumular recursos para o futuro, o responsável também poderá oferecer benefícios adicionais ao seu filho, como pensão ou pecúlio. Podem ser feitos quantos planos quiser: um para cada filho, sobrinho, neto ou afilhado. E o valor dos benefícios pode ser elevado a qualquer momento.

   Mercado oferece várias opções

   Ao completar os 21 anos, o dependente, no caso do Brasil Previ Júnior, poderá escolher entre continuar pagando o plano normalmente, assim terá um plano de aposentadoria normal que poderá começar a ser usufruído aos 55 anos. Pode ainda resgatar a reserva formada e, com esse dinheiro, iniciar a sua vida profissional, ou transformar a reserva em renda por prazo certo e, com esse valor, ajudar a pagar seus estudos.

   No caso da Sul América, o Educaprevi pode ser usado para pagamento da faculdade, desde a matrícula até a formatura; cursos de pós-graduação, inclusive no exterior; aquisição de escritório, consultório ou mesmo da casa própria; suporte financeiro para iniciar ou consolidar um negócio; antecipação da idade de aposentadoria ou aumento significativo da renda vitalícia; ou mesmo financiar viagens de lazer ou profissionais, assim como a compra de veículo. O Educaprevi é um plano flexível que permite que o incremento da reserva através de contribuições esporádicas de qualquer valor.

   O participante do Educaprevi, o plano de previdência infantil da Sul América, também pode contar com outros serviços oferecidos pela empresa, gratuitamente, aos participantes com menos de 14 anos. Em caso de doença grave, em que o participante fique impedido de freqüentar a escola por período superior a 15 dias, um professor particular poderá ser solicitado à Assistência 24 horas da Sul América. Os outros serviços são a guarda de crianças com babá e transporte escolar, que podem ser solicitados em caso de doença grave, acidente, falecimento ou internações dos pais ou responsáveis.

(Correio da Bahia,27.09.00, Negócios, .)
Pedro Carvalho
 

 

Date: Mon Oct 9, 2000 1:01pm
Subject: Planos abertos cresceram 50% este ano até agosto

Planos abertos cresceram 50% este ano até agosto
   Perspectiva é crescer até 50% ao ano nos próximos 5 anos

   A preocupação com a renda no futuro chegou ao Brasil e tem sido responsável pelo crescimento acelerado da previdência privada aberta. Nos oito primeiros meses do ano esse mercado cresceu 50% em comparação a igual período de 1999, somando R$ 15,4 bilhões em investimentos. Com a estabilidade econômica e a crise da previdência social, a tendência é de um aumento de, no mínimo, 30% a 50% ao ano nos próximos cinco anos , aposta Fuad Noman, presidente da Associação Nacional de Empresas de Previdência Privada (Anapp) e da BrasilPrev, de olho em 7,5 milhões de clientes potenciais.

   Mais otimista ainda, o diretor comercial de vida e previdência da Sul América, Toni Lotar, acredita que esse ritmo de expansão se mantenha pelos próximos dez anos. Hoje as possibilidades do mercado de previdência estão associadas a 12 milhões de pessoas com renda mensal superior a R$ 1,3 mil, não considerando os muito ricos, cerca de 500 mil a 800 mil pessoas.  Isso sem falar dos trabalhadores informais, um segmento a ser trabalhado em outra etapa, lembra Lotar.

   Dos 166 milhões de brasileiros, apenas 4,5 milhões de pessoas investem para assegurar no futuro uma aposentadoria complementar à previdência social. Destas, 2,8 milhões aplicam em planos abertos de previdência privada e 1,8 milhão em planos fechados, como os de empresas estatais. Temos, portanto, ainda 7,5 milhões de pessoas com potencial de aplicar em planos de previdência e que hoje estão fora do mercado, diz Fuad Noman.

   Os recursos acumulados no Brasil em carteiras de investimento voltadas para a previdência privada somam R$ 130 bilhões (R$ 110 bilhões em planos fechados de aposentadoria), cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).  É um mercado em franca expansão. Mas temos um desafio enorme pela frente porque nossas bases são muito pequenas. Nos Estados Unidos a carteira acumulada de investimentos em previdência privada praticamente equivale a um PIB americano (US$ 7 trilhões), exemplifica o presidente da Anapp. Este ano a carteira de previdência privada aberta deve fechar em R$ 17 bilhões.

   `O processo educacional e de mudança de cultura se fortaleceu a partir do Plano Real, em 1994, com a estabilidade econômica, redução da inflação e previsibilidade orçamentária, lembra Carlos Trindade, presidente da Icatu Hartford. E mais recentemente pelo incentivo fiscal, permitindo que as contribuições para a previdência privada possam ser deduzidas no Imposto de Renda da pessoa física até o limite de 12% do rendimento bruto do participante.

   O crescimento significativo do setor de previdência privada aberta foi impulsionado também por normas baixadas pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que permitiram a modelagem de planos de benefícios mais flexíveis e transparentes. Os planos atuais oferecem aos participantes maior e melhor nível de informações, transformando-os em alternativas de planejamento orçamentário de médio e longo prazo, afirma Luiz Pelegrino, diretor da Susep.

   A grande maioria das aplicações em planos privados de aposentadoria está nos chamados fundos geradores de benefícios definidos, os chamados planos tradicionais, que garantem correção pelo IGP-M mais 6% de juros anuais. Mas os Planos Geradores de Benefícios Livres (PGBL) começam a ganhar mercado, já acumulando uma carteira de investimentos de R$ 1,5 bilhões. Esses planos, sem renda garantida, oferecem aos participantes a escolha na aplicação dos recursos, dependendo do perfil de risco de cada um: conservador, moderado e agressivo. A faixa etária de consumidores com perfil de compra de planos de aposentadoria está entre 25 anos a 45 anos.

   O mercado de previdência privada aberta está concentrado em sete instituições, que representam 85% do total investido: Bradesco Previdência, BrasilPrev, Unibanco AIG Previdência, ItaúPrev, Icatu Hartford, RealPrev e Sul América. A líder do mercado é a Bradesco, com uma carteira de investimentos de R$ 8 bilhões e 795 mil participantes. 

(Valor Econômico, 02.10.00,Finanças, .)
 
 
 
 
 

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